Cap. 2 (pov. May)
Já
instaladas em nosso quarto http://www.doylecollection.com/images/marylebone_penthouse_suite_subpage_large.jpg, ficamos mais maravilhadas com a
vista que tínhamos dele http://static.ci.com.br/upload/galeriadeimagens/londres-inglaterra-00110687.jpg. Any não parava de reclamar que
estava com sono, e quando digo reclamar, é me encher até eu falar chega. Mas eu
estava muito entusiasmada coa a cidade e queria conhecer o que ela tinha, pelo
menos por perto do hotel.
_Vamos Any,
por favor, eu quero muito andar um pouco e quem sabem dar uma corrida. - era a
10ª vez que eu suplicava para Any ir comigo andar por Londres, mas ela não
queria ir mesmo.
_Ah não May,
vai você, faz sua corrida matinal que eu vou dormir mais um pouco. A noite a
gente sai e se diverte. Pode ser? (N/A: Pode ser bom, pode ser Pepsi kkkkkkk’).
_Pode né,
fazer o que? Não vou te convencer mesmo- disse meio desapontada, queria muito
que Any fosse comigo. _Volto daqui umas 2 horas, se eu demorar mais que isso
ligue para a policia. Te amo. - disse já saindo do quarto.
_Na próxima
eu vou, pode deixar que eu ligo pro FBI. Te amo. - pude ouvir Any falar (lê-se
gritar) isso antes de fechar a porta do quarto.
Não era
muito fã de exercícios, mas me acostumei com a corrida, normalmente eu a fazia
de noite, logo depois da escola, trabalho, curso de inglês e por fim a
academia. Eu prefiro mante a minha vida a mais ocupada possível. Já tinha
corrido por volta de umas 1 hora e meia, decidi me sentar em um banco de uma
praça que ficava perto do hotel. Estava exausta e comecei a sentir frio,
coloquei a blusa que tinha levado http://loja.ohceus.com/media/catalog/product/cache/1/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/4/6/467_-_moletom_geek_03.jpg e comecei a ouvir “Gold Forever” http://www.youtube.com/watch?v=XvGHtcjQZec ( eu não sei mas essa musica meche
comigo, eu lembro das vozes dos cantores, acho que é a banda da qual Any me
falou na lembrança “The Wanted” é o nome), senti uma lagrima descer pela
extensão do meu rosto e eu fiquei lá, parada, apenas curtindo o momento até que
sinto a presença de alguém, abro meus olhos e encaro o rapaz que esta a minha
frente ( por algum motivo, minha lembrança fica embaçada quando eu olho para
ele).
_Desculpa,
mas você esta sentado no banco onde eu costumo pensar. - é sério isso produção?
Eu o olho com cara de duvida, chego a procurar câmeras, porque só pode ser
pegadinha (eu conheço ele, eu sei quem ele é, mas não consigo vê-lo).
_Como é? -
foi a única coisa que eu consegui falar, eu estava incrédula com aquela situação.
_É sério isso?
_É sério sim.
- ele soltou um riso meio nervoso.
_Ta bom. -
fui me levantando, não iria me aborrecer por causa de um banco, e ele me
parecia triste (mesmo que eu não pudesse ver sua feição). Ele se sentou logo
após, eu já estava a uma distancia favorável do banco, pronta para me dirigir
até o hotel quando vejo uma placa de crianças perdida e parece que eu já vi
essa placa, tento buscar em minha memória, mas sou interrompida.
_Hey,
menina. - sim era o louco do “esse banco é meu” gritando (eu sei que conheço
esse lugar e esse rapaz, mas meu subconsciente não e deixa vê-lo), ele foi se
aproximando e eu fiquei paralisada de medo e felicidade (felicidade? Por que eu
sinto felicidade com ele? Preciso me lembrar de quem ele é).
_O que foi? Agora
estou andando no lugar onde você pensa? - disse arrogante, eu já havia perdido
meu bom senso (eu conheço ele, eu preciso lembrar).
_Sinto muito
por te expulsar do banco é que eu estou um pouco chateado, briguei com um dos
meus amigos e colega de banda. - (banda? Qual banda será? Meu Deus eu conheço
esses cachinhos, mas da onde?). _Sou James, mas me chame de Jay. - (Jay? Como
uma nuvem que se vai e limpa tudo a parte borrada de minha lembrança foi embora
e eu pude vê-lo perfeitamente, era o Jay, meu Jay) ele disse e foi estendendo a
mão em um cumprimento tímido.
_ Sei quem
você é, sou fã da banda. – disse sorrindo (eu me lembro dele, lembro de tudo,
Jay, eu preciso acordar por ele, mas eu ainda preciso minha mente).
_Que bom
assim você me perdoa mais rápido. – ele é tão lindo que não sei por que ainda
não gritei. _Tudo bem com você? No começo você parecia zangada, agora está
pálida. – disse segurando meu rosto, xesus me abana O JAY esta segurando meu
rosto.
_Tudo bem. –
disse nervosa e quase desmaiando. _Você parecia triste, então nem disse nada,
só me levantei e fui embora.
_Vem, vamos
sentar você não me parece nada bem, eu nem tive compaixão quando te vi
chorando. – ele foi me puxando pra sentar no “precioso” banco dele.
_Eu não
estava chorando de tristeza e sim de felicidade. – disse me sentando e ele logo
se sentou ao meu lado. _É um sonho estar em Londres, é que eu sou brasileira e
vim passar 3 semanas aqui e trouxe minha prima comigo.
_Uau! Duas
brasileiras em Londres. Algum motivo especial para estarem aqui? – ele sorriu
um sorriso tímido, mas encantador.
_Além de
vocês?! – disse rindo e ele me acompanhou. _Estamos tentando descobrir o que
queremos do futuro, e Londres é uma bela cidade. – suspirei e decidi mudar de
assunto. _Ainda não me apresentei, sou Maria, mas me chame de May. E só de
curiosidade, por que você brigou com alguém da banda?
_Lindo nome
May, faz jus a você. – fiquei vermelha com o comentário. _Meu DVD do Avatar, o
Max riscou e então você sabe... É o DVD do Avatar, fiquei com muita raiva. –
não aguentei e comecei a gargalhar, até que ele me repreendeu com o olhar.
_Desculpa, é
que pra mim parece ser tão bobo o motivo, eu sei que para você é diferente, mas
você não devia ter brigado por causa de um DVD , ele é seu amigo, não faria isso
por mal.
_Eu sei, mas
é que subiu a cabeça, eu realmente amo Avatar, agora estou arrependido então
sei o que fazer. – ele fez uma cara de triste mais fofa que eu já vi na vida.
_Jay, tudo
vai se encaixar, vem aqui, deita a cabeça na minha perna, meus amigos sempre
dizem que meu colo é o melhor lugar para se pensar, descansar e apalpar. –
disse rindo e ele logo deitou a cabeça na minha perna e fechou os olhos e senti
uma lagrima molhar minha coxa, que estava descoberta por eu estar com o short
de corrida. Comecei a fazer cafuné nele, e depois de muito choro ele adormeceu,
percebi que havia passado muito mais de 2 horas quando o Sol deu lugar a Lua,
foi nesse momento que decidi chamar Jay.
_Jay? –
chamei uma vez. _Jay?! – chamei duas vezes. _Jay!!! – chamei três vezes e nada,
nenhum resmungo, foi então que meu lado prisoner falou mais alto e eu dei um
beijo na testa dele.
_Estava
esperando um beijo na boca. – ele disse com um sorriso sacana nos lábios.
_Não
acredito que você estava acordado! – ai que vergonha, onde enfio minha cara?
_Nossa que
brava! Desculpa, mas até que o beijo na testa foi bom. – ele se levantou e me
deu um beijo na bochecha, o que me fez corar violentamente.
_Tenho que
ir, a Any já deve estar surtando. – falei que já me levantando, quando ele
segura meu braço.
_Eu te levo
até o hotel e de lá pego um taxi, não vou te deixar andar sozinha e desse jeito
por Londres. – falou apontando para minhas pernas que estava de fora.
_Então
vamos, não quero nem ver quando Any me vir, o hotel vai cair. – ele gargalhou
do meu drama, mas Any vira o cão quando esta preocupada.

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