quarta-feira, 10 de abril de 2013

Capitulo 34 - I Do Not Understand


Cap. 34 (pov. May)
De longe vi carros estacionados fora e dentro do residencial, e quando paramos em frente à casa eu podia jurar que tinha pessoas correndo de biquíni pelo jardim e indo direto para a piscina, preferi nem tentar entender aquela situação toda, Max nos acompanhou até dentro da casa e depois sumiu com Any de minha vista. Resolvi pegar algo para eu comer na cozinha, já que nem almoçar pude, peguei uma tigela de salgadinho e coloquei em cima do balcão e me virei para comer até que duas mão grandes abraçaram firmemente minha cintura e uma voz fala perto do meu ouvido.
_Não acha que esse vestido está muito curto? Alguém pode chegar e fazer isso. – Jay falou em um tom safado e passou a mão na minha bunda sem pudor algum e quando ele roçou seu membro em mim que pude sentir sua excitação.
_Acho que não corro esse perigo com um namorado tão possessivo. – falei ainda de costas para ele e rebolei sobre seu membro, pude o ouvir soltar um suspiro sofrido.
_Se continuar assim não vou conseguir deixar você dançar uma musica sequer. – ele falou e eu me virei para ele, entrelaçando minhas mãos em seu cabelo, ele segurou minha cintura com firmeza.
_Você não faria uma coisa dessas comigo. – me fiz de coitadinha e do nada ele me colocou em cima do balcão em uma atitude de reflexo entrelacei minhas pernas em sua cintura o trazendo para mim.
_Eu não faria? – ele perguntou malicioso e sem esperar minha resposta me tomou em seus lábios em um beijo quente e envolvente, minhas mãos percorriam seus braços, nuca e peitoral, eu arranhava de leve cada parte dele e o sentia arrepiar cada vez mais, eu não estava diferente, meu corpo queimava de tão quente que estávamos.
_Sexo é só no quarto! – Tom gritou ao nosso lado e eu me assustei tanto que afastei Jay e desci da bancada em tempo recorde me ajeitando.
_Desculpe. Nem lembrei que estava em uma festa. – falei rindo timidamente. _Jay! – falei em um tom de repreensão ao ver seu volume avantajado.
_Foi mal, é que estava muito bom. – ele falou com a maior cara de pau.
_Eu percebi. – Tom falou e saiu da cozinha gargalhando.
_Quero dançar. – disse me dirigindo até Jay com um olhar pidão.
_Tudo bem. – ele falou com cara engraçada.
Enquanto dançávamos Jay sempre roubava selinhos de mim, estávamos nos divertindo muito acho que era a primeira festa em que nós realmente estávamos curtindo, mesmo que meu coração se apertasse às vezes, eu tentava ignorar e curtir o máximo da festa. Tudo parecia nos conformes até que Any passa por nós e Jay da uma desculpa que tem que ir ao banheiro, mas eu consigo o ver seguir ela até a cozinha, me esgueirei na porta para não ser vista, e mesmo com o som alto podia escutar o que eles conversavam.
_O que esta fazendo vindo atrás de mim? Você tem que ficar com May. – Any falou parecendo brava. Senti um nó se formar em minha garganta, vi ele se aproximar dela.
_Mas eu preciso te mostrar algo. – ele falou calmo e passando a mão em seu rosto, meu coração acelerou e eu gelei não querendo acreditar no que meus olhos viam.
_Então me mostre logo, antes que May venha te procurar e nos veja juntos. – Any o advertiu e eu quase invadi a cozinha, mas esperei para o que viria depois.
_O que você acha? – Jay falou e tirou uma caixa de seu bolso e de lá ele retirou um colar tão lindo que eu quase me derreti, só não o fiz por estar em completo choque pela cena que eu estava presenciando.
_É lindo. – ela falou e em seguida eles se abraçaram, não aguentei e invadi a cozinha.
_O que é isso? – gritei fazendo eles se afastarem rapidamente.
_Calma May. – Any falou em um tom baixo.
_Cala essa boca sua traíra! – gritei com ela e pude sentir ela engolindo seco.
_Pará com isso Maria! – Jay gritou. _Pode parecer clichê, mas não é nada disso que você esta pensando. – ele tentou se aproximar de mim e eu recuei, estava cega de raiva, dois traidores na minha frente, como eu os odeio.
_Não quero saber de explicações! Vocês mentem! São dois mentirosos! – gritei cuspindo as palavras em sua cara, nem percebi que estava chorando de tão cega de raiva que eu estava.
_Da pra parar com isso! – Jay gritou e eu avancei em seu rosto lhe acertando um tapa tão forte que o fez cambalear. _Sai! Sai daqui! Sai da minha vida! Agora! – ele gritou segurando o local agredido.
_Com todo prazer, eu nunca mais quero ver a sua cara! – gritei e segui para fora da cozinha, meu choro se tornou constante e mais forte, meu coração se apertava de raiva, tristeza e chegava a doer, olhei para a multidão encontrando Max, fui em sua direção. _Me empresta seu carro. – pedi como se fosse uma ordem.
_Pra que? O que houve May? – ele perguntou apreensivo.
_Me empresta! – gritei cheia de raiva e assim ele colocou as chaves na minha mão. _Obrigada.
Sai o mais rápido o possível daquela casa, não queria nunca mais ver a cara de Jay e se ele não queria mais me ver ótimo, não faço questão alguma de lhe olhar novamente, eu devia desaparecer mesmo, para sempre. Corri em alta velocidade com o carro de Max, minhas lagrimas embaçavam minha visão e meu peito doía de tanto choro, as palavras que Jay havia me dito ecoavam em minha mente e faziam com que meu choro se tornasse compulsivo, olhei para o relógio do carro e só ai que vi que ele marcava exatamente 12:59 e assim que ele marcou 01:00 o céu foi coberto por fogos de artifícios e eu me distrai por poucos segundos os observando, mas meu choro não me permitia os ver com clareza, só quando eu voltei minha atenção para a estrada que tudo ficou confuso e a única coisa que eu vi foi os faróis alto do caminhão antes de atingir meu carro, logo depois do clarão só existia a escuridão para mim...

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