Cap. 26 (pov. May)
_May! – era
decimal vez que Jay gritava meu nome e batia na porta.
_Me deixem
em paz! – retruquei com um grito tão alto que juro que o hotel inteiro ouviu.
_O que
aconteceu? Onde você estava? – Any perguntava do outro lado da porta trancada,
eu estava sentada no chão recostada na porta abraçando meu próprio corpo.
_Agora não
quero falar com vocês, não quero olhar pra vocês! Dois mentirosos! Saiam daqui!
– gritei e cai no choro mais uma vez, meu peito doía de tanto choro.
_Nós precisamos
conversar May. Abre a porta. Por favor. – Jay implorava do outro lado da porta.
Queria abraçar ele e dizer que estava tudo bem, mas ele mentiu pra mim e eu não
estava muito bem para ter uma conversa com ele.
_Só vão
embora, vocês dois, saiam daqui. Agora! – gritei a ultima palavra.
_Não mesmo,
nós vamos ficar aqui, se quiser saia você. – Any falou e eu senti que tinha que
ir embora mesmo, me levantei, abri a porta e corri em uma velocidade incrível
para fora do quarto, segui até o saguão e de lá corri sem rumo por Londres.
Chorava
tanto que minhas lagrimas atrapalhavam minha visão, eu estava na ponte mais
famosa de Londres https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZLiAMxyv4QcJ8v1lifve63Fe7XuEXhHyYxO_TFtfXglaRTPEqpo62FLgAF7YLsBidBvngnMHloS5gor84w290NyL5PAKO6dNuMSrNt8830vq7KviJGBF3kQ0e7SFVAOoD9TCzvdP6z4w/s1600/Tower+Bridge+02.jpg era tarde, por volta das 1:00 da
manhã, o movimento era grande por lá, o hotel não ficava tão longe de lá, não
sentia tanto frio, as lagrimas pareciam que me aqueciam, meu coração doía e eu
sentia que a qualquer momento eu poderia cair e desmaiar de tanta dor. A dor
era de traição, de mentiras, eu sentia dor por tudo o que eles fizeram comigo,
eu não tinha pra onde fugir, não tinha a quem recorrer e então foi ai que me
senti sozinha, me sentei na calçada que ficava na ponte e me encolhi, algumas
pessoas passavam por mim e me olhavam, mas logo iam embora. Comecei a sentir um
cansaço insuportável e decidi ficar por lá, vi um farol muito alto vir em minha
direção e vi que o carro era de Max, ele parou ao me lado e correu até mim com
um casaco em mãos, só quando senti suas mãos quentes que vi que estava congelando.
_Você
precisa entrar. – ele me ajudou a me levantar e me colocou dentro do carro, em
uma tentativa de me aquecer ele colocou sua mão sobre a minha, mas foi falha,
eu estava mais fria do que ele podia imaginar.
_Não quero
voltar, me deixe aqui, não posso voltar. – suplicava para ele em meio as
lagrimas.
_Nada disso,
você vai voltar tomar um banho quente e dormir, estou te procurando faz horas
May. Jay esta por ai que nem um louco te procurando também, Any ficou no hotel
com o resto do pessoal esperando que você chegue, Jay parece uma criança
perdida, ele esta chorando desde a hora que você saiu do hotel. – não respondi
nada, apenas recostei minha cabeça na janela do carro e fechei os olhos.
Ele parou em
frente ao hotel e eu me senti fraca, Jay correu até o carro e abriu a porta me
tirou do carro em seu colo, ele me carregou até o quarto, todos perguntavam
como eu estava e queriam me ver, mas Jay disse que só deixaria os meninos me
verem quando eu tivesse tomado um banho. Com todo o cuidado ele me ajudou a
tirar minha roupa, não falávamos nada, ele me esperou dentro do banheiro até
que eu terminasse de tomar banho, me dirigi até o quarto sendo seguida por ele
e coloquei uma roupa confortável http://blog.laelle.com.br/wp-content/uploads/2012/04/laelle7.jpg e me deitei na cama me cobrindo.
_Pode chamar
os meninos agora. – falei seca e ele assentiu logo o quarto estava sendo
invadido pelos meninos.
_Nunca mais,
nunca mais mesmo faça uma coisa dessas May, quase que eu coloco toda a policia
de Londres pra te procurar. – Siva falou e pulo na cama junto comigo, sorri.
_Você quase
matou a gente de preocupação dona Maria.
– Tom se fingiu de bravo, mas logo sorriu e pulou em cima de mim,
comecei a bater nele e o fiz sair de cima de mim e sentar perto dos meus pés.
_Cuidado com
ela Tom, May está frágil e vulnerável. – Nathan zombou de mim e todos riram.
_Estou tão
vulnerável que se você fizer outra piada dessas eu te jogo da sacada. – falei
brava, mas não aguentei e comecei a gargalhar da cara de medo que ele fez.
_Bem feito
Nath. – Any entrou no quarto rindo e eu fechei a cara.
_Desculpa
pessoal, mas vou dormir na sala. Já fui expulsa uma vez daqui. Acho que uma
segunda expulsão vou ter que dormir de verdade na ponte. – me levantei e segui para a sala, deixando
um clima pesado.
_May! Você
sabe que não foi sério o que eu te disse. – Any foi até a sala, o resto do
pessoal ficou no quarto.
_Claro que
não foi sério. Eu simplesmente saio daqui de noite, no frio, porque eu quis. –
falei brava e jogando as palavras na cara de Any.
_Desculpe. –
ela falou baixo.
_Devo te
desculpar por você me expulsar, por você sair escondida com meu namorado ou por
você mentir para mim? – ela fez uma cara de quem foi pega e eu sorri
cinicamente.
_Não posso
te contar o porquê de ter mentido pra você, eu só quero que você confie em mim
e principalmente no Jay. – ela tentou se aproximar de mim, mas eu dei um passo
para trás.
_Só me deixe
dormir em paz, não quero falar com você por hoje. Tente se explicar pra quem
você realmente precisa dar satisfações, Max. – quando disse o nome dele ela fez
uma cara triste foi para dentro do quarto.
_Acho que
nós já vamos. – Siva se pronunciou e foi seguido por Nathan e Tom.
_Boa noite
meninos, obrigada e desculpa o transtorno. – fui me despedir na porta deles,
cada um me deu um abraço e acenou quando entraram no elevador.
Fechei a
porta e quando me virei para a sala, Jay tinha o semblante de tristeza e de desaprovação.
Uma conversa longa estava por vir e eu não tinha mais emocional para tudo
aquilo.
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