(N/A: Então pessoal, vou por o pov.
do Jay para vocês verem como ele reage a tudo)
Cap. 35 (pov. Jay)
Meu rosto
ardia e eu me sentia enfurecido. Como May podia pensar que eu poderia a trair?
Ela só podia estar louca. Any tentava me acalmar e tentava de todo jeito ligar
para o celular da amiga que não dava sinais de vida, sentia meu estomago se
embrulhar e um peso cair sobre meu coração, e mesmo com todos os sorrisos por
causa da queima de fogos de artifícios eu me sentia vazio. Não queria ter
expulsado ela, não assim, nunca quis machuca-la e eu havia feito isso da pior
maneira.
_Preciso
procura-la, ficar parado aqui não adianta em nada. – falei indo em direção à
porta da sala com as chaves da moto de Nathan http://s2.glbimg.com/h8UV7a_Tz18vEU-rpDtt05u55CaeIxnsUnavzGQDyQlIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/09/04/13ex300b_44sblkdrs00d_c.jpg enquanto Any me seguia. _Você não
vem Any, fique ai com Max, ele deve estar se perguntado onde May esta, explique
tudo para ele. Quando eu encontrar May ligo para o celular dele, então mantenha
o próximo. – falei subindo na moto e ela assentiu, sai de lá em uma velocidade
súbita.
Segui sem
rumo pela estrada que estava mais iluminada pelos fogos de artificio, andei o
mais rápido o possível com aquela moto, parecia que eu sairia do chão e voaria,
até que vejo um pouco de pessoas se aproximando de um carro que me parecia
muito familiar, mais do que familiar, desci da moto e fui empurrando ela até
chegar ao lado do carro, e meu coração já pesado parecia agora carregar
toneladas, quando realmente conheci que aquele carro todo esmagado era o carro
de Max. Tomei coragem e olhei para dentro do carro.
_Meu Deus. –
falei como se fosse um sussurro e deixei que a moto escapasse de minhas mãos e
caísse com tudo no chão. May era quem estava lá dentro, prensada contra as
ferragens com os olhos fechados e uma expressão de completa dor em seu rosto se
formava, eu estava em choque, tremulo, eu pedi para que isso acontecesse eu
pedi para que ela fosse embora da minha vida, e ela estava lá, eu não conseguia
nem me mover para chegar mais perto.
_Você a
conhece? – um homem me tirou do meu choque inicial.
_Sim. –
falei com a garganta seca pela vontade súbita de chorar.
_Me desculpe
mesmo, eu não vi o carro dela, me desculpe. Eu já liguei para o socorro, eles
estão a caminho. – ele disse com a voz desesperada e eu o olhei.
_Eu que fiz
isso, a culpa não é sua. – foi a ultima coisa que eu falei com ele, cheguei
mais perto do carro e ela tremia, não ousei toca-la, May sangrava muito, todo
seu corpo havia sido prensado contra as ferragens e eu temia o pior. _Amor. – a
chamei e nada. _Maria meu amor, fale comigo. – supliquei com a voz embargada de
choro, meus olhos queimavam conforme as lagrimas desciam. _Por favor, May, fale
comigo meu amor. Eu te amo! – dessa vez eu gritei quando ia tentar tocar seu
rosto fui afastado por dois paramédicos.
_Senhor, nos
deixe trabalhar, se o senhor a conhece apenas espere até que consigamos tira-la
dali e venha junto conosco para o hospital. – tudo o que eu fiz foi assentir,
eu me sentia perdido, a mulher da minha vida poderia estar morta e eu que havia
dito para ela ir embora. Meu celular tocou e vi que era Max, tomei folego e
atendi.
_Fala. –
disse sem animo algum, enquanto mais lagrimas desciam de meu rosto.
_Graças a
Deus Jay! – ele falou com voz de alegria e alivio ao mesmo tempo, alivio coisa
que eu demoraria a sentir. _Você a achou? Me diz que sim. – Max falou em um tom
brincalhão, puxei todo o ar que meu pulmão precisava.
_Eu a achei.
– falei sem animação alguma, e sem querer um soluço provocado pelo excessivo
choro escapou de meus lábios. _Ela sofreu um acidente. – de repente o silencio
tomou conta da linha. _Max ela bateu de frente com um caminhão. – comecei a
chorar descontroladamente parecendo uma criança. _Ela, Max, meu Deus cara, eu a
matei, eu não sei, ela esta toda prensada contra as ferragens, ela esta
sangrando muito. Eu a mandei embora! E ela foi! – gritei e o silencio ainda
prevalecia. _Pelo amor de Deus Max me ajude, eu não sei o que fazer.
_Onde vocês
estão? – foi tudo o que ele falou.
_Há uns dez
quilômetros do residencial. Vem logo. – falei para ele e não recebi resposta,
somente o silencio, só depois que vi que o celular havia sido desligado por
ele, eu me sentia frustrado.
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