Cap. 37 (pov. Jay)
Assim que vi
Max e Any entrar no hospital eu me levantei rapidamente pronto para o que me
aguardava, Any se segurava muito para não chorar e vi que a raiva que ela
sentia era para amenizar a dor que ela sentia e eu respeitava isso.
_Onde ela
esta? – foi à primeira coisa que ela me disse.
_Na
cirurgia. – falei cabisbaixo e senti as malditas lagrimas descerem por meu
rosto.
_Há quanto
tempo ela está lá? – Any me perguntou friamente.
_Não sei,
acho que meia hora. – falei erguendo meu olhar para ela e secando minhas
lagrimas, assim que o fiz ela me deu um tapa no rosto, não tão forte quanto eu
merecia, mas isso fez Max a puxar para ele.
_O que foi
isso Any?! Ele não tem culpa! – ele falou com um tom de voz elevado chamando
atenção para nós. _Desculpe. – falou para as enfermeiras ao redor. _Onde você
esta com a cabeça?! Pois se isso é culpa dele, uma boa parte dela também é sua.
– ele falou bravo e frio ao mesmo tempo, soltou Any e se sentou em uma das poltronas.
_Desculpe
Jay. – ela se aproximou de mim e passou a mão em meu rosto. _É que... Se ela
não sair daqui ilesa eu jamais vou me perdoar. – vi que lagrimas escapavam de
seus olhos. _May, não pode... – a interrompi sabendo aonde aquelas palavras
chegariam.
_Ela não vai
morrer. May está sendo muito forte, precisamos ter fé. – falei e me sentei em
uma poltrona também, Any sentou de lado no colo de Max para se acalmar e assim
seguimos.
O tempo
passava lentamente, as pessoas nos observavam naquele espaço pequeno e a cada
segundo que se estendia eu ficava mais inquieto, Any estava dormindo no colo de
Max já fazia um bom tempo, ela necessitava de paz. Diferente de mim, eu não
precisava de mais nada, eu só precisava de May.
_Senhor
Mcguiness. – um médico me chamou e eu me dirigi até ele. _Tenho algumas
noticias. – assenti para que ele continuasse. _Sua namorada... Nós fizemos o
possível. – meu coração batia descompassadamente e parecia que eu havia ficado
sem chão. _A senhorita Maria, está em coma, e seu estado é critico, ela perdeu
muito sangue, sofreu fraturas graves e não sabemos como será sua recuperação. O
crânio dela foi atingido pelas ferragens com muita brutalidade, e esperamos que
ela acorde em breve, mas não sabemos lhe dar a certeza de tal ato.
_Posso
vê-la? – perguntei aflito e segurando ao máximo minhas lagrimas.
_Claro que
pode, mas não faça muito barulho, faz pouco tempo que ela saiu da cirurgia. –
ele me advertiu.
Caminhei até
o quarto onde May estava, fechei a porta atrás de mim, procurando um pouco de
privacidade, ela estava toda entubada, com aparelhos por seu corpo, seus
machucados agora estavam cobertos por vários curativos, uma de suas pernas
estava com gesso, sua cabeça estava enfaixada, não se parecia com May em nada.
Sua pele não tinha brilho, seu rosto não tinha vida, e quando fixei meu olhar
em sua boca, imaginei aquele sorriso que me derrubava todas as vezes que eu o
via.
_May? – a
chamei como em um sussurro, não obtive nenhuma resposta. _Sinto muito. – falei
e as lagrimas tomaram conta novamente, não poderia perdê-la desse jeito.
_Preciso que você lute, me entendeu, lute para viver. Eu te amo. – falei
firmemente e me sentei na poltrona ao lado de sua cama, segurei uma de suas
mãos e assim dormi.
_Jay. Cara
acorda. – a voz de Nathan me acordou, abri os olhos devagar.
_Fala Nath.
– disse com a voz rouca e cansada.
_Vai lá no
restaurante do hospital, eu fico com ela. – ele falou prestativo, mas só de
pensar em sair de perto dela meu coração se apertou.
_Não, estou
sem fome, eu fico aqui. – falei firme e me ajeitei na poltrona, vi que nossas
mãos ainda estavam entrelaçadas e sorri.
_Você
precisa comer Jay, não seja teimoso, May precisa que você fique forte para ela.
– Nath falou em um tom de voz mandão, sorri torto para ele, mas não sairia de
lá tão cedo.
_Vou mais
tarde. – falei e ele me olhou torto. _Prometo. – sorri com a cara que ele fez,
mas voltei a me concentrar nela, que me parecia tão serena.
_Você vai
agora Jay. – Any falou entrando no quarto. _Pode ir lá agora. – ela falou mandona.
_Eu vou mais
tarde, já falei. – perdi um pouco da calma, eles não me deixam em paz.
_Espero que
vá mesmo. – Any falou em um tom desconfiado, ela se aproximou da prima e
cariciou seu rosto cheio de hematomas e machucados, vi que um lagrima lhe
escapou, mas ela tratou de seca-la rapidamente.
_Ela vai
sair dessa. – Nath falou e abraçou Any, eu esperava que aquilo que ele dissera
fosse verdade, que ela saísse ilesa de tudo aquilo precisava ter fé.
O dia se estendeu
Siva, Tom, Kelsey e Nareesha, visitaram Maria também, eles se seguraram o
máximo para não desabar na minha frente, passei todo o tempo ao seu lado, sai
poucas vezes para ir ao banheiro que ficava dentro do quarto, Max trouxe para
mim no meio do dia um sanduíche que não cheguei a comer metade, a fome me
faltava ao extremo, eu não precisava de comida, de água ou de qualquer coisa,
eu só precisava de May, e ela não dava nenhum sinal que iria acordar tão cedo.
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