segunda-feira, 1 de abril de 2013

Capitulo 26 - I Do Not Wanna See You More


 Cap. 26 (pov. May)
_May! – era decimal vez que Jay gritava meu nome e batia na porta.
_Me deixem em paz! – retruquei com um grito tão alto que juro que o hotel inteiro ouviu.
_O que aconteceu? Onde você estava? – Any perguntava do outro lado da porta trancada, eu estava sentada no chão recostada na porta abraçando meu próprio corpo.
_Agora não quero falar com vocês, não quero olhar pra vocês! Dois mentirosos! Saiam daqui! – gritei e cai no choro mais uma vez, meu peito doía de tanto choro.
_Nós precisamos conversar May. Abre a porta. Por favor. – Jay implorava do outro lado da porta. Queria abraçar ele e dizer que estava tudo bem, mas ele mentiu pra mim e eu não estava muito bem para ter uma conversa com ele.
_Só vão embora, vocês dois, saiam daqui. Agora! – gritei a ultima palavra.
_Não mesmo, nós vamos ficar aqui, se quiser saia você. – Any falou e eu senti que tinha que ir embora mesmo, me levantei, abri a porta e corri em uma velocidade incrível para fora do quarto, segui até o saguão e de lá corri sem rumo por Londres.
Chorava tanto que minhas lagrimas atrapalhavam minha visão, eu estava na ponte mais famosa de Londres https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZLiAMxyv4QcJ8v1lifve63Fe7XuEXhHyYxO_TFtfXglaRTPEqpo62FLgAF7YLsBidBvngnMHloS5gor84w290NyL5PAKO6dNuMSrNt8830vq7KviJGBF3kQ0e7SFVAOoD9TCzvdP6z4w/s1600/Tower+Bridge+02.jpg era tarde, por volta das 1:00 da manhã, o movimento era grande por lá, o hotel não ficava tão longe de lá, não sentia tanto frio, as lagrimas pareciam que me aqueciam, meu coração doía e eu sentia que a qualquer momento eu poderia cair e desmaiar de tanta dor. A dor era de traição, de mentiras, eu sentia dor por tudo o que eles fizeram comigo, eu não tinha pra onde fugir, não tinha a quem recorrer e então foi ai que me senti sozinha, me sentei na calçada que ficava na ponte e me encolhi, algumas pessoas passavam por mim e me olhavam, mas logo iam embora. Comecei a sentir um cansaço insuportável e decidi ficar por lá, vi um farol muito alto vir em minha direção e vi que o carro era de Max, ele parou ao me lado e correu até mim com um casaco em mãos, só quando senti suas mãos quentes que vi que estava congelando.
_Você precisa entrar. – ele me ajudou a me levantar e me colocou dentro do carro, em uma tentativa de me aquecer ele colocou sua mão sobre a minha, mas foi falha, eu estava mais fria do que ele podia imaginar.
_Não quero voltar, me deixe aqui, não posso voltar. – suplicava para ele em meio as lagrimas.
_Nada disso, você vai voltar tomar um banho quente e dormir, estou te procurando faz horas May. Jay esta por ai que nem um louco te procurando também, Any ficou no hotel com o resto do pessoal esperando que você chegue, Jay parece uma criança perdida, ele esta chorando desde a hora que você saiu do hotel. – não respondi nada, apenas recostei minha cabeça na janela do carro e fechei os olhos. 
Ele parou em frente ao hotel e eu me senti fraca, Jay correu até o carro e abriu a porta me tirou do carro em seu colo, ele me carregou até o quarto, todos perguntavam como eu estava e queriam me ver, mas Jay disse que só deixaria os meninos me verem quando eu tivesse tomado um banho. Com todo o cuidado ele me ajudou a tirar minha roupa, não falávamos nada, ele me esperou dentro do banheiro até que eu terminasse de tomar banho, me dirigi até o quarto sendo seguida por ele e coloquei uma roupa confortável http://blog.laelle.com.br/wp-content/uploads/2012/04/laelle7.jpg e me deitei na cama me cobrindo.
_Pode chamar os meninos agora. – falei seca e ele assentiu logo o quarto estava sendo invadido pelos meninos.
_Nunca mais, nunca mais mesmo faça uma coisa dessas May, quase que eu coloco toda a policia de Londres pra te procurar. – Siva falou e pulo na cama junto comigo, sorri.
_Você quase matou a gente de preocupação dona Maria.  – Tom se fingiu de bravo, mas logo sorriu e pulou em cima de mim, comecei a bater nele e o fiz sair de cima de mim e sentar perto dos meus pés.
_Cuidado com ela Tom, May está frágil e vulnerável. – Nathan zombou de mim e todos riram.
_Estou tão vulnerável que se você fizer outra piada dessas eu te jogo da sacada. – falei brava, mas não aguentei e comecei a gargalhar da cara de medo que ele fez.
_Bem feito Nath. – Any entrou no quarto rindo e eu fechei a cara.
_Desculpa pessoal, mas vou dormir na sala. Já fui expulsa uma vez daqui. Acho que uma segunda expulsão vou ter que dormir de verdade na ponte.  – me levantei e segui para a sala, deixando um clima pesado.
_May! Você sabe que não foi sério o que eu te disse. – Any foi até a sala, o resto do pessoal ficou no quarto.
_Claro que não foi sério. Eu simplesmente saio daqui de noite, no frio, porque eu quis. – falei brava e jogando as palavras na cara de Any.
_Desculpe. – ela falou baixo.
_Devo te desculpar por você me expulsar, por você sair escondida com meu namorado ou por você mentir para mim? – ela fez uma cara de quem foi pega e eu sorri cinicamente.
_Não posso te contar o porquê de ter mentido pra você, eu só quero que você confie em mim e principalmente no Jay. – ela tentou se aproximar de mim, mas eu dei um passo para trás.
_Só me deixe dormir em paz, não quero falar com você por hoje. Tente se explicar pra quem você realmente precisa dar satisfações, Max. – quando disse o nome dele ela fez uma cara triste foi para dentro do quarto.
_Acho que nós já vamos. – Siva se pronunciou e foi seguido por Nathan e Tom.
_Boa noite meninos, obrigada e desculpa o transtorno. – fui me despedir na porta deles, cada um me deu um abraço e acenou quando entraram no elevador.
Fechei a porta e quando me virei para a sala, Jay tinha o semblante de tristeza e de desaprovação. Uma conversa longa estava por vir e eu não tinha mais emocional para tudo aquilo.

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