segunda-feira, 29 de abril de 2013

Capitulo 50 - I'll Be Your Strength


(N/A: agora esse pov. vai ser o da Any)
Cap. 50 (pov. Any)
Sai do hospital meio atordoada com o que May disse, se ela estiver realmente gravida seu futuro esta perdido, não sei o que pensa disso tudo. Max veio me buscar com seu carro novo http://www.cartuningrevolution.com/blog/wp-content/uploads/2010/12/nova-blindado-land-rover-discovery-4-armoured-2011-01.jpg eu pedi para que ele me levasse a algum lugar aberto, assim como May eu adoro pensar em um lugar com bastante espaço. Estacionamos em um lugar lindo que Max conhecia https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQ8XtfSgKJ8Ch7_sU9WqN88DK7V-H1JoWC_W2cVoX9Yb08txXSsAaJEQzbk-hrtI2Gw4whtrgwyYqL7fQuhmMrxzoFybHIErtongsVizKJOhZ5Gfd3If90h4uRNopa3mDjbs1F7ud07IU/s1600/599021.jpg , eu precisava pensar, em como eu diria ao Max que estava indo embora em duas semanas, eu precisava pensar em como eu não queria deixa-lo para trás, eu não quero abandonar o único cara que me fez feliz. Sentamos em um banco e Max me fitou por longos segundos.
_O que foi? – perguntei rindo.
_Eu te amo. – ele falou e me deu um beijo leve nos lábios.
_Como você sabe? – eu perguntei.
_Eu apenas sei. – Max deu de ombros. _Achei que fosse falar que me amava também.
_E eu amo. – disse e me senti corar.
_O que você tem Any? – ele me perguntou e me abraçou e lado.
_May acordou. – falei com a voz falha.
_E você vai embora. – ele completou.
_Daqui duas semanas. – terminei de falar e nem percebi que estava chorando, só percebi quando solucei e os braços de Max me apertaram contra seu corpo.
_Se acalme Any. Nós vamos dar um jeito. – ele falou firme.
_Não... Não podemos dar um jeito... Max minha mãe nunca irá me deixar ficar aqui, eu preciso terminar meus estudos. – minha voz saiu falha e o choro não sessava.
_E o que vamos fazer? – ele disse com a voz rouca. Max estava chorando eu tinha certeza, me virei para encara-lo e assim constatei que era verdade, meu Max estava aos prantos, seus olhos vermelhos e as lagrimas rolando por seu rosto.
_Acho que nada. – falei e fui lhe dando beijos por todo seu rosto, ele tinha gosto salgado por tantas lagrimas que inundavam seu rosto.
_Eu sinto muito. – Max fala e eu franzo a testa. _Por não fazer nada para te manter aqui comigo. – sua voz é triste e melancólica.
_Não sinta muito, por algo que não sua culpa. – disse e lhe abracei.
_Quero te mostrar uma coisa, fique aqui. – ele falou e seguiu para o carro, voltou com um violão na mão. _Vou cantar uma musica, me expresso melhor assim.
Isso não durará para sempre
É sua hora e você deve segurá-la
E eu não deixarei você se render
E eu curarei se você se sentir quebrada
Nós suportamos muito mais juntos
Nós podemos superar o pior dos tempos
Nós podemos superar isso tudo juntos, fazer tudo juntos, fazer tudo
Eu serei sua força
Eu serei, eu serei, eu serei
Eu serei sua força
Sim, sim, eu serei
Não dormirei até o céu se acalmar
Continuarei procurando até te achar
E eu amor será sua proteção, neste campo de batalhas ao seu redor
Mão na mão a gente anda junto
Nós podemos superar o pior dos tempo
Nós podemos quebrar paredes juntos, fazer isso juntos, fazer tudo
Eu serei sua força
Eu serei, eu serei, eu serei
Eu serei sua força
Sim, sim, eu serei
Segure, segure
Será assim até...
Segure, segura
Será assim até...
Segure, segure
Será assim até...
Segure, segure
Será assim até
Segure, segure
Eu estarei presente
Eu serei sua força
Eu serei, eu serei
Eu serei sua força
Eu serei, Eu serei
Eu serei sua força
Eu serei, Eu serei
Eu serei sua força
Eu serei, Eu serei
Eu serei sua força
E eu continuarei forte por você
Eu serei sua força
E eu continuarei forte por você

Capitulo 49 - Our Love


(N/A: Esse pov. vai ser o da Heloisa, e o próximo da Any, elas precisam aparecer nesse ponto da fic).
Cap. 49 (pov. Helo)
Eu e Any deixamos o hospital quando Jay chegou, a conversa sobra à suposta gravidez da May, foi encerrada e agora vamos esperar. Eu confesso que fui muito insensível com ela, mas May tem que entender que eu me preocupo com ela e não quero que ela perca seu futuro por causa de uma criança. Meus pensamentos foram interrompidos quando chego perto de Nathan e de sua moto, no estacionamento.
_Como foi? May está bem? – ele perguntou me dando um abraço e entregando o capacete para mim.
_Ela está ótima, acho que amanhã ela sai do hospital. – falei e coloquei o capacete.
No caminho o único barulho que escutávamos era o barulho do vento, eu fiquei presa no pensamento de como diria a Nath que eu iria embora junto com May, e que não tinha nenhuma chance de meus pais me deixarem ficar em Londres.
_O que você tem? – Nathan me perguntou enquanto estacionava a moto na entrada de sua casa.
_Não tenho nada, vem vou te preparar um chá. – falei já me dirigindo pra entrada da casa, Nath resolveu deixar de lado a desconfiado e me seguiu até a cozinha.
_Você quer algo pra comer junto com o chá? – perguntei e ele assentiu sorrindo. _O que você quer pra acompanhar?
_Torradas. – ele falou com olhar pidão.
_Tudo bem, vou fazer suas torradas. – disse e fui aprontando tudo, enquanto ele comia as torradas e bebia seu chá, eu observava cada traço de seu rosto, seus movimentos, eu vou sentir falta dele comigo todos os dias, nós estamos ligados e é difícil dizer adeus para ele.
_Me diga logo o que você tem. – Nath parecia impaciente, mas sua expressão preocupada o entregou.
_Podemos falar sobre isso depois? – falei e me dirigi até a sala de TV, não queria falar sobre ter que ir embora.
_Podemos. – Nath se sentou ao meu lado. _Tenho uma surpresa pra você no quarto. – ele falou e sorriu malicioso.
_Agora? – ele assentiu. _Então vamos. – me levantei e estendi minha mão para ele, fomos para o quarto em silencio, na porta do quarto ele me vendou.
Não sabia o que estava a minha espera, mas eu não parava de sorrir feito boba, Nath passou atrás de mim e trancou a porta, com a ponta dos dedos ele tirou minha venda e assim me deparei com um quarto todo arrumado http://static.br.groupon-content.net/48/51/1307485995148.jpg meu sorriso se ampliou e uma lagrima rolou por meu rosto, Nathan me olhou com duvida.
_Você não gostou? – ele perguntou apreensivo.
_Eu amei baby. – falei e lhe dei um abraço.
_Então, por que esta chorando? – ele disse e se afastou de mim, limpando a lagrima com a costa de sua mão.
_Porque estou feliz. – disse e me joguei em seus braços lhe dando um beijo caloroso.
_Vamos com calma. – Nath sussurrou contra meus lábios. _Primeiro você vai trocar de roupa e eu vou ficar mais confortável. – ele falou e me entregou um baby doll http://www.openglam.com/124-403-thickbox/lingerie-pijama-babydoll-sexy-azul.jpg fui até o banheiro e lá me troquei, quando voltei para o quarto, meu baby estava sentado na cama só de cueca box azul, eu sorri quando vi que estávamos combinando.
_Você pensa em tudo. – falei e me sentei em seu colo, ele arfou um pouco, sorri maliciosa.
_Penso em te deixar nua agora. – ele sussurrou em meu ouvido, sua voz rouca me fez suspirar e arrepiar cada poro do meu corpo.
_Faça. – murmurei em sua orelha e mordi seu lóbulo.
_Como quiser. – Nath falou e com a ajuda de suas mãos eu estava livre do baby doll.
+18 Ele me fitou por alguns segundos, até que me beijou com ternura, movi minhas mãos lentamente até seu cabelo, minhas unhas faziam carinho em sua nuca, nosso beijo sempre em completa sintonia, eu sorria em meio ao beijo, não poderia estar mais feliz, Nathan me faz bem, é dele que eu preciso. Com o tempo nossa vontade por mais foi aumentando, Nath distribuía beijos por meus ombros, pescoço e seios, não se contentando comigo por cima, Nathan me deitou na cama e ficou por cima de mim, suas mãos ficavam presas a minha cintura, em um gesto de possessão, eu seria somente dele e ele seria somente meu. Quando ele roçou seu membro já ereto em minha intimidade soltei um gemido baixo e arranhei suas costas, mesmo ainda vestidos eu o queria muito e ele estava me torturando fazendo isso. Enrolei minhas pernas em volta de sua cintura e fiz com que ele se deitasse sobre mim. Não aguentando mais a nossa tortura, Nathan retirou sua cueca revelando seu membro e também me livrou da calcinha, se debruçando sobre mim ele me penetrou, devagar e firme, parecia uma tortura, eu queria que ele se movesse, e assim ele o fez, seus movimentos foram se intensificando até que nossos corpos estivessem banhados por suor, o som que escutávamos no quarto era de nossos gemidos e urros. Senti que meu clímax estava próximo e assim Nath estocou mais forte e fundo fazendo com que o orgasmo tomasse conta do meu corpo, ele também se entregou ao seu ápice e despejou seu liquido dentro de mim. -18
_Ainda bem que eu uso pílulas. – falei sem folego, meu baby permanecia dentro de mim, recuperando seu ar.
_Ainda bem. – ele sussurrou em meu ouvido. _Não vá embora. – parecia que ele estava implorando, Nathan saiu de mim e se deitou ao meu lado.
_Não me diga uma coisa dessas. – murmurei e o fitei.
_Por quê? É um pedido simples, eu só não quero que você vá embora. – ele me falou e se virou para me encarar.
_Porque eu não sei o que vai ser do futuro. – minha voz saiu triste e fraca. _Só não me peça algo que eu não sei se poderei cumprir.
_Tudo bem, desculpe. – a voz de Nathan parecia triste.
_Eu te amo. – falei me levantando e colocando meu baby doll, voltei para a cama e Nath já estava com sua cueca, ele me puxou para deitar sobre seu peito.
_Eu te amo mais. – ele falou e assim caímos em um sono profundo.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Capitulo 48 - Worrying In Advance


Cap. 48 (pov. May)
Acordei no meio da madrugada com Jay encolhido na cama acho que ele tem medo de me esmagar, sei lá, eu estou preocupada, faz dois meses que eu não tomo mina vacina para prevenção da gravidez e eu fiz duas vezes com Jay. Acho que não é nada demais, não pode ser que eu possa engravidar logo... Não! Eu não vou engravidar. Minha respiração esta rápida parece que eu tive um pesadelo. Bebo um pouco de agua que tem no copo ao lado da minha cama, Jay parece um anjinho dormindo, passo minhas mãos por seus cachos. Nem acredito que só tenho duas semanas para ficar com ele. Me aconchego e fico fitando o teto, não sei quanto tempo se passou, mas quando virei meu olhar para janela já estava amanhecendo, decidi me levantar e ver o sol nascer, puxei a poltrona virada para a janela e fiquei lá.
_Tudo bem? – Jay me chama da cama.
_Estou bem sim, só perdi o sono. Fiquei aqui vendo o sol nascer, já que não posso fazer minha caminhada. – falo fazendo uma cara emburrada.
_Eu me assustei ao me mexer e não te ver na cama. – ele fala se levantando e indo para trás de mim massageando meus ombros.
_Acordei de madrugada e não consegui dormir. Foi só isso. – eu tento o tranquilizar.
_Tudo bem então. – ele suspira. _Vou buscar nosso café da manhã, Any e Helo já devem estar vindo pra cá, eu vou ter que sair, porque vou arrumar nosso quarto em casa, para quando você chegar não tenha que se preocupar com nada. – me dando um beijo no topo da cabeça ele sai do quarto e eu suspiro pesadamente, não posso ficar gravida, preciso conversar com as meninas.
_May! – Helo e Any gritam ao entrar no quarto eu quase engasgo com o iogurte que estava comendo.
_Oi gente! – eu falo animadamente.
_Eu vou agora, e já volto. – Jay se despede de mim com um beijo calmo e acena para as meninas quando sai do quarto.
_Temos dois problemas. – eu falo.
_Achei que fosse só um. – Helo diz confusa.
_Eu também. Não é só um problema Maria? O problema de a gente ter que ir embora? – Any fala mais confusa.
_Sim temos esse problema... E mais um. – eu falo com a voz preocupada.
_Qual seria o outro problema? – Any pergunta já inquieta.
_Transei com Jay. – eu falo rápido e me escondo em baixo dos lençóis.
_E dai? Você já transou com ele varias vezes May. – Any fala divertida e eu a olho brava.
_Mas... Eu não tomo a injeção faz dois meses Any. – eu falo baixo.
_O que? – Helo da um grito tão alto que eu me assusto. _Vocês não se preveniram? May! – ela fala brava e eu dou de ombros.
_Eu estava com saudades dele... E... E só depois que eu me dei conta da burrada. – eu grito com ela também e me sinto perdida.
_Vamos manter a calma. Talvez você não engravide. Você não pode engravidar agora May! – Any grita e eu começo a chorar.
_Eu sei! – grito mais uma vez e me sinto culpada. _Não posso engravidar, eu preciso do meu futuro.
_Temos que esperar. – Helo se acalma e me abraça forte. _Não chore, só vamos ter certeza que você engravidou daqui mais ou menos um mês May, até lá teremos que ter paciência. – ela acaricia meu cabelo.
__Estamos aqui para você. – Any também me abraça e me conforta.
_Mudando de assunto... Como vamos contar para os meninos que nós estamos indo embora daqui duas semanas? – Helo pergunta franzindo a testa.
_Não faço a menor ideia. – eu e Any falamos juntas.

Capitulo 47 - It Is The Homesickness


Cap. 47 (pov. May)
Estou desesperada, não quero ir, não quero deixar Jay, mas não posso deixar meu futuro, preciso ter uma carreira, Any está chorando e Helo se mantem parada ao lado da minha cama, os meninos não entendem nada, nós não falamos nada depois que nos despedimos da minha mãe, eu acordei e estou com medo da minha realidade.
_O que foi meninas? – Max pergunta quebrando o silencio que havia se espalhado por todo meu quarto.
_Precisamos conversa. – eu falo tranquila. _Todos nós, mas não agora. Eu gostei muito de ter todos vocês aqui me visitando, mas agora eu queria ficar com Jay, estou com saudades do meu namorado. – pego a mão de Any tentando conforta-la ela se afasta e todos saem me deixando sozinha com Jay.
_O que aconteceu May? – seu tom é preocupado enquanto ele se aproxima da minha cama e se deita ao meu lado, me abraçando de lado.
_Algo ruim, mas agora não quero falar disso. – eu suspiro. _Em breve eu te conto tudo, mas podemos nos curtir um pouco agora? – faço beicinho e ele relaxa sorrindo para mim.
_Depois você vai me contar? – ele franze a testa, preocupado e eu assinto. _Ótimo, eu também quero curtir você.
Eu estou almoçando e Jay também esta comendo, ele faz brincadeiras com as uvas e eu não paro de rir, me sinto distante dos problemas quando ele esta comigo, cada vez que eu fico mais tempo com ele, escolher meu destino fica mais difícil.
_Chega, eu estou cheia. – falo empurrando o prato.
_Você tem que comer mais meu amor, está tão magra que parece que se for se levantar vai se quebrar ao meio. – ele brinca e eu emburro, ele gargalha com a minha reação.
_Eu não gosto do meu corpo assim, prefiro ele com mais curvas. – eu falo rindo e ele assente.
_Você sabe que vai ter que fazer exercícios né?! – Jay fala.
_Eu sei você bem que podia me ajudar. – eu falo sorrindo maliciosa.
_Nem pense nisso. – ele me repreende. _Não sei se seu corpo vai aguentar tanta tensão acumulada. – ele fala e eu coro. _Foram dois meses sem você May, estou quase enlouquecendo.
_Venha aqui. - eu peço e ele se aproximada da minha cama, faço menção para que ele chegue mais perto, eu junto seu rosto em minhas mãos e lhe dou um selinho. _O médico não falou nada sobre isso, e eu também estou enlouquecendo, você é lindo e eu mal posso me levantar. – sussurro contra seus lábios.
_Não podemos. – ele murmura.
_Então eu quero tomar banho. – eu falo divertida.
_Banho você pode. – Jay fala e me pega em seus braços me levando ao banheiro.
_Você vai me ajudar? – pergunto corando.
_Claro. – Jay fala convicto de si e eu dou de ombro.
 Jay me ajudava a tirar a roupa que mais parecia um avental, roupas de hospital são horríveis. Eu estava tão corada que minhas bochechas estavam queimando, ele me deu um selinho rápido e tirou sua camisa e sua calça, permanecendo de cueca box vermelha, eu sorri olhando para ele todo sexy na minha frente. Jay ligou o chuveiro e me segurando em seus braços entrou de baixo da agua junto comigo, eu fui me acostumando com a agua que me relaxou, mas não foi o suficiente, eu precisava sentir o toque de Jay, puxei seu rosto e assim selei nossos lábios em um beijo carregado de paixão e necessidade, quando nos afastamos eu já estava sem ar. +18 Jay me segura firme contra seu corpo e me pressionando na parede fria do banheiro, eu gemo baixo ao sentir sua ereção contra minha intimidade, ele desce seus beijos por meu pescoço mordiscando e chupando até chegar aos meus seis, gemo alto com o toque de seus lábios macios contra minha pele, ele sorri, continuando a chupar e dar leves mordidas pela extensão de meus seios eu puxo seus cabelos em resposta. Levanto seu rosto para lhe encarar, o beijo rapidamente e vou descendo meus lábios pela extensão de todo seu corpo até que estou de joelhos em sua frente, ele sabe o que vou fazer, então ele pende a cabeça para trás, abaixando sua cueca lentamente e libero sua ereção, sem pensar duas vezes eu o coloco na mina boca, chupando forte e o ouvindo gemer alto, eu aumento a velocidade e ele se contorce, sinto que ele esta chegando ao seu ápice e paro. Ele me puxa para seus braços novamente e eu gemo quando nossas intimidades se chocam, Jay me vira de costas e me pressiona na parede, investe dentro de mim, forte e rápido, eu praticamente grito, ele me parece maior, acho que foi o tempo em que fiquei sem tê-lo, seus movimentos são intensos e rápidos, meu corpo se esforça para se manter em pé, Jay me segura firme e com mais algumas de suas investidas eu sinto meu clímax, e Jay não aguentando minha intimidade pulsando contra ele se entrega ao seu ápice e eu sinto seu liquido me preenchendo -18 ficamos recuperando nosso folego e eu terminei meu banho com a ajuda de Jay.
_Isto foi incrível. – ele fala me colocando de volta na cama.
_Tenho que concordar com você. – falo meio tímida e sorrio para ele.
_Sentia tanta falta de seu toque. – ele sussurra e se deita ao meu lado, só de short jeans, Jay não faz ideia de como isso esta me afetando.
_Eu também. – murmuro passando minhas mãos em seu peito e trilhando até o cós de seu short.
_Você não cansa? – Jay pergunta brincalhão.
_Nunca. – digo e o puxo para um beijo caloroso.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Capitulo 46 - Reality Has Bitter Aftertaste


Cap. 46 (pov. May)
São exatamente 9:00 da manhã, eu estou tomando um suco e comendo uma meleca que dizem ser mingau de aveia, tem um gosto bom, mas o melhor gosto e dos beijos que Jay deposita em minha boca a cada olhada, eu sorrio com cada toque seu, ele esta deitado ao meu lado, a musica foi desligada e estamos esperando o bando chegar, sinto falta de todos, e mal vejo a hora de ver Heloisa junto com Nathan e pedir desculpas a Any. Estou ansiosa minhas mãos suam e o tempo não passa, dou minha ultima colherada no mingau e a porta se abre, e balões de corações escritos “Eu te amo” e “Bem vinda” atrapalham Any e os outros entrarem no meu quarto, eu abro um sorriso e sinto que vou chorar.
_May! – Any grita e vem de encontro a mim, ela me abraça apertado e as lagrimas tomam conta do meu rosto. _Senti sua falta. – ela sussurra e sinto suas lagrimas molharem meu rosto.
_Eu também senti a sua falta, eu achei que nunca mais iria acordar. – eu falo ainda chorando, ela se afasta seca suas lagrimas e depois seca as minhas.
_Chega de chorar. – Helo aparece atrás dos balões. _Hoje é dia de alegria! Bem vinda de volta May! – ela fala com a voz um pouco elevada, mas não chega a gritar, ela vem até mim e me abraça.
_Que bom que você esta aqui. – eu falo para ela em meio ao abraço e a sim soluçar, ela esta chorando, irônico essa cena.
_Eu prometi que não iria chorar. – ela fala com a voz embargada pelas lagrimas, eu acaricio seu cabelo em um gesto de acalma-la. _Tudo bem, eu estou bem. – ela sai do abraço e sorri para mim.
_May! – Max grita, e me assusta ele sorri vem e me abraça apertado até demais, sinto que meus ossos vão quebrar. _Nunca mais faça isso! – ele me repreende.
_Como seu eu quisesse ficar em coma e acabar com seu carro. – eu falo enquanto ele se afasta de mim, dando espaço para que eu veja Nath.
_Que bom que você acordou, sinto falto do seu café da manhã. – ele fala todo fofo e me da um abraço breve.
_Que bom que você só sentiu falta do meu café da manhã. – eu falo brincado e ele sorri para mim, e puxa Helo para abraça-la, eles formam um casal lindo.
_E falando em café da manhã, eu trouxe muffins para você. – Siva fala e me entrega um saquinho do Starbucks e quando eu vou abrir só tem um muffin e o resto é papel.
_Siva? Onde estão os muffins? Só tem um? – eu pergunto com um sorriso brincalhão, ele encolhe os ombros.
_Eu estava com fome. Desculpe. – ele murmura baixinho.
_Pelo menos você deixou um pra mim. – sorrio carinhosa para ele.
_E pra mim nada? – Tom pergunta e todos começam a rir.
_Tem um abraço meu. Você quer? – eu pergunto e abro os braços.
_O que mais eu poderia querer? – ele fala e se joga em cima de mim, me esmagando.
_Tom. Sai. De. Cima. – eu falo sem ar, ele esta me esmagando de verdade.
_Desculpe, é que eu estava com saudades, e eu também sinto falta do seu café da manhã. Francamente Helo e Any são terríveis na cozinha. – ele zomba e todos concordam até elas mesmas e eu caio na risada.
_Gente, eu preciso falar com a minha mãe. – eu digo me lembrando de que ainda não dei nenhuma satisfação para a mulher que me colocou no mundo. Any pega o notebook e coloca em meu colo, ela pede para que minha mãe ligue a cam, e quando a cam a mostra pra mim eu congelo, ela parece abatida, eu começo a chorar.
_Maria... Ai meu Deus filha, você acordou. – ela fala sem folego, vejo que as lagrimas estão descendo por seu rosto.
_Mãe... Que saudade de ouvir você, de ver você. Eu tive tanto medo. – eu falo, Jay e os outros meninos não entendem nada, porque eu estou falando em português com a minha mãe. _Senti sua falta mãe, eu te amo tanto.
_Eu também te amo, Deus sabe que eu não dormi um minuto sequer esperando noticias suas, eu queria tanto poder estar ai. – ela fala se recuperando e secando suas lagrimas faço o mesmo. _Quando você vai ter alta?
_Não sei, mas acho que hoje mesmo. – eu falo sorrindo para ela.
_Ótimo, eu quero que volte o mais cedo o possível para a casa, temos que ver onde você vai morar, lembre-se que você passou na faculdade e precisa achar um lugar para morar. – ela me adverte, droga, eu achei que iria ficar aqui mais tempo, eu prometi a Jay que não iria embora, vendo minha fisionomia mudar minha mãe pergunta. _O que há de errado?
_Não posso voltar para o Brasil agora mãe... Eu prometi ao Jay que nunca mais iria embora. – eu sussurro e Any franze a testa assim como Helo, elas sabem que também vão ter que ir embora, eu acordei e é hora de encarar a realidade, logo nós três ficamos tensas.
_Não me venha com essa Maria Carolina. – ela me repreende. _É seu futuro, não jogue tudo para cima, vocês tem que achar um jeito de não perder contato, e você vai voltar para fazer sua faculdade ou eu mesma te busco. – minha mãe parece brava, eu não tiro sua razão. _Olha, eu te dou duas semanas para resolver tudo.
_Tudo bem mãe, eu vou voltar, mas vou usar as duas semanas para me acertar com Jay. – eu falo com o olhar triste, Any se aproxima de mim e da um aceno para minha mãe, Helo faz a mesma coisa.
_A festa acabou meninas, hora de encarar a realidade. – minha mãe fala. _Eu te amo.
_Eu te amo. – e assim a nossa conversa acaba.
Não posso deixar Jay, não posso desistir do meu futuro, minha cabeça gira e me sinto tonta, a realidade caiu de uma só vez em minha frente e eu vou ter que escolher, não tem escapatória. É o amor ou a carreira.

Capitulo 45 - It's Time To Wake Up


(N/A: Para a alegria de vocês aqui esta o pov. da May)
Cap. 45 (pov. May)
Eu estou em um abismo profundo de escuridão, não sei para onde aquilo vai me levar, mas só tem um lugar para onde eu quero ser levada, e é de volta para ele, eu sei que faz muito tempo que eu estou em coma, mas não sei exatamente quanto tempo, eu começo a escutar uma musica bem no fundo de meu subconsciente, só deve ser mais um devaneio meu. Espere... A musica esta ficando mais evidente, ela parece que esta do meu lado, eu preciso acordar agora. Como se eu fosse puxada de um sono profundo eu acordo em um susto, minhas pálpebras pesam uma tonelada, assim como meu corpo, que dói um pouco, minha cabeça lateja conforme vou abrindo meus olhos, esta de noite, eu estou no hospital, tem um Ipod ao lado da minha cama, Jay esta na janela observando a rua, tem um abajur com de... Jay esta na janela observando a rua, o meu Jay esta aqui, do meu lado, eu quero o chamar, mas minha voz não sai minha boca esta seca, reúno toda a minha força e o chamo.
_Jay. – eu chamo, mas parece um sussurro, ele não escuta, a musica me atrapalha, só ai que eu vejo que musica é, essa musica me atinge como uma faca, ele sente minha falta, ele se sente ferido sem mim. _Jay. – o chamo mais uma vez e nada, suspiro forte e tomo folego. _James. – o chamo com mais firmeza do que eu queria.
_Fala... May, meu Deus... May. – ele corre para o lado da minha cama, correndo e pega minha mão, seus olhos pairam sobre mim. _Você acordou graças a Deus você acordou. – Jay fala e tom de voz alegre, mas não grita, ele esta fazendo um grande esforço, posso ver a ansiedade diante de seu olhar.
_Tenho sede. – eu falo baixo e ele assente, me ajudando a sentar na cama, sem dificuldade alguma, eu sinto que perdi peso, meus braços não tem mais a mesma massa, minhas pernas parecem ter perdidos vários centímetros.
_Aqui, beba, mas bem devagar. – ele coloca o copo de agua em minha boca e eu dou um pequeno gole, a agua desliza em minha garganta, me sinto bem, tirando as dores musculares e a pequena enxaqueca que se instala em minha cabeça. _Vou chamar o doutor. – Jay diz colocando o copo ao lado da minha cama.
_Não. – imploro para ele, não o quero longe, não mais, eu quase fui embora, eu quase fiquei sem ele. _Fique mais um pouco. – faço um carinha de pidona e o vejo relaxar.
_Só um minuto e depois vou chamar o doutor. – ele disse mandão e se deitou ao meu lado, passando a mão em meu rosto e sorrindo.
_Senti sua falta. – sussurrei.
_Eu também, nunca mais vá embora. – Jay diz em um tom rouco e quando passo a mão em seu rosto sinto suas lagrimas, seco elas com as costas da minha mão.
Ficamos um tempo desse jeito, sentindo a respiração de cada um, eu tocava seu rosto e ele tocava meu cabelo, sempre segurando uma mão minha, o silencio só não prevalecia porque a musica ainda tocava, eu estava tão feliz por estar de volta, me sentia cansada e algumas dores ainda estavam presentes, mas a felicidade era maior, Jay chorava em silencio, não sei se era de felicidade ou alivio, eu não queria conversar, queria apenas sentir ele ali perto de mim, sentir seu cheiro, seu toque, suas lagrimas, e seu beijo, como sentia falta de beija-lo, o puxei delicadamente e selei nossos lábios, ele logo correspondeu na mesma intensidade, Jay sentia minha faltam também, o desejo se tornou mais forte e eu comecei a arranhar a nuca dele, que soltou um suspiro forte em aprovação, sorri entre o beijo,.
_May. – Jay falou em um tom de repreensão eu fiz beicinho. _Tenho que chamar o doutor. – sem esperar minha reação ele se levantou e foi para fora do quarto, não demorou muito e duas enfermeiras entraram no quarto e logo atrás Jay acompanhado do médico.
_Vejo que acordou senhorita, estávamos preocupados com sua demora. – o doutor entrou e acenderam as luzes, eu sorri e quando me voltei para olhar Jay, vi como ele realmente estava feição de tristeza, o rosto pálido e olhos inchados, acho que pelo choro e também por não dormir, ele me parecia mais magro e fraco, meu pobre Jay não deve ter descansado.
_Eu estou bem. Quando volto para a casa? – pergunto ansiosa.
_Muita calma senhorita, primeiro vou fazer alguns exames em você, depois você vai comer algumas coisa e então vai descansar, amanhã veremos o que será feito sobre você. – o doutor disse e depois veio me examinar, fizemos alguns testes de reflexos eu até achei engraçado, Jay acompanhava tudo atento, ele não parava de sorrir para mim, terminada a série de exames eu comi uma sopa que até que estava boa, mas eu preferia um hambúrguer bem suculento (N/A: Mal acordou e já esta fazendo gordisse) eu pareço ter perdido muito peso, me sinto mais leve, não gosto de perder minhas curvas.
_O que foi? – Jay me pergunta, me tirando dos pensamentos desenfreados que me vinham à cabeça.
_Você acha que eu estou magra? Porque eu acho que eu emagreci. Você também esta magro, quanto peso você perdeu Jay? – eu jogo as palavras em cima dele, se sentando na poltrona ao lado da minha cama ele segura minha mão e sorri graciosamente para mim.
_Eu te amo. – ele simplesmente diz, e de novo suas lagrimas estão escorrendo por seu rosto.
_Eu também te amo, mas não chore, eu não quero chorar, aliás, eu quero, mas não tenho forças. – eu tento brincar ele me encara e sorri torto.
_Nunca mais vá embora. – ele suplica.
_Nunca mais. – eu sussurro e vejo seu sorriso se alargar.
_Agora vamos dormir, amanhã será um dia longo, temos que contar para todos que você acordou, e principalmente sua mãe, ela esteve aqui e deixou ordens bem claras para que quando qualquer coisa acontecesse com você ela ser avisada na hora. – ele fala e se aconchega na poltrona, o quarto novamente esta sendo iluminado apenas pela luz do abajur e pela luz da rua.
_Não quero dormir, eu tenho... Medo de não acordar mais. – eu suplico com a voz falha, eu estou realmente com medo.
_Mas você precisa descansar. – ele fala mandão.
_Eu já dormi o suficiente, eu dormi por... – fiz menção para ele me informar o tempo de meu coma.
_Por dois meses. – ele sussurra.
_Por dois meses, não quero dormir agora, coloque alguma musica para mim, eu quero me distrair, por favor. – eu suplico e ele concede, acho que ele também esta com medo.
Ele liga a musica e assim passamos a noite, ouvindo sua seleção completa de musicas do seu Ipod e conversando sobre, como? Quando? E por quê? O acidente aconteceu, eu me senti uma tola por não ouvir nem Jay e nem Any, ele me contou como todos se mobilizaram para ficar comigo, e também me disse que não saia de perto de mim, deve ser por isso que ele emagreceu tanto, Jay me avisou que Heloisa esta aqui faz um mês e que esta com Nath, acho que nem vi quando o amanhecer chegou, eu estava tão feliz que nem me senti cansada, Jay também nenhuma vez durante a noite demonstrou que queria dormir. Eu me sinto bem, eu estou acordada, ele esta comigo, tudo vai se encaixar.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Capitulo 44 - I am Without You


(N/A: Vou por o pov. do Jay, para ele mostrar seu ponto de vista)
Cap. 44 (pov. Jay)
Dois meses, sim, dois meses, e minha May não acorda, eu acho que sou o único que ainda não perdeu a fé. Any chora quase todos os dias, e eu acho que se Helo não estivesse aqui ela não suportaria, porque Max já não consegue nem me encarar, ele me olha com pena, todos os outros da banda evitam vir para o hospital, eles esperam que o médico fale que May foi dessa para uma melhor, mas eu me recuso a me mover para longe dela, eu sei que ela esta viva, ela só ainda não encontrou o caminho certo para voltar para meus braços. Não digo que não choro, pois seria uma total mentira, eu choro todas as noites, choro em silencio ao lado de May, ela parece tão frágil e fraca, tudo que a alimenta é o soro, sua boca tem um tom pálido e ela mantem uma expressão triste e sofrida, eu queria tanto que ela acordasse, mas isso parece ser um desejo distante.
E aqui estou eu, em mais uma noite, ao lado dela, que já não tem mais gesso pelo corpo, que já não tem mais faixas ou curativos, todos seus machucados se foram, mas a única coisa que eu quero é que ela acorde, me sento ao lado dela, tento ligar a TV e ver se algo esta passando, mas nada me diverte, eu desligo e me desloco para a poltrona ao lado da cama dela, a qual virou minha cama nos últimos meses, o silencio se instala e eu me sinto sozinho, mesmo com ela ao meu lado, tudo o que eu escuto são os barulhos de seus aparelhos ligados, ainda me lembro do médico falando comigo e com a mãe de May pelo Skype e sua proposta indecente “Eu acho que seria melhor desligar seus aparelhos, assim ela poderia seguir seu curso feliz”. No que ele estava pensando? Matar o amor da minha vida? Eu e a mãe dela retiramos essa proposta sem pensar duas vezes, eu me lembro de como fiquei abismado com seu comportamento frio.
_May... Pode me ouvir? Eu te amo, não desista, persista, eu estou aqui, volte para mim. – sussurrei em seu ouvido esperando obter resposta e nada, cai novamente no choro e decidi ligar meu Ipod, que tem sido meu refugio, para as noites solitárias, me deitei novamente ao lado de May com cuidado e apertei o play.
Cem dias me fizeram mais velho
Desde a última vez que vi seu rosto lindo
Milhares de mentiras me fizeram mais frio
E eu não creio que possa te olhar do mesmo jeito
Mas todas as milhas que nos separam
Elas desaparecem agora, quando estou sonhando com seu rosto
Estou aqui sem você amor
Mas você ainda está em minha mente solitária
Eu penso em você amor
E sonho com você o tempo todo
Estou aqui sem você
Mas você ainda está comigo nos meus sonhos
E esta noite, é só você e eu
A distância só continua aumentando
São as pessoas deixando de se falar
Ouvi que esta vida é superestimada
Mas espero que isso melhore com o passar do tempo
Estou aqui sem você amor
Mas você continua em minha mente solitária
Eu penso em você amor
E sonho com você o tempo todo
Estou aqui sem você
Mas você continua comigo nos meus sonhos
E esta noite garota, somos só você e eu
Tudo que eu sei, e qualquer lugar aonde eu vá
Isso se torna difícil, mas não vai tirar o meu amor
E quando o último cair, e quando tudo estiver dito e feito
Isso se tornará mais difícil, mas não vai tirar o meu amor
Estou aqui sem você amor
Mas você ainda está em minha mente solitária
Eu penso em você amor
E sonho com você o tempo todo
Estou aqui sem você
Mas você ainda está comigo nos meus sonhos
E esta noite garota, somos só você e eu

sábado, 20 de abril de 2013

Capitulo 42 - Someone Arrived


Cap. 42 (pov. NARRADOR)
Um mês já havia se passado, todos tentavam retomar a sua rotina, menos Jay que se recusava a ir gravar novas musicas e Any, que vivia a mercê de May, ela não poderia deixar de cumprir sua promessa. No hospital uma jovem http://highheelsdaily.com/wp-content/uploads/2010/11/Taylor%2BSwift%2BHigh%2BHeel%2BOxfords.jpg caminhava com certa rapidez pelos corredores e seguiu até a secretaria.
_Gostaria de saber qual o quarto de Maria Carolina, ela é chamada de May, já estou sendo aguardada, sou Heloisa. – ela sorria docemente para a mulher parada a sua frente que se vestia como uma enfermeira. Enquanto a mulher fazia buscas elo seu computador, Helo sentia seu coração acelerar de ansiedade de ver a amiga.
_Consta sim sua visita, ela esta no quarto 129, nesse momento não tem ninguém no quarto, senhor Mcguiness está no restaurante junto de Any, quer que eu chame eles? – a atendente perguntou toda simpática.
_Não se incomode, fico no quarto até que eles voltem. – e assim Heloisa seguiu para o quarto onde sua amiga estava, abriu a porta lentamente e assim viu May, quieta serena, e teve medo de não vê-la abrir os olhos nunca mais, se sentou na poltrona ao lado e acariciou seu rosto, uma lagrima lhe escorreu pelos olhos.
Na entrada do hospital a bagunça era pouca, mas quando Nathan se colocou para fora do carro paparazzi lhe cercaram e o bombardearam com suas câmeras, ele entrou no hospital com certa dificuldade. Como ele ia visita May todos os dias nem precisou passar pela secretaria, e quando ele entrou no quarto, ao mesmo tempo em que se assustou ficou intrigado por encontrar uma menina tão bonita ao lado de sua amiga.
_Com licença. – ele pigarreou conseguindo atrair a atenção de Helo.
_Me desculpa, você é o Nathan não é?! – ela perguntou tímida já sabendo da resposta, pois como suas amigas ela escutava bastante The Wanted.
_Sou eu mesmo. E você? Quem é? Por que esta nesse quarto? – ele a sobrecarregou de perguntas.
_Eu sou Heloisa, amiga de May, vim do Brasil para passar um tempo, ver se comigo vindo ver ela constantemente, Maria não acorde mais rápido. Pode pergunta para Any. – ela falou e se levantou dando a mão para um comprimento tímido de ambos os lados.
_Desculpe Heloisa, é que ninguém vista May além do pessoal da banda e de Any, foi muito estranho encontrar uma garota tão bonita aqui dentro. – ele falou e só percebeu que o elogio atingiu Helo por suas bochechas corarem violentamente.
_Eu percebi, quando fiquei sabendo do ocorrido fiz tudo que podia para vir pra cá, e aqui estou eu. – ela falou animadamente voltando para seu lugar e depois de um longo suspiro ela falou. _Só queria que ela acordasse logo, sinto falta de sua risada. – e as lagrimas tornaram a cair por seu rosto.
_Ela vai acordar. – Nath disse com convicção e foi até Helo, se ajoelhou em sua frente e lhe deu um abraço.
_Helo! Você mal chegou e já esta de caso com o Baby. – Any apareceu no quarto junto a Jay fazendo seu pequeno escândalo, o abraço foi interrompido bruscamente por ambos que coraram e sorriram timidamente um para o outro.
_Any! – Helo correu até a amiga e lhe deu um abraço apertado. _Nossa, que saudade de você. – ela falou em meio ao abraço.
_Também estava morrendo de saudades, e tenho certeza que May também. – elas desfizeram o abraço. _Às vezes me pergunto se ela pode nos escutar. – vendo as lagrimas no rosto de Helo, Ana se entregou ao sentimento de ter May acordada e começou a chorar.
_Pode parar essa choradeira. – Jay falou parecendo sério, afastou as duas. _Prazer, Jay. – ele falou e abraçou Helo.
_Heloisa. – ela falou quando foi colocada no chão.
_Quanto tempo que você chegou? – Any perguntou.
_Em Londres, faz mais ou menos duas horas, no hospital nem meia hora. – a menina dos cachos se pronunciou.
_Quanto tempo você vai ficar? – a prima de May se pronunciou.
_Acho que uma semana, não posso ficar muito tempo. – Heloisa fez uma cara feia quando falou.
Enquanto elas conversavam descontraídas e tentando amenizar o clima, Jay já estava ao lado de May, acariciando seu rosto e se segurando para não desabar em prantos. Na cabeça de Nathan mesmo com toda essa confusão, ele só sabia pensar em como Heloisa tinha uma beleza encantadora.
Com o andar das horas, o quarto ficou praticamente vazio a não ser pela presença de Jay que insistia em dormir todas as noites com May, ele já não dormia na poltrona desconfortável e sim ao lado de seu amor na cama do hospital, ele sentia que a protegia.
Ao seu lado May sentia que poderia ficar daquele jeito para sempre, ela tinha medo de nunca mais ver sua família e principalmente ver Jay, isso a deixa mais impotente do que se sentia, ela queria gritar levantar e acordar, ela desejava muito acordar, mas parecia perder a fé que isso fosse acontecer.

Capitulo 41 - I Need You To Be Strong


Cap. 41 (pov. NARRADOR)
As horas passaram como foguetes, uma tristeza para mãe de May, que teria que se despedir brevemente da filha, Jay estava aflito na sala de espera, nunca ficara tanto tempo longe da amada, mas ele respeitava a privacidade de mãe e filha, Max havia tomado o tempo para levar Any para o hotel, indo a ajudar a recolher suas roupas, para ela levar na sua casa, já que ela teria de esperar May acordar, e consequentemente ele também levaria roupas para Jay, que não saia do hospital.
_Eu te amo minha filha. – a mulher repetia essas palavras desde que chegara ao quarto, beijava o rosto de May e ficava contemplando sua filha, desde que chegara ao hospital não tinha saído nem para comer, achava melhor recuperar as energias no avião, e não se preocupava com a fome, tudo que ela queria era ficar perto da filha o mais tempo o possível.
Batidas na porta foram ouvidas, ela caminhou até a mesma e quando abriu se deparou com Jay segurando uma cartinha, ele a entregou e ela assentiu para que ele entrasse, e assim ele o fez, e logo já estava junto a May segurando sua mão. A mulher se sentou na cama junto à filha e começou a ler a tal carta.
“Olá senhora. Sei que me culpa por tudo e eu não te julgo por isso, pois me sinto totalmente culpado. Mas eu não conseguiria dormir a noite, pensando que alguém me odeia mais do que eu mesmo, não conseguiria comer realmente mais nada se eu soubesse que tem alguém que me despreza mais do que eu mesmo. Eu preciso de seu perdão, eu sempre fiz tudo para demonstrar o amor que eu tenho por sua filha, por isso senhora, eu estou aqui, por meio dessa carta, lhe pedir humildemente, perdão. Perdão por não ser bom para Maria. Perdão por fazê-la sofre. Perdão por te fazer sofrer. Perdão.”
Assim que a carta foi lida, o coração de Jay acelerou em espera a sua resposta, que foi rápida, a mulher se levantou, caminhou até ele, fazendo menção para que ele se levantasse, Jay esperava por um tapa, mas o que veio foi algo inusitado, ela o abraçou, um abraço realmente de mãe, reconfortante, revigorante e acolhedor, o abraço foi desfeito e ela sorriu para ele. O clima estava leve, mas logo pesou quando Any entrou no quarto e avisou que estava na hora da despedida. A mulher caminhou até a filha e depositou um beijo demorado em sua testa, Jay estava segurando a porta para que eles saíssem, a mulher sussurrou algo no ouvido de Any e ela traduziu as palavras no ouvido de Jay. “Está perdoado, mas não por completo, quando Maria acordar, tudo será resolvido.” E assim eles saíram hospital a fora, deixando Jay com um sorriso satisfeito no rosto, e voltando para seu lugar, só que desta vez, ele se permitiu sentar-se na cama ao lado de May, preferindo não ficar no silencio ele ligou seu Ipod em um volume baixo, mas a musica era para que os dois pudessem ouvir.
Foi uma febre o tempo todo
Um suor frio, uma pessoa impulsiva que acredita
Joguei minhas mãos para o alto, eu disse 'mostre-me algo'
Ele disse, 'se você se atreve, chegue mais perto'
Por aí, por aí, por aí nós vamos
Oh, diga-me agora, diga-me agora, diga-me agora, você sabe
Não tenho muita certeza de como me sentir sobre isso
Algo no seu jeito de se mexer
Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você
Isso me leva do começo ao fim
Quero que você fique
Não é uma vida e tanto a que você está vivendo
Não é apenas algo que você toma, é algo dado
Por aí, por aí, por aí nós vamos
Oh, diga-me agora, diga-me agora, diga-me agora, você sabe
Não tenho muita certeza de como me sentir sobre isso
Algo no seu jeito de se mexer
Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você
Isso me leva do começo ao fim
Quero que você fique
Oh, o motivo pelo qual aguento firme
Oh, porque preciso fazer este buraco desaparecer
É engraçado, você é quem está em ruínas mas eu era a única que precisava ser salva
Porque quando você nunca vê as luzes é difícil saber quem de nós está desabando
Não tenho muita certeza de como me sentir sobre isso
Algo no seu jeito de se mexer
Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você
Isso me leva do começo ao fim
Quero que você fique, fique
Quero que você fique, ohhh
Jay acabou por adormecendo ao lado da mulher que ele tanto amava. E mesmo em seu sonho profundo May, sentia que ele estava próximo e sentia a proteção que ele exercia sobre ela.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Capitulo 40 - Her Mother Is Here


Cap. 40 (pov. NARRADOR)
Uma semana se passou rapidamente e a noticia de que a mãe May viria visitar a filha estava fazendo uma bagunça na cabeça de Jay, ele tinha medo de como ela reagiria ao vê-lo e ao ver o estado de sua filha, o relógio passava devagar e o único barulho que ele escutava era do próprio, não conseguia relaxar, em poucos minutos sua sogra estaria ali e não era um bom momento se se conhecer a mãe de sua namorada, em uma tentativa de se acalmar, Jay se sentou ao lado de May na poltrona que virara para ele uma cama ideal durante as semanas que se estenderam, segurou sua mão e esperou alguma resposta, e nada, ele ficou frustrado, pois todo o dia repetia varias vezes a mesma coisa, e a única coisa que ele não conseguia era que seu aperto de mão fosse devolvido. Segurou a mão de May novamente e a beijou calmamente, mas conversas aleatórias o distraíram e o fizeram levantar e abrir a porta do quarto.
_Você! – uma mulher alta, robusta, com cabelos negros e lisos, com uma expressão de cansaço e ao mesmo tempo nervosismo se aproximou dele, sendo seguida por Any que parecia aflita. _Você, seu idiota! Você fez isso com a minha filha! – ela gritava e ele não entendia nada, pois como não falava português era difícil saber sobre o que ela falava.
_Calma tia! – Any chegou e parou na frente da mulher, a impedindo de chegar perto de Jay. _Se acalme, aqui é um hospital e ele não entende o que você fala. – ela falou calmamente e assim a mulher assentiu.
_Então traduza tudo o que eu falar. – Any a olhou assustada e tentou apartar a ideia da tia. _Não me questione, ainda sou sua tia e mais velha que você, agora traduza tudo. – disse em um tom autoritário.
_Pode falar tia, mas antes deixa eu falar para Jay quem você é. – a mulher assentiu impaciente, mesmo querendo muito brigar com o rapaz que ela julgava ter acabado com a vida de sua filha, a vontade de rever a própria filha em estado critico gritava em seu peito. _Jay, esta é a mãe da May, ela me pediu para traduzir tudo o que ela falar, então antes de tudo. Me desculpe. – ela falou e ele só assentiu, abriu espaço para que os dois ficassem frente a frente e fazendo menção para a tia começar a falar.
_Só quero que você saiba, que se minha filha não acordar você será culpado de tudo, e se ela acordar com alguma sequela saiba também que será sua culpa, tudo o que aconteceu com minha Maria foi culpa sua, e eu jamais irei perdoar você, seu idiota. – terminada a fala de sua tia, Any fez o prometido, traduziu tudo e Jay ouviu atencioso e sentiu cada palavra pesar em sua consciência que já não estava tão leve.
_Entendo a senhora, me culpo todos os dias pelo que eu fiz com a sua filha, eu a mandei embora e assim ela o fez, eu me sinto culpado e espero que quando ela acordar a senhora possa me perdoar. – Jay falou e esperou que Any o traduzisse também.
_Não será tão fácil assim conseguir um perdão meu, mas agora me de licença, só tenho hoje para ver minha filha, preciso voltar para o Brasil de madrugada. – a mulher falou e esperou a ajuda da sobrinha, assim que a conversa terminou, ela entrou no quarto sozinha.
Se aproximou lentamente da cama, seu rosto já estava sendo tomado pelas lagrimas que caiam sem piedade, ela segurara esse choro por toda a semana, para não desabar na frente das pessoas, a cada passo que dava seu coração doía, por não saber ao certo o futuro de sua filha, ela desejava ver a menina alegre que deixou no aeroporto, que ela tanto amava, caminhou até i lado da cama, tomou o rosto de sua filha em mãos e acariciou, as lagrimas eram continuas e insistiam em cair, cansada a mulher se sentou na cama ao lado da filha, deitou a cabeça sobre seu peito e ficou ouvindo os batimentos cardíacos da filha, que eram baixos e descompassados, a tristeza a corroía, não podendo acreditar que estava vendo a própria filha naquela situação, perdidas em seus pensamentos aleatórios nem percebeu que a sobrinha estava ao seu lado, só foi retirada dos devaneios quando Any a cutucou.
_Tia, sei que não é uma boa hora, mas eu queria saber se vou poder ficar aqui em Londres, esperando a Maria acordar. – a mulher se levantou secando as lagrimas.
_Sim, você vai poder ficar só peço que não tire os olhos dela pra mim e qualquer novidade me chame no Skype, Facebook ou até mesmo me ligue. – dito isso a mulher voltou a se sentar ao lado da filha, acariciando seu rosto onde ainda havia pequenas cicatrizes quase imperceptíveis.
_Pode deixar. – Any suspirou e saiu do quarto deixando sua tia.
Já na parte externa do hospital Jay parecia aflito e nervoso, ele tentava aparentar calma, mas perto de Max ele podia desabar, andando de um lado para o outro na frente do amigo, Jay só pensava nas coisas que a mãe dela o falou, ele realmente sentia que toda aquela tragédia era sua culpa. Vendo o desespero do amigo Max pensou em fazer alguma coisa.
_Fala logo o que foi cara. – ele disse impaciente.
_A mãe dela tem razão, tudo isso é minha culpa, eu devia ter contado para ela toda a verdade, ao invés de fazer uma surpresa, que só causou desordem na vida de todos. – Jay falou parando na frente de Max.
_Nada disso é culpa de ninguém, foi só um acidente, e vocês tem que parar de serem pessimistas, May vai acordar, tenha fé. – o amigo falava enquanto segurava os braços de Jay e os balançava em sinal de despertar ele, depois disso eles entraram no hospital, na esperança de tudo estar mais calmo.

Capitulo 39 - Will We Go Through This?


Cap. 39 (pov. NARRADOR)
Any andava de um lado para o outro dentro do quarto onde ela podia ver sua prima, sendo acariciada no rosto por Jay, Any mantinha um olhar apreensivo e ao mesmo tempo de medo.
_Tem certeza disso? – era a quinta vez que Max perguntava, ela estava a ponto de ligar para sua tia e contar tudo, só esperava que ela ficasse on no Skype, coisa que aconteceu rápido.
_Tenho. – ela falou convicta e logo chamou sua tia para uma conversa.
_Tia... Não sei como te falar isso... Então eu acho melhor te mostra e depois te explicar tudo. – Any virou o notebook até onde ele alcançou May, e não obteve resposta de sua tia, ela suspirou e falou voltado o foco para ela. _Sinto muito tia, não devia ter deixado que isso acontecesse. – ela falou já com a voz embargada pelo choro.
_Só me explique o que houve Ana. – sua tia soou fria do outro lado da câmera.
Ela explicara tudo que havia acontecido desde que chegaram a Londres e o motivo de May estar naquela situação, ela falou tudo que os médicos passaram para eles, e quando a noticia de que May não poderia sair de Londres sem acordar do coma atingiu sua mãe, ela desabou em lagrimas de indignação. Como toda mãe ela queria sua filha ao lado dela, e isso seria impossível pelo estado em que May se encontrava.
_Agora eu tenho que ir tia, o médico chegou. Quando a senhora vem? – Any perguntou já pronta para fechar o notebook, ela estava tremula e não pretendia chorar na frente da tia.
_Eu devo aparecer por ai, acho que semana que vem, preciso conversar com seus pais, sobre sua permanência em Londres, eu preciso que você fique cuidando da minha filha, já que eu não tenho como ficar ai. – sua tia falou do outro lado da tela e assim a conversa foi finalizada, sem querer um sorriso se formou no rosto de Any, ela poderia ficar em Londres até que sua prima acordasse.
_E como ela está doutor? – Jay falou enquanto as faixas eram retiradas dos machucados dela, assim revelando algumas cicatrizes superficiais.
_A senhorita Maria teve um bom progresso, mas a pancada extremamente forte em sua cabeça fez com que um coágulo de sangue se formasse em seu cérebro, e isso está impedindo que ela acorde do coma. – ele falou formalmente e Jay fez sinal de negação com a cabeça.
_E agora? – Max perguntou vendo que o silencio havia tomado conta do lugar.
_Esperar e ter fé. Ela pode sair dessa ilesa, pode sair dessa com alguma sequela ou até me desculpem o uso das palavras, mas ela pode não sair dessa. – o médico falou e deixou o quarto.
_Você vai sair dessa, está entendo, eu estou com você. – Jay falava no ouvido de May como se fosse um segredo.
_Preciso respirar. – Any falou saindo do quarto e sendo acompanhada por Max.
No lado de fora do hospital os paparazzi atacavam o casal, que estava em um silencio perturbador, os dois tinham medo de como usar as palavras, queriam sentir segurança um no outro, mas no estado em que May se encontrava as coisas só pareciam mais difíceis.
_Minha tia vai falar com meus pais, para que eu fique aqui com May até que ela acorde. – Any falou e Max a abraçou.
_Não sei se digo que é uma coisa boa, ou se uma coisa totalmente ruim, mas eu estou feliz, por você ficar, mas por outro lado, eu queria que May acordasse logo. – ele falou em seu ouvido e eles se afastaram, mas não tanto, eles ainda conseguiam sentir a respiração um do outro.
_Eu estou feliz por ficar, mas triste porque vou ficar por um motivo errado, queria que ela acordasse logo. – falando isso Any selou seus lábios no de Max que sorriu.
_Acho que te amo. – ele falou e corou fazendo Any gargalhar.
_Também acho que te amo. – ela falou e eles seguiram para dentro do hospital abraçados.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Capitulo 38 - I'm Losing You


(N/A: Então pessoal, a partir desse cap. o pov. será de um narrador, não será mais o ponto de vista das personagens).
Cap. 38 (pov. NARRADOR)
O tempo passara muito depressa, May não dava nenhuma resposta, Jay já não comia direito, não dormia direito, assim como Any, que não tinha tomado coragem para contar para sua tia o que ocorrera com sua filha, ela temia o pior. O plano de Any era que se sua prima não desse respostas até o fim de sua viajem ela contaria toda verdade para sua tia. Já havia se passado uma semana e dois dias, significando que o término da viajem seria dali dois dias. Isso deixava Any aflita, Jay com medo e Max não sabia como passar por tudo aquilo, já que se a viajem chegasse ao fim, ele teria que dar adeus para o amor de sua vida, mesmo que em toda a temporada de Any junto a ele em Londres, Max não teve coragem de se declarar para a jovem.
E mesmo que não parecesse para May o tempo também passava só que passava em uma velocidade diferente, ela não sentia quantos dias se passavam, não sentia quem estava com ela, não ouvia o exterior, ela só ouvia seus pensamentos e enxergava apenas a escuridão de seus olhos fechados. Aflita, é a palavra certa para descrever o sentimento que a consumia, ela tinha medo agora que terminara de arrumar sua mente que jamais acordasse, tinha pavor de viver na escuridão para sempre, May sentia muito medo, mas mesmo com medo, ela lutava para que não perdesse as esperanças e voltasse a vida, ela queria voltar por ele, Jay, ela precisava vê-lo novamente, não gostara de como tudo acabou entre eles, ela precisava dizer eu te amo mais uma vez e ver o sorriso no rosto de seu amado, e assim ela seguia na escuridão, esperando pela misericórdia divina para que ela acordasse logo daquele pesadelo.
Cada um sabia que se perdesse May, a vida jamais seria a mesma, nada jamais seria o mesmo, um simples café da manhã perdera a graça, já que ela não estava lá para fazer tudo o que eles gostavam, ela não estava lá para esconder as panquecas de Jay, May não estava em lugar algum. Pois estava presa a uma cama de hospital, em coma, sem sinais algum de melhora, nada que pudesse dar esperanças para seus amigos, sua prima e seu Jay. Tudo parecia destruído, nada que eles fizessem no quarto onde ela estava ajudava nada, Tom fazia palhaças, Siva ajudava, Max segurava Any para que ela não caísse de forma alguma, Kelsey e Nareesha tentavam ajudar Nathan a restabelecer a ordem no lugar, enquanto Jay... Bem, ele não desgrudava de May, vivia segurando sua mão, esperando que ela a apertasse de volta, ele chorava quando ninguém via e ficava dentro daquele quarto o tempo todo. A preocupação só aumentava a cada dia que passava, pois quanto mais tempo passasse o tempo de Any acabaria e ela teria que comunicar a família o estado de May.
(Sei que esse cap. ficou pequeno, mas foi preciso para introduzir essa parte da história, aguardem os próximos caps.)

Capitulo 37 - I Do Not Want You Away


Cap. 37 (pov. Jay)
Assim que vi Max e Any entrar no hospital eu me levantei rapidamente pronto para o que me aguardava, Any se segurava muito para não chorar e vi que a raiva que ela sentia era para amenizar a dor que ela sentia e eu respeitava isso.
_Onde ela esta? – foi à primeira coisa que ela me disse.
_Na cirurgia. – falei cabisbaixo e senti as malditas lagrimas descerem por meu rosto.
_Há quanto tempo ela está lá? – Any me perguntou friamente.
_Não sei, acho que meia hora. – falei erguendo meu olhar para ela e secando minhas lagrimas, assim que o fiz ela me deu um tapa no rosto, não tão forte quanto eu merecia, mas isso fez Max a puxar para ele.
_O que foi isso Any?! Ele não tem culpa! – ele falou com um tom de voz elevado chamando atenção para nós. _Desculpe. – falou para as enfermeiras ao redor. _Onde você esta com a cabeça?! Pois se isso é culpa dele, uma boa parte dela também é sua. – ele falou bravo e frio ao mesmo tempo, soltou Any e se sentou em uma das poltronas.
_Desculpe Jay. – ela se aproximou de mim e passou a mão em meu rosto. _É que... Se ela não sair daqui ilesa eu jamais vou me perdoar. – vi que lagrimas escapavam de seus olhos. _May, não pode... – a interrompi sabendo aonde aquelas palavras chegariam.
_Ela não vai morrer. May está sendo muito forte, precisamos ter fé. – falei e me sentei em uma poltrona também, Any sentou de lado no colo de Max para se acalmar e assim seguimos.
O tempo passava lentamente, as pessoas nos observavam naquele espaço pequeno e a cada segundo que se estendia eu ficava mais inquieto, Any estava dormindo no colo de Max já fazia um bom tempo, ela necessitava de paz. Diferente de mim, eu não precisava de mais nada, eu só precisava de May.
_Senhor Mcguiness. – um médico me chamou e eu me dirigi até ele. _Tenho algumas noticias. – assenti para que ele continuasse. _Sua namorada... Nós fizemos o possível. – meu coração batia descompassadamente e parecia que eu havia ficado sem chão. _A senhorita Maria, está em coma, e seu estado é critico, ela perdeu muito sangue, sofreu fraturas graves e não sabemos como será sua recuperação. O crânio dela foi atingido pelas ferragens com muita brutalidade, e esperamos que ela acorde em breve, mas não sabemos lhe dar a certeza de tal ato.
_Posso vê-la? – perguntei aflito e segurando ao máximo minhas lagrimas.
_Claro que pode, mas não faça muito barulho, faz pouco tempo que ela saiu da cirurgia. – ele me advertiu.
Caminhei até o quarto onde May estava, fechei a porta atrás de mim, procurando um pouco de privacidade, ela estava toda entubada, com aparelhos por seu corpo, seus machucados agora estavam cobertos por vários curativos, uma de suas pernas estava com gesso, sua cabeça estava enfaixada, não se parecia com May em nada. Sua pele não tinha brilho, seu rosto não tinha vida, e quando fixei meu olhar em sua boca, imaginei aquele sorriso que me derrubava todas as vezes que eu o via.
_May? – a chamei como em um sussurro, não obtive nenhuma resposta. _Sinto muito. – falei e as lagrimas tomaram conta novamente, não poderia perdê-la desse jeito. _Preciso que você lute, me entendeu, lute para viver. Eu te amo. – falei firmemente e me sentei na poltrona ao lado de sua cama, segurei uma de suas mãos e assim dormi.
_Jay. Cara acorda. – a voz de Nathan me acordou, abri os olhos devagar.
_Fala Nath. – disse com a voz rouca e cansada.
_Vai lá no restaurante do hospital, eu fico com ela. – ele falou prestativo, mas só de pensar em sair de perto dela meu coração se apertou.
_Não, estou sem fome, eu fico aqui. – falei firme e me ajeitei na poltrona, vi que nossas mãos ainda estavam entrelaçadas e sorri.
_Você precisa comer Jay, não seja teimoso, May precisa que você fique forte para ela. – Nath falou em um tom de voz mandão, sorri torto para ele, mas não sairia de lá tão cedo.
_Vou mais tarde. – falei e ele me olhou torto. _Prometo. – sorri com a cara que ele fez, mas voltei a me concentrar nela, que me parecia tão serena.
_Você vai agora Jay. – Any falou entrando no quarto. _Pode ir lá agora. – ela falou mandona.
_Eu vou mais tarde, já falei. – perdi um pouco da calma, eles não me deixam em paz.
_Espero que vá mesmo. – Any falou em um tom desconfiado, ela se aproximou da prima e cariciou seu rosto cheio de hematomas e machucados, vi que um lagrima lhe escapou, mas ela tratou de seca-la rapidamente.
_Ela vai sair dessa. – Nath falou e abraçou Any, eu esperava que aquilo que ele dissera fosse verdade, que ela saísse ilesa de tudo aquilo precisava ter fé.
O dia se estendeu Siva, Tom, Kelsey e Nareesha, visitaram Maria também, eles se seguraram o máximo para não desabar na minha frente, passei todo o tempo ao seu lado, sai poucas vezes para ir ao banheiro que ficava dentro do quarto, Max trouxe para mim no meio do dia um sanduíche que não cheguei a comer metade, a fome me faltava ao extremo, eu não precisava de comida, de água ou de qualquer coisa, eu só precisava de May, e ela não dava nenhum sinal que iria acordar tão cedo.