Cap. 21 (pov. May)
Acordei pela
dor súbita na coluna e me dirigi para o banheiro, onde fiz minha higiene e
coloquei uma roupa de Jay, meu vestido estava me apertando e não me parecia
mais confortável. Olhei as horas, marcavam 6:00, mais uma vez não consegui
dormir, mas a minha cara não estava tão ruim, segui para a cozinha, onde
encontrei a empregada da casa limpando tudo e expulsando algumas pessoas que
insistiam em dormir no chão. Ela me ofereceu um café e eu aceitei, mesmo sem
estar de ressaca bebi duas xicaras cheias de café, eu precisava me manter
acordada. Subi novamente para o quarto de Max e percebi que Jay não estava mais
na cama e sim no banheiro, ele saiu de lá com a cara mais acabada que já tinha visto
percebendo que eu não estava muito feliz com ele, Jay me levou até o jardim
onde sentamos no mesmo balanço onde conversei com Max. Ele me olhava triste,
estava frio e eu abracei meu corpo em busca de calor, vendo como eu estava ele
me abraçou, não me afastei, mas continuei na mesma posição.
_Desculpe. –
foi à única coisa que ele falou.
_Desculpar o
que? Desculpar você ter sido um total idiota, ter bebido além da conta, brigar
com Max, brigar comigo, não entender que seu amigo precisava de ajuda ou me
deixar sozinha pra ficar com a minha prima? Eu não tenho que te desculpar. –
falei em um tom baixo, frio e sínico.
_Eu sei, eu
sinto muito, não devia ter te deixado sozinha, eu errei, mas quando vi você
toda carinhosa com Max, me senti um nada, você deveria estar cuidando de mim e
não do meu amigo. – Jay já estava exaltado e eu me soltei de seu abraço.
_Temos que
ir para a casa da sua mãe, você precisa ir se arrumar, precisa me levar até o
hotel e precisamos pegar a estrada. – falei me levantando.
_E vai ser
como? Vamos fingir que nada aconteceu? – assenti. _Se você quer assim, vou
tomar meu banho rápido e já vamos para o hotel. – ele seguiu para dentro de
casa e eu o segui, fui até o quarto de Nathan e Any parecia um anjo dormindo a
chamei e ela abriu os olhos devagar e sorriu quando me viu.
_Vou para a
casa dos pais do Jay, acorde e chame Max, vocês também precisam pegar a
estrada. A festa de ontem nunca aconteceu, entendido? – ela assentiu.
_Estou
exausta. – ela falou se sentando na cama. _Sei que você ficou chateada, por
isso eu bebi tanto, e Max, como ele está? Eu o vi subindo com uma garrafa de
vodka na mão.
_Não precisa
ficar remoendo essa festa, só esqueça, finja que nada aconteceu. – Jay bateu na
porta. _Agora tenho que ir, só volto de madrugada. Fique bem, ligue pra minha
mãe e pra sua no Skype e explique tudo. – lhe dei um beijo na testa e sai do
quarto.
Segui com
Jay http://www3.pictures.zimbio.com/gi/Jay+McGuiness+T4+On+The+Beach+R36m1b08JgWl.jpg até o carro e o silencio nos
acompanhou até o hotel, subimos para meu quarto onde ele esperou eu me arrumar https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1xDyNCghoehaozk4rSS4ecuOgLQ7lmaddUAxC8inKRs0SeBa-9v4rPPoM1wf-4KIcdheXNh-mqkXu55720s_IBt0v0odq4KrFJP9S2hQW6WfB84IImk-SpoPJCChqUpCtBUk6ed5qo9aW/s640/Debby_Ryan.jpg não demorou muito e já estávamos na
estrada indo direto para a casa dos pais de Jay, o clima não estava nada bom
entre nós, e eu não queria conhecer a família dele, estando brigada com ele.
_Não aguento
mais, esse silencio esta me matando. – Jay falou estacionando o carro no
acostamento.
_Ligue o
radio. – falei ríspida.
_Eu não
quero ligar o radio, sendo que eu tenho uma namorada do meu lado dentro do
carro, fale comigo, brigue comigo, me xingue, chore, mas faça alguma coisa,
esse silencio esta acabando comigo. – ele puxou meu rosto para que eu olhasse
pra ele.
_Vamos fazer
o seguinte, você escuta essa musica comigo, e depois tire a conclusão que você
achar sensata. – disse e coloquei meu cartão de memória no radio.
Círculos,
nós estamos indo em círculos.
Tontura é
tudo o que nos causa.
Nós sabemos
onde nos leva
Nós
estivemos lá antes
Mais perto,
talvez olhando mais de perto;
Há mais para
descobrir.
Achar o que
deu errado sem culpar um ao outro.
Acho que nós
temos mais tempo,
Quando nós
estamos ficando pra trás
Tenho que me
decidir...
Ou então nós
vamos jogar, jogar, jogar todos os mesmos velhos jogos.
E nós
esperamos, esperamos, esperamos que o final mude
E pegamos,
pegamos, pegamos isso como garantido que vai ser a mesma coisa
Mas nós
estamos fazendo todos os mesmos erros.
Acordar,
ambos precisamos acordar.
Talvez se a
gente enfrentar isso,
Nós podemos
superar isso
Próximos,
talvez nós ficaremos mais próximos
Mais fortes
do que éramos antes.
Fazer isso
algo a mais, yeah
Acho que nós
temos mais tempo,
Quando nós
estamos ficando pra trás
Temos que
nos decidir
Ou então nós
vamos jogar, jogar, jogar todos os mesmos velhos jogos.
E nós
esperamos, esperamos, esperamos que o final mude
E pegamos,
pegamos, pegamos isso como garantido que vai ser a mesma coisa
Mas nós
estamos fazendo todos os mesmos erros.
Yeah, yeah,
isto que é loucura!
Quando isto
está quebrado, você diz que não há nada para consertar.
E você reza,
reza, reza que tudo fique bem.
Enquanto
você está fazendo todos os mesmos erros.
Não olhe
para trás,
Mas se não
olharmos para trás...
Nós estamos
apenas aprendendo então
Como fazer
todos os mesmos erros de novo
Então nós
vamos jogar, jogar, jogar todos os mesmos velhos jogos. (mesmos erros)
E nós
esperamos, esperamos, esperamos que o final mude (quando nada vai mudar)
E pegamos,
pegamos, pegamos isso como garantido que vai ser a mesma coisa (bem nada será o
mesmo)
Mas nós
estamos fazendo todos os mesmos erros.
Yeah, yeah,
isto que é loucura! (louco é)
Quando isto
está quebrado, você diz que não há nada para consertar. (não há nada a
corrigir)
E você reza,
reza, reza para que tudo fique bem (tudo ficará bem)
Porque você
está fazendo todos os mesmos erros.
Fomos uma
parte do caminho escutando essa mesma musica varias vezes, Jay me olhou triste
e suspirou, desligou a musica e sem tirar os olhos da estrada começou a falar.
_Não sei o
que te dizer May, eu sei que estamos brigando muito para um casal recente, sei
que temos errado, mas eu quero continuar cometendo os mesmos erros, porque
assim vou ter você aqui. – suspirei e acariciei seu rosto.
_Também acho
que deve ser assim, eu nunca vou te deixar, vou sempre estar aqui. – acariciei
seu rosto. E seguimos o caminho trocando caricias e brincando.
Quando
paramos em frente à casa de Jay, vi que eles levavam o natal a sério http://cogumelolouco.com/wp-content/uploads/2011/12/Fachadas-Decoradas-para-o-Natal-Fotos3.jpg já estava de noite, ele segurou
minha mão e eu suspirei. Seguimos para dentro da casa e eu fui recebida pela
mãe dele com um abraço delicioso, digno de mãe.
_Você deve
ser a May. Estou tão feliz por você ter vindo. – ela me soltou e abraçou Jay.
_Onde esta o
resto da família Mcguiness? – ele perguntou se soltando do abraço da mãe.
_Hoje só
somos nós, venha seu pai está na cozinha me ajudando a colocar a mesa. – eu e
Jay seguimos de mãos dadas até a cozinha, à mesa estava farta, mas não muito
cheia, por serem somente quatro pessoas para jantar.
_May. Você é
uma moça encantadora. – senhor Andrew me elogiou e eu fiquei vermelha, todos
estávamos sentados e já comíamos.
_Ela também
é muito vergonhosa pai. – Jay brincou e eu fiquei mais vermelha ainda.
_Vocês dois
podem parar, vamos comer sem deixar a menina com mais vergonha. – Maureen deu
uma bronca divertida nos dois.
Jantamos em
meio a conversas divertidas, quando terminamos me ofereci para lavar a louça e
arrastei Jay comigo, ele resmungou um pouco, mas cedeu, a mãe e o pai dele
foram para a sala.
_Não
acredito que você esta me fazendo secar e guarda louças no natal, no natal May.
– ele não parava de reclamar.
_Se você não
secar e guardar, não vai ganhar recompensa. – falei brincalhona.
_Qual seria
essa recompensa? – curioso.
_Um beijo. –
falei rápido e baixo.
_Mas só um?
Eu quero vários. – ele fez cara de pidão.
_Tudo bem,
mas só se você secar e guardar tudo. – eu ri.
_Sabia que
você é muito mandona. – eu assenti. _E eu amo uma mandona. Te amo minha
mandona. – ele sorriu me virei para ele e o abracei.
_Te amo. –
sussurrei em seu ouvido. Me soltei do abraço e Jay estava com uma cara de bobo.
_Pare de fazer essa cara, se não retiro o que eu disse. - sequei minhas mãos e
fui em direção à sala acompanhada de Jay, sentamos em um sofá grande que ficava
de frente para as duas poltronas onde o pai e a mãe dele estavam.
_Vocês fazem
um casal belíssimo. – a mãe dele se pronunciou.
_Obrigada. –
respondi tímida.
_Você pode
me acompanhar até a varanda May? – a mãe dele falou se levantando.
Quando
chegamos à varanda estava bastante frio, ela olhava para o jardim e eu fiquei
atrás dela esperando ela falar.
_Nunca vi
Jay falar aquelas palavras pra nenhuma garota. – eu fiz um cara de
desentendida.
_Quais
palavras? – perguntei confusa.
_Eu te amo.
Ele jamais disse isso pra nenhuma garota, ou muito menos trouxe alguma para o
jantar de natal. Você é especial para ele May. Ele não pode deixar você ir, Jay
vai sofrer quando você voltar para o Brasil, eu sei. – ela suspirou, eu
entendia sua preocupação.
_Nunca vou
deixar seu filho, o tempo no Brasil vai passar tão rápido quanto o daqui, ele
vai ficar bem sem mim. – tentei parecer descontraída, ela se virou e encarou
meu rosto, me abraçou e sussurrou.
_Você não
imagina o quanto ele te ama, imagina? – eu neguei. _Mas você vai ver, e eu sei
que pra ele é muito especial. – ela piscou para mim e entrou, eu fiquei na
varanda por um tempo refletindo. Entrei um tempo depois, e segui para a sala,
parei na porta quando escutei uma conversa.
_Ela ainda
esta na varanda mamãe? – era a voz de Jay.
_Deve estar
pensando, na nossa conversa. – dona Maureen se pronunciou.
_Já espantou
a menina? Você não presta. – Andrew falou divertido e Jay gargalhou.
_Não a
espantei coisa nenhuma. May tem que ver que o que Jay sente é verdadeiro. – ela
falou em um tom firme.
_Mas ela já
sabe o que eu sinto, e eu também sei o que ela sente mãe. – Jay parecia
reprovar a atitude da mãe.
_Só que
serei eu a lhe escutar quando ela for embora, eu que vou esperar suas lagrimas
secarem e a sua dor passar. – ela mantinha o tom autoritário, decidi voltar
para a varanda, não queria escutar o resto da conversa.
Estava
ficando muito tarde quase de madrugada, voltei para dentro e chamei Jay, iria
ficar muito tarde se não pegássemos a estrada naquela hora, nos despedimos dos
pais de Jay e no caminho de volta Jay veio me fazendo carinho e mexendo em meus
cabelos, não dormi para não deixar Jay sozinho.
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