Cap. 40 (pov. NARRADOR)
Uma semana
se passou rapidamente e a noticia de que a mãe May viria visitar a filha estava
fazendo uma bagunça na cabeça de Jay, ele tinha medo de como ela reagiria ao
vê-lo e ao ver o estado de sua filha, o relógio passava devagar e o único
barulho que ele escutava era do próprio, não conseguia relaxar, em poucos
minutos sua sogra estaria ali e não era um bom momento se se conhecer a mãe de
sua namorada, em uma tentativa de se acalmar, Jay se sentou ao lado de May na
poltrona que virara para ele uma cama ideal durante as semanas que se
estenderam, segurou sua mão e esperou alguma resposta, e nada, ele ficou
frustrado, pois todo o dia repetia varias vezes a mesma coisa, e a única coisa
que ele não conseguia era que seu aperto de mão fosse devolvido. Segurou a mão
de May novamente e a beijou calmamente, mas conversas aleatórias o distraíram e
o fizeram levantar e abrir a porta do quarto.
_Você! – uma
mulher alta, robusta, com cabelos negros e lisos, com uma expressão de cansaço
e ao mesmo tempo nervosismo se aproximou dele, sendo seguida por Any que
parecia aflita. _Você, seu idiota! Você fez isso com a minha filha! – ela
gritava e ele não entendia nada, pois como não falava português era difícil
saber sobre o que ela falava.
_Calma tia!
– Any chegou e parou na frente da mulher, a impedindo de chegar perto de Jay.
_Se acalme, aqui é um hospital e ele não entende o que você fala. – ela falou
calmamente e assim a mulher assentiu.
_Então
traduza tudo o que eu falar. – Any a olhou assustada e tentou apartar a ideia
da tia. _Não me questione, ainda sou sua tia e mais velha que você, agora
traduza tudo. – disse em um tom autoritário.
_Pode falar
tia, mas antes deixa eu falar para Jay quem você é. – a mulher assentiu
impaciente, mesmo querendo muito brigar com o rapaz que ela julgava ter acabado
com a vida de sua filha, a vontade de rever a própria filha em estado critico
gritava em seu peito. _Jay, esta é a mãe da May, ela me pediu para traduzir
tudo o que ela falar, então antes de tudo. Me desculpe. – ela falou e ele só
assentiu, abriu espaço para que os dois ficassem frente a frente e fazendo
menção para a tia começar a falar.
_Só quero
que você saiba, que se minha filha não acordar você será culpado de tudo, e se
ela acordar com alguma sequela saiba também que será sua culpa, tudo o que
aconteceu com minha Maria foi culpa sua, e eu jamais irei perdoar você, seu
idiota. – terminada a fala de sua tia, Any fez o prometido, traduziu tudo e Jay
ouviu atencioso e sentiu cada palavra pesar em sua consciência que já não
estava tão leve.
_Entendo a
senhora, me culpo todos os dias pelo que eu fiz com a sua filha, eu a mandei
embora e assim ela o fez, eu me sinto culpado e espero que quando ela acordar a
senhora possa me perdoar. – Jay falou e esperou que Any o traduzisse também.
_Não será
tão fácil assim conseguir um perdão meu, mas agora me de licença, só tenho hoje
para ver minha filha, preciso voltar para o Brasil de madrugada. – a mulher
falou e esperou a ajuda da sobrinha, assim que a conversa terminou, ela entrou
no quarto sozinha.
Se aproximou
lentamente da cama, seu rosto já estava sendo tomado pelas lagrimas que caiam
sem piedade, ela segurara esse choro por toda a semana, para não desabar na
frente das pessoas, a cada passo que dava seu coração doía, por não saber ao
certo o futuro de sua filha, ela desejava ver a menina alegre que deixou no
aeroporto, que ela tanto amava, caminhou até i lado da cama, tomou o rosto de
sua filha em mãos e acariciou, as lagrimas eram continuas e insistiam em cair,
cansada a mulher se sentou na cama ao lado da filha, deitou a cabeça sobre seu
peito e ficou ouvindo os batimentos cardíacos da filha, que eram baixos e
descompassados, a tristeza a corroía, não podendo acreditar que estava vendo a
própria filha naquela situação, perdidas em seus pensamentos aleatórios nem
percebeu que a sobrinha estava ao seu lado, só foi retirada dos devaneios
quando Any a cutucou.
_Tia, sei
que não é uma boa hora, mas eu queria saber se vou poder ficar aqui em Londres,
esperando a Maria acordar. – a mulher se levantou secando as lagrimas.
_Sim, você
vai poder ficar só peço que não tire os olhos dela pra mim e qualquer novidade
me chame no Skype, Facebook ou até mesmo me ligue. – dito isso a mulher voltou
a se sentar ao lado da filha, acariciando seu rosto onde ainda havia pequenas
cicatrizes quase imperceptíveis.
_Pode
deixar. – Any suspirou e saiu do quarto deixando sua tia.
Já na parte
externa do hospital Jay parecia aflito e nervoso, ele tentava aparentar calma,
mas perto de Max ele podia desabar, andando de um lado para o outro na frente
do amigo, Jay só pensava nas coisas que a mãe dela o falou, ele realmente
sentia que toda aquela tragédia era sua culpa. Vendo o desespero do amigo Max
pensou em fazer alguma coisa.
_Fala logo o
que foi cara. – ele disse impaciente.
_A mãe dela
tem razão, tudo isso é minha culpa, eu devia ter contado para ela toda a
verdade, ao invés de fazer uma surpresa, que só causou desordem na vida de
todos. – Jay falou parando na frente de Max.
_Nada disso
é culpa de ninguém, foi só um acidente, e vocês tem que parar de serem
pessimistas, May vai acordar, tenha fé. – o amigo falava enquanto segurava os
braços de Jay e os balançava em sinal de despertar ele, depois disso eles
entraram no hospital, na esperança de tudo estar mais calmo.
oi, aqui por favor acaba logo com essa parte por favor eu não gosto muito de capitulos tristes, e coitado do Jay, bjss
ResponderExcluirAs partes tristes são indispensáveis, mas já já tudo se acerta XD
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