Cap. 27 (pov. May)
Não
precisava de explicações, não precisava ouvir, eu precisava ser escutada, meus
nervos estavam tensos e meu olhar era triste, assim como o olhar de Jay para
mim. Caminhei até ele e fiz menção para que ele se sentasse no sofá, assim ele
o fez me sentei na mesinha de centro de frente para ele, segurei suas mãos e
assim comecei a desabafar.
_Quero que
me escute, não diga nada, não me interrompa só me escute. – ele assentiu. _Não
sei o que está acontecendo, mas está me magoando e está magoando a você também.
– suspirei tentando não chorar. _Só quero entender se o que eu vi foi real ou
se é fruto da minha imaginação ou do meu ciúme excessivo. – ri pelo nariz sem
humor algum. _Assim que eu vi que você mentiu para mim, e foi jantar com Any as
escondidas, parece que um buraco se abriu debaixo dos meus pés, você não devia
mentir para mim.
_E você
deveria confiar mais em mim. – ele falou em um tom autoritário, olhei para ele
brava. _Desculpe, continue.
_E eu confio
ou confiava, você testou uma coisa em mim que é confiar nas pessoas, e quando
se perde isso se perde tudo. É tão difícil pra você entender que eu não sei
mais acreditar em você, eu não sei mais ver se você está falando a verdade, não
sinto mais sinceridade em você. – desabei e comecei a chorar, ele tirou as mãos
das minhas e coçou a nuca.
_Você nunca
confiou em mim! – dessa vez ele gritou e eu me assustei pela primeira vez ouvir
a verdade nua e crua de sua boca. _May, você não entende, você está afundando a
nossa relação em um poço de ciúme, desconfiança e medo. Você tem medo disso que
temos. – ele despejava as palavras em mim e meu coração se apertava cada vez
mais, era impossível conter as lagrimas, tudo o que era dito era verdade.
_É verdade!
– gritei. _É tudo a mais pura verdade, eu tenho medo do que isso pode me levar
a fazer, eu sou ciumenta, desconfiada e tudo mais. Mas uma coisa que eu não sou
é mentirosa! – cuspia as palavras na cara dele, me assustei com tudo aquilo que
falei mesmo em meio as lagrimas. Jay abaixou a cabeça e a apoiou em seu joelho,
eu tentava conter as lagrimas, uma atitude falha.
_Então o que
vamos fazer? – ele me perguntou baixo levantando sua cabeça e me encarando, vi
lagrimas escorrerem por seu rosto. Tive vontade de abraça-lo e de falar que o
amava e que jamais brigaria com ele. Mas seria uma coisa errada.
_Vai embora.
– falei baixo e sem vontade, ele negou com a cabeça. _Jay vai logo embora,
desista de nós. Eu quero que você vá embora. – dessa vez falei convicta e com
firmeza, mesmo em meio as lagrimas.
_Não, eu não
vou você não quer que eu vá. – ele falou assustado e com um tom triste em sua
voz.
_Eu quero
sim! – gritei mais uma vez. _Sai daqui! Eu... Eu não te amo mais! – essas palavras
cortaram meu coração, não queria magoa-lo, mas aquilo que estávamos vivendo só
estava acabando com ambos. Ele mais uma vez deixou lagrimas escaparem de seus
olhos. Me levantei e abri a porta, Jay continuava imóvel no sofá.
_Não consigo
acreditar que um sentimento tão bonito tenha acabado. Eu vou embora, mas só do
hotel, sua vida me pertence e a minha vida lhe pertence, somos um elo agora
May. – ele se levantou e foi em minha direção, eu estava segurando a porta
aberta. _Isso aqui jamais vai acabar. É uma conexão inexplicável. Me sinto
feliz mesmo você me dizendo para ir embora, mesmo falando que não me ama.
Porque eu sei que você está falando isso da boca pra fora, eu vejo em seus
olhos. – ele falou a centímetros de minha boca, como se fosse um sussurro, eu
também sentia tudo o que ele falava, minha boca estava entreaberta e próxima da
dele, chegava a me tirar o folego.
_Vá embora
agora. – disse sem força alguma.
_Já estou
indo, mas antes. – dito isso ele me beijou, um beijo calmo, carregado de paixão
e amor, eu sentia o amor a cada toque de sua língua na minha, sentia meu mundo
se desfazendo e sentia que eu era totalmente dele. _Eu te amo. – ele falou e
seguiu para o elevador.
_Eu te amo
mais. – falei tão baixo que até mesmo eu não me escutei e fechei a porta.
Sentia que ele levara meu coração junto com ele assim que se pôs para fora do
quarto, me sentei no sofá e fiquei vendo TV, tentava de todo o jeito me
distrair, mas como eu poderia me distrair sabendo que ele estava triste e com o
coração em pedaços assim como o meu? Deitei no sofá e me cobri, adormeci em
meio ás lagrimas.
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Chorando mto aki :''''''(
ResponderExcluirAs coisas vão melhorar.
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