Cap. 39 (pov. NARRADOR)
Any andava
de um lado para o outro dentro do quarto onde ela podia ver sua prima, sendo
acariciada no rosto por Jay, Any mantinha um olhar apreensivo e ao mesmo tempo
de medo.
_Tem certeza
disso? – era a quinta vez que Max perguntava, ela estava a ponto de ligar para
sua tia e contar tudo, só esperava que ela ficasse on no Skype, coisa que
aconteceu rápido.
_Tenho. –
ela falou convicta e logo chamou sua tia para uma conversa.
_Tia... Não
sei como te falar isso... Então eu acho melhor te mostra e depois te explicar
tudo. – Any virou o notebook até onde ele alcançou May, e não obteve resposta
de sua tia, ela suspirou e falou voltado o foco para ela. _Sinto muito tia, não
devia ter deixado que isso acontecesse. – ela falou já com a voz embargada pelo
choro.
_Só me
explique o que houve Ana. – sua tia soou fria do outro lado da câmera.
Ela
explicara tudo que havia acontecido desde que chegaram a Londres e o motivo de
May estar naquela situação, ela falou tudo que os médicos passaram para eles, e
quando a noticia de que May não poderia sair de Londres sem acordar do coma
atingiu sua mãe, ela desabou em lagrimas de indignação. Como toda mãe ela
queria sua filha ao lado dela, e isso seria impossível pelo estado em que May
se encontrava.
_Agora eu
tenho que ir tia, o médico chegou. Quando a senhora vem? – Any perguntou já
pronta para fechar o notebook, ela estava tremula e não pretendia chorar na
frente da tia.
_Eu devo
aparecer por ai, acho que semana que vem, preciso conversar com seus pais,
sobre sua permanência em Londres, eu preciso que você fique cuidando da minha
filha, já que eu não tenho como ficar ai. – sua tia falou do outro lado da tela
e assim a conversa foi finalizada, sem querer um sorriso se formou no rosto de
Any, ela poderia ficar em Londres até que sua prima acordasse.
_E como ela
está doutor? – Jay falou enquanto as faixas eram retiradas dos machucados dela,
assim revelando algumas cicatrizes superficiais.
_A senhorita
Maria teve um bom progresso, mas a pancada extremamente forte em sua cabeça fez
com que um coágulo de sangue se formasse em seu cérebro, e isso está impedindo
que ela acorde do coma. – ele falou formalmente e Jay fez sinal de negação com
a cabeça.
_E agora? –
Max perguntou vendo que o silencio havia tomado conta do lugar.
_Esperar e
ter fé. Ela pode sair dessa ilesa, pode sair dessa com alguma sequela ou até me
desculpem o uso das palavras, mas ela pode não sair dessa. – o médico falou e
deixou o quarto.
_Você vai
sair dessa, está entendo, eu estou com você. – Jay falava no ouvido de May como
se fosse um segredo.
_Preciso respirar.
– Any falou saindo do quarto e sendo acompanhada por Max.
No lado de
fora do hospital os paparazzi atacavam o casal, que estava em um silencio
perturbador, os dois tinham medo de como usar as palavras, queriam sentir
segurança um no outro, mas no estado em que May se encontrava as coisas só
pareciam mais difíceis.
_Minha tia
vai falar com meus pais, para que eu fique aqui com May até que ela acorde. –
Any falou e Max a abraçou.
_Não sei se
digo que é uma coisa boa, ou se uma coisa totalmente ruim, mas eu estou feliz,
por você ficar, mas por outro lado, eu queria que May acordasse logo. – ele
falou em seu ouvido e eles se afastaram, mas não tanto, eles ainda conseguiam
sentir a respiração um do outro.
_Eu estou
feliz por ficar, mas triste porque vou ficar por um motivo errado, queria que
ela acordasse logo. – falando isso Any selou seus lábios no de Max que sorriu.
_Acho que te
amo. – ele falou e corou fazendo Any gargalhar.
_Também acho
que te amo. – ela falou e eles seguiram para dentro do hospital abraçados.
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