quarta-feira, 24 de abril de 2013

Capitulo 45 - It's Time To Wake Up


(N/A: Para a alegria de vocês aqui esta o pov. da May)
Cap. 45 (pov. May)
Eu estou em um abismo profundo de escuridão, não sei para onde aquilo vai me levar, mas só tem um lugar para onde eu quero ser levada, e é de volta para ele, eu sei que faz muito tempo que eu estou em coma, mas não sei exatamente quanto tempo, eu começo a escutar uma musica bem no fundo de meu subconsciente, só deve ser mais um devaneio meu. Espere... A musica esta ficando mais evidente, ela parece que esta do meu lado, eu preciso acordar agora. Como se eu fosse puxada de um sono profundo eu acordo em um susto, minhas pálpebras pesam uma tonelada, assim como meu corpo, que dói um pouco, minha cabeça lateja conforme vou abrindo meus olhos, esta de noite, eu estou no hospital, tem um Ipod ao lado da minha cama, Jay esta na janela observando a rua, tem um abajur com de... Jay esta na janela observando a rua, o meu Jay esta aqui, do meu lado, eu quero o chamar, mas minha voz não sai minha boca esta seca, reúno toda a minha força e o chamo.
_Jay. – eu chamo, mas parece um sussurro, ele não escuta, a musica me atrapalha, só ai que eu vejo que musica é, essa musica me atinge como uma faca, ele sente minha falta, ele se sente ferido sem mim. _Jay. – o chamo mais uma vez e nada, suspiro forte e tomo folego. _James. – o chamo com mais firmeza do que eu queria.
_Fala... May, meu Deus... May. – ele corre para o lado da minha cama, correndo e pega minha mão, seus olhos pairam sobre mim. _Você acordou graças a Deus você acordou. – Jay fala e tom de voz alegre, mas não grita, ele esta fazendo um grande esforço, posso ver a ansiedade diante de seu olhar.
_Tenho sede. – eu falo baixo e ele assente, me ajudando a sentar na cama, sem dificuldade alguma, eu sinto que perdi peso, meus braços não tem mais a mesma massa, minhas pernas parecem ter perdidos vários centímetros.
_Aqui, beba, mas bem devagar. – ele coloca o copo de agua em minha boca e eu dou um pequeno gole, a agua desliza em minha garganta, me sinto bem, tirando as dores musculares e a pequena enxaqueca que se instala em minha cabeça. _Vou chamar o doutor. – Jay diz colocando o copo ao lado da minha cama.
_Não. – imploro para ele, não o quero longe, não mais, eu quase fui embora, eu quase fiquei sem ele. _Fique mais um pouco. – faço um carinha de pidona e o vejo relaxar.
_Só um minuto e depois vou chamar o doutor. – ele disse mandão e se deitou ao meu lado, passando a mão em meu rosto e sorrindo.
_Senti sua falta. – sussurrei.
_Eu também, nunca mais vá embora. – Jay diz em um tom rouco e quando passo a mão em seu rosto sinto suas lagrimas, seco elas com as costas da minha mão.
Ficamos um tempo desse jeito, sentindo a respiração de cada um, eu tocava seu rosto e ele tocava meu cabelo, sempre segurando uma mão minha, o silencio só não prevalecia porque a musica ainda tocava, eu estava tão feliz por estar de volta, me sentia cansada e algumas dores ainda estavam presentes, mas a felicidade era maior, Jay chorava em silencio, não sei se era de felicidade ou alivio, eu não queria conversar, queria apenas sentir ele ali perto de mim, sentir seu cheiro, seu toque, suas lagrimas, e seu beijo, como sentia falta de beija-lo, o puxei delicadamente e selei nossos lábios, ele logo correspondeu na mesma intensidade, Jay sentia minha faltam também, o desejo se tornou mais forte e eu comecei a arranhar a nuca dele, que soltou um suspiro forte em aprovação, sorri entre o beijo,.
_May. – Jay falou em um tom de repreensão eu fiz beicinho. _Tenho que chamar o doutor. – sem esperar minha reação ele se levantou e foi para fora do quarto, não demorou muito e duas enfermeiras entraram no quarto e logo atrás Jay acompanhado do médico.
_Vejo que acordou senhorita, estávamos preocupados com sua demora. – o doutor entrou e acenderam as luzes, eu sorri e quando me voltei para olhar Jay, vi como ele realmente estava feição de tristeza, o rosto pálido e olhos inchados, acho que pelo choro e também por não dormir, ele me parecia mais magro e fraco, meu pobre Jay não deve ter descansado.
_Eu estou bem. Quando volto para a casa? – pergunto ansiosa.
_Muita calma senhorita, primeiro vou fazer alguns exames em você, depois você vai comer algumas coisa e então vai descansar, amanhã veremos o que será feito sobre você. – o doutor disse e depois veio me examinar, fizemos alguns testes de reflexos eu até achei engraçado, Jay acompanhava tudo atento, ele não parava de sorrir para mim, terminada a série de exames eu comi uma sopa que até que estava boa, mas eu preferia um hambúrguer bem suculento (N/A: Mal acordou e já esta fazendo gordisse) eu pareço ter perdido muito peso, me sinto mais leve, não gosto de perder minhas curvas.
_O que foi? – Jay me pergunta, me tirando dos pensamentos desenfreados que me vinham à cabeça.
_Você acha que eu estou magra? Porque eu acho que eu emagreci. Você também esta magro, quanto peso você perdeu Jay? – eu jogo as palavras em cima dele, se sentando na poltrona ao lado da minha cama ele segura minha mão e sorri graciosamente para mim.
_Eu te amo. – ele simplesmente diz, e de novo suas lagrimas estão escorrendo por seu rosto.
_Eu também te amo, mas não chore, eu não quero chorar, aliás, eu quero, mas não tenho forças. – eu tento brincar ele me encara e sorri torto.
_Nunca mais vá embora. – ele suplica.
_Nunca mais. – eu sussurro e vejo seu sorriso se alargar.
_Agora vamos dormir, amanhã será um dia longo, temos que contar para todos que você acordou, e principalmente sua mãe, ela esteve aqui e deixou ordens bem claras para que quando qualquer coisa acontecesse com você ela ser avisada na hora. – ele fala e se aconchega na poltrona, o quarto novamente esta sendo iluminado apenas pela luz do abajur e pela luz da rua.
_Não quero dormir, eu tenho... Medo de não acordar mais. – eu suplico com a voz falha, eu estou realmente com medo.
_Mas você precisa descansar. – ele fala mandão.
_Eu já dormi o suficiente, eu dormi por... – fiz menção para ele me informar o tempo de meu coma.
_Por dois meses. – ele sussurra.
_Por dois meses, não quero dormir agora, coloque alguma musica para mim, eu quero me distrair, por favor. – eu suplico e ele concede, acho que ele também esta com medo.
Ele liga a musica e assim passamos a noite, ouvindo sua seleção completa de musicas do seu Ipod e conversando sobre, como? Quando? E por quê? O acidente aconteceu, eu me senti uma tola por não ouvir nem Jay e nem Any, ele me contou como todos se mobilizaram para ficar comigo, e também me disse que não saia de perto de mim, deve ser por isso que ele emagreceu tanto, Jay me avisou que Heloisa esta aqui faz um mês e que esta com Nath, acho que nem vi quando o amanhecer chegou, eu estava tão feliz que nem me senti cansada, Jay também nenhuma vez durante a noite demonstrou que queria dormir. Eu me sinto bem, eu estou acordada, ele esta comigo, tudo vai se encaixar.

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