segunda-feira, 15 de abril de 2013

Capitulo 37 - I Do Not Want You Away


Cap. 37 (pov. Jay)
Assim que vi Max e Any entrar no hospital eu me levantei rapidamente pronto para o que me aguardava, Any se segurava muito para não chorar e vi que a raiva que ela sentia era para amenizar a dor que ela sentia e eu respeitava isso.
_Onde ela esta? – foi à primeira coisa que ela me disse.
_Na cirurgia. – falei cabisbaixo e senti as malditas lagrimas descerem por meu rosto.
_Há quanto tempo ela está lá? – Any me perguntou friamente.
_Não sei, acho que meia hora. – falei erguendo meu olhar para ela e secando minhas lagrimas, assim que o fiz ela me deu um tapa no rosto, não tão forte quanto eu merecia, mas isso fez Max a puxar para ele.
_O que foi isso Any?! Ele não tem culpa! – ele falou com um tom de voz elevado chamando atenção para nós. _Desculpe. – falou para as enfermeiras ao redor. _Onde você esta com a cabeça?! Pois se isso é culpa dele, uma boa parte dela também é sua. – ele falou bravo e frio ao mesmo tempo, soltou Any e se sentou em uma das poltronas.
_Desculpe Jay. – ela se aproximou de mim e passou a mão em meu rosto. _É que... Se ela não sair daqui ilesa eu jamais vou me perdoar. – vi que lagrimas escapavam de seus olhos. _May, não pode... – a interrompi sabendo aonde aquelas palavras chegariam.
_Ela não vai morrer. May está sendo muito forte, precisamos ter fé. – falei e me sentei em uma poltrona também, Any sentou de lado no colo de Max para se acalmar e assim seguimos.
O tempo passava lentamente, as pessoas nos observavam naquele espaço pequeno e a cada segundo que se estendia eu ficava mais inquieto, Any estava dormindo no colo de Max já fazia um bom tempo, ela necessitava de paz. Diferente de mim, eu não precisava de mais nada, eu só precisava de May.
_Senhor Mcguiness. – um médico me chamou e eu me dirigi até ele. _Tenho algumas noticias. – assenti para que ele continuasse. _Sua namorada... Nós fizemos o possível. – meu coração batia descompassadamente e parecia que eu havia ficado sem chão. _A senhorita Maria, está em coma, e seu estado é critico, ela perdeu muito sangue, sofreu fraturas graves e não sabemos como será sua recuperação. O crânio dela foi atingido pelas ferragens com muita brutalidade, e esperamos que ela acorde em breve, mas não sabemos lhe dar a certeza de tal ato.
_Posso vê-la? – perguntei aflito e segurando ao máximo minhas lagrimas.
_Claro que pode, mas não faça muito barulho, faz pouco tempo que ela saiu da cirurgia. – ele me advertiu.
Caminhei até o quarto onde May estava, fechei a porta atrás de mim, procurando um pouco de privacidade, ela estava toda entubada, com aparelhos por seu corpo, seus machucados agora estavam cobertos por vários curativos, uma de suas pernas estava com gesso, sua cabeça estava enfaixada, não se parecia com May em nada. Sua pele não tinha brilho, seu rosto não tinha vida, e quando fixei meu olhar em sua boca, imaginei aquele sorriso que me derrubava todas as vezes que eu o via.
_May? – a chamei como em um sussurro, não obtive nenhuma resposta. _Sinto muito. – falei e as lagrimas tomaram conta novamente, não poderia perdê-la desse jeito. _Preciso que você lute, me entendeu, lute para viver. Eu te amo. – falei firmemente e me sentei na poltrona ao lado de sua cama, segurei uma de suas mãos e assim dormi.
_Jay. Cara acorda. – a voz de Nathan me acordou, abri os olhos devagar.
_Fala Nath. – disse com a voz rouca e cansada.
_Vai lá no restaurante do hospital, eu fico com ela. – ele falou prestativo, mas só de pensar em sair de perto dela meu coração se apertou.
_Não, estou sem fome, eu fico aqui. – falei firme e me ajeitei na poltrona, vi que nossas mãos ainda estavam entrelaçadas e sorri.
_Você precisa comer Jay, não seja teimoso, May precisa que você fique forte para ela. – Nath falou em um tom de voz mandão, sorri torto para ele, mas não sairia de lá tão cedo.
_Vou mais tarde. – falei e ele me olhou torto. _Prometo. – sorri com a cara que ele fez, mas voltei a me concentrar nela, que me parecia tão serena.
_Você vai agora Jay. – Any falou entrando no quarto. _Pode ir lá agora. – ela falou mandona.
_Eu vou mais tarde, já falei. – perdi um pouco da calma, eles não me deixam em paz.
_Espero que vá mesmo. – Any falou em um tom desconfiado, ela se aproximou da prima e cariciou seu rosto cheio de hematomas e machucados, vi que um lagrima lhe escapou, mas ela tratou de seca-la rapidamente.
_Ela vai sair dessa. – Nath falou e abraçou Any, eu esperava que aquilo que ele dissera fosse verdade, que ela saísse ilesa de tudo aquilo precisava ter fé.
O dia se estendeu Siva, Tom, Kelsey e Nareesha, visitaram Maria também, eles se seguraram o máximo para não desabar na minha frente, passei todo o tempo ao seu lado, sai poucas vezes para ir ao banheiro que ficava dentro do quarto, Max trouxe para mim no meio do dia um sanduíche que não cheguei a comer metade, a fome me faltava ao extremo, eu não precisava de comida, de água ou de qualquer coisa, eu só precisava de May, e ela não dava nenhum sinal que iria acordar tão cedo.

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