sexta-feira, 15 de março de 2013

Capitulo 11- I Need You


Cap. 11 (pov. May)
(N/A: Voltei com o pov. May galera)
Acordei por volta da 6 horas da manhã, não conseguia mais ficar na cama junto à Jay, me sentia estranha, eu precisava caminhar, refletir e definitivamente sair daquela casa. Me levantei com cuidado e me dirigi ao banheiro, fiz minha higiene e aproveitei para tomar um banho, peguei uma camiseta de Jay e atormentei um pouco Nareesha para ela me emprestar um shorts de caminhada, quando terminei de me vestir percebi que não estava de tênis e fui de chinelo mesmo, eu só queria pensar. Vaguei por aquele condomínio, e me aparentava que ninguém havia acordado ainda, andei até a ultima casa e voltei com um único pensamento em mente “Eu não posso ser amada, eu não preciso ser amada, não por Jay, não agora que falta pouco para eu voltar ao Brasil”, eu suplicava a mim mesma não sentir o mesmo por ele, mas me doía pensar que poderia deixar um amor pra trás. Mas o que eu poderia fazer? Eu vou voltar para o Brasil de qualquer jeito, não dá pra sustentar essa história. Quando cheguei de novo a frente da casa dos meninos, meu coração se apertou, eu criei um vinculo que jamais pensaria em ter com eles, e Any estava tão feliz que parecia explodir. Entrei porta adentro e vi o horário 7:30 não conseguiria voltar a dormir. Decidi preparar o café seria uma ocupação para minha cabeça e um agrado a todos da casa. Fiz ovos com bacon, um bom café forte para curar a ressaca de todos, fiz o chá que o Nathan não dispensa, preparei o tofu do Jay, fiz torradas, enfim, deixei a mesa posta com tudo que se pode pensar, quando terminei meu “trabalho” já era por volta da 8:30, não acordei ninguém. Simplesmente me servi e tomei café sozinha, sentei no sofá e liguei a TV, assisti um pouco de tudo, não estava afim de televisão, mas era o que tinha. Ouvi alguns barulhos vindos da escada e me deparo com um povo com a cara toda amaçada e com cara de famintos.
_Que cheiro bom. O que tem pra gente comer? – Siva foi o primeiro a se pronunciar, mas não deu tempo de eu responder, porque o resto da cambada já foi atacando a mesa de café da manhã.
Eu ria da cena, Kelsey roubando a torrada de Nathan, enquanto ele tentava tomar seu chá, Nareesha brigava com Max por um pouco de ovos com bacon, e Siva ria junto comigo sem soltar seu suco de laranja, mas tudo estava tão engraçado que quando vi Jay encher a boca de tofu e não conseguir mastigar pela quantidade posta na boca, eu não aguentei e ajoelhei no chão gargalhando auto, mas ninguém parou o que estavam fazendo, até Tom que chegou mais tarde foi se atracando com Siva por um pedaço de bolo. Mas algo me faltava, Any, ela me faltava, subi as escadas em busca dela.
_Any, você esta bem? – entrei em seu quarto e me deparei com uma retardada (N/A: Olha o amor) sorrindo que nem idiota deitada na cama que tinha uma mancha de sangue, perai. Sangue? Ah não. Será?
_Estou ótima. – ela por fim falou e começou a pular na cama.
_Que sangue é esse? – eu a olhei séria, e nessa hora ela parou de pular e seu sorriso se desfez.
_Não foi nada, nada aconteceu. – Any falou e foi saindo do quarto, mas eu fui mais rápida e a puxei pelo braço.
_Não me venha com essa Ana Paula, eu sei... Eu acho que sei o que aconteceu. O que te deu para fazer isso? Perder sua virgindade com alguém que você nem conhece. – falei com o tom de voz elevada, eu estava possessa, ela só pode estar louca.
_May... Não... Foi... Bem... Assim. – ela se entregou ao se dirigir a mim soluçando, eu pude ver suas lagrimas brotarem de seus olhos, mas não me amoleci.
_Pará Any! Que coisa, eu não acredito! Por que hein? Por quê? – falei mais uma vez com a voz elevada, espero que não nos escutem.
_Pará você May! Você não tem moral pra falar dessas coisas comigo, você e o Jay já fizeram isso. – foi à vez de ela elevar a voz, sem cessar o choro.
_Foi totalmente diferente! Porque ao contrario de você, eu não sou virgem. – decidi abaixar o meu tom de voz.
_Eu sei, eu estou feliz, será que você não pode fica feliz por mim? Por favor, May, eu preciso de você. Agora. – sua ultima palavra saiu como um sussurro em meio a lagrimas.
_Você não contou pra ele, não é. – fiz essa pergunta e ela só balançou a cabeça em sinal negativo. _Mas ele descobriu, não é. – novamente balançou a cabeça, só que dessa vez foi um sinal positivo. Não aguentei e abracei Any da formar mais forte que eu conseguia, ela estava feliz, porem machucada, por saber que aquilo foi um erro, mas foi um erro que ela queria que acontecesse, ela chorava muito em meus braços, tremia chorando, sentei com ela a cama e a fiz deitar a cabeça em minha perna, ela chorava enquanto eu fazia carinho em seu rosto, naquela hora me senti mais que uma prima, me senti sua irmã, eu queria cuidar dela, queria tirar toda sua dor. Seu choro foi diminuindo até que as lagrimas secaram.
_Está melhor agora? – perguntei no meu tom mais baixo de voz.
_Estou obrigada May. Será que ouviram nossa discussão? – ela em olhou com duvida.
_Provavelmente. Você vai conversar com Max hoje? – falei e olhei ainda em meu colo.
_Eu preciso falar com ele. – Any se levantou, foi ao banheiro lavar o rosto e voltou com seu sorriso.
_Está feliz? – ela fez que sim com a cabeça. _Se você esta feliz, eu estou feliz. Agora vamos, fiz um café da manhã digno de famosos. – recebi uma gargalhada pelo comentário.
_May fazendo café da manhã? Sinal que não conseguiu dormir. – como ela pode me conhecer tão bem? _Eu acertei não é?! – essa foi a minha vez de fazer sim com a cabeça. _Depois você me conta, preciso de café da manhã, estou morrendo de fome. Só espero que tenha sobrado pelo menos as migalhas pra mim (N/A: Galinha).
_Acho melhor você correr então, eles estavam se matando por uma torrada. – falei rindo. E Any saiu em disparada até a cozinha, chegando lá à mesma cena, todos brigando pra comer mais.
Any foi recebi por Max com um selinho demorado, Jay veio até mim e fez o mesmo, os lábios dele tinham gosto de morango. Ele me puxou para a sala onde não tinha ninguém. Sabia que ele queria conversar sobre a minha briga com Any.
_Por que você e Any estavam gritando? – ai viu, eu não disse.
_Coisas de primas, mas já esta tudo certo entre nós, sossegue e vai tomar café da manhã, eu fiz panquecas, estão na geladeira, não contei pra ninguém, porque eu sei que você gosta delas geladas. – falei e dei uma piscadinha, ele gargalhou, selou nossos lábios.
_Tudo bem, vou acreditar em você. E obrigada pelas panquecas, mas tenho certeza que agora tem a 3ª guerra mundial na cozinha. – Jay saiu correndo e da cozinha pude ouvir seu grito. _ Você é a melhor, amor. – por que amor? Por que? Fingi que não escutei e subi para me trocar, já estava na hora de eu e Any irmos embora. Tínhamos que falar com nossas mães pelo Skype. Elas precisam saber que estamos bem. E o mais importante, eu preciso ficar longe de Jay.

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