Cap. 11 (pov. May)
(N/A: Voltei com o pov. May galera)
Acordei por
volta da 6 horas da manhã, não conseguia mais ficar na cama junto à Jay, me
sentia estranha, eu precisava caminhar, refletir e definitivamente sair daquela
casa. Me levantei com cuidado e me dirigi ao banheiro, fiz minha higiene e
aproveitei para tomar um banho, peguei uma camiseta de Jay e atormentei um
pouco Nareesha para ela me emprestar um shorts de caminhada, quando terminei de
me vestir percebi que não estava de tênis e fui de chinelo mesmo, eu só queria
pensar. Vaguei por aquele condomínio, e me aparentava que ninguém havia
acordado ainda, andei até a ultima casa e voltei com um único pensamento em
mente “Eu não posso ser amada, eu não preciso ser amada, não por Jay, não agora
que falta pouco para eu voltar ao Brasil”, eu suplicava a mim mesma não sentir
o mesmo por ele, mas me doía pensar que poderia deixar um amor pra trás. Mas o
que eu poderia fazer? Eu vou voltar para o Brasil de qualquer jeito, não dá pra
sustentar essa história. Quando cheguei de novo a frente da casa dos meninos,
meu coração se apertou, eu criei um vinculo que jamais pensaria em ter com
eles, e Any estava tão feliz que parecia explodir. Entrei porta adentro e vi o
horário 7:30 não conseguiria voltar a dormir. Decidi preparar o café seria uma
ocupação para minha cabeça e um agrado a todos da casa. Fiz ovos com bacon, um
bom café forte para curar a ressaca de todos, fiz o chá que o Nathan não
dispensa, preparei o tofu do Jay, fiz torradas, enfim, deixei a mesa posta com
tudo que se pode pensar, quando terminei meu “trabalho” já era por volta da
8:30, não acordei ninguém. Simplesmente me servi e tomei café sozinha, sentei no
sofá e liguei a TV, assisti um pouco de tudo, não estava afim de televisão, mas
era o que tinha. Ouvi alguns barulhos vindos da escada e me deparo com um povo
com a cara toda amaçada e com cara de famintos.
_Que cheiro
bom. O que tem pra gente comer? – Siva foi o primeiro a se pronunciar, mas não
deu tempo de eu responder, porque o resto da cambada já foi atacando a mesa de
café da manhã.
Eu ria da
cena, Kelsey roubando a torrada de Nathan, enquanto ele tentava tomar seu chá,
Nareesha brigava com Max por um pouco de ovos com bacon, e Siva ria junto
comigo sem soltar seu suco de laranja, mas tudo estava tão engraçado que quando
vi Jay encher a boca de tofu e não conseguir mastigar pela quantidade posta na
boca, eu não aguentei e ajoelhei no chão gargalhando auto, mas ninguém parou o
que estavam fazendo, até Tom que chegou mais tarde foi se atracando com Siva
por um pedaço de bolo. Mas algo me faltava, Any, ela me faltava, subi as
escadas em busca dela.
(Escutem
essa musica: http://www.youtube.com/watch?v=hPC2Fp7IT7o
)
_Any, você
esta bem? – entrei em seu quarto e me deparei com uma retardada (N/A: Olha o
amor) sorrindo que nem idiota deitada na cama que tinha uma mancha de sangue,
perai. Sangue? Ah não. Será?
_Estou
ótima. – ela por fim falou e começou a pular na cama.
_Que sangue
é esse? – eu a olhei séria, e nessa hora ela parou de pular e seu sorriso se
desfez.
_Não foi
nada, nada aconteceu. – Any falou e foi saindo do quarto, mas eu fui mais
rápida e a puxei pelo braço.
_Não me
venha com essa Ana Paula, eu sei... Eu acho que sei o que aconteceu. O que te
deu para fazer isso? Perder sua virgindade com alguém que você nem conhece. –
falei com o tom de voz elevada, eu estava possessa, ela só pode estar louca.
_May...
Não... Foi... Bem... Assim. – ela se entregou ao se dirigir a mim soluçando, eu
pude ver suas lagrimas brotarem de seus olhos, mas não me amoleci.
_Pará Any!
Que coisa, eu não acredito! Por que hein? Por quê? – falei mais uma vez com a
voz elevada, espero que não nos escutem.
_Pará você
May! Você não tem moral pra falar dessas coisas comigo, você e o Jay já fizeram
isso. – foi à vez de ela elevar a voz, sem cessar o choro.
_Foi
totalmente diferente! Porque ao contrario de você, eu não sou virgem. – decidi
abaixar o meu tom de voz.
_Eu sei, eu
estou feliz, será que você não pode fica feliz por mim? Por favor, May, eu
preciso de você. Agora. – sua ultima palavra saiu como um sussurro em meio a
lagrimas.
_Você não
contou pra ele, não é. – fiz essa pergunta e ela só balançou a cabeça em sinal
negativo. _Mas ele descobriu, não é. – novamente balançou a cabeça, só que
dessa vez foi um sinal positivo. Não aguentei e abracei Any da formar mais
forte que eu conseguia, ela estava feliz, porem machucada, por saber que aquilo
foi um erro, mas foi um erro que ela queria que acontecesse, ela chorava muito
em meus braços, tremia chorando, sentei com ela a cama e a fiz deitar a cabeça
em minha perna, ela chorava enquanto eu fazia carinho em seu rosto, naquela
hora me senti mais que uma prima, me senti sua irmã, eu queria cuidar dela,
queria tirar toda sua dor. Seu choro foi diminuindo até que as lagrimas
secaram.
_Está melhor
agora? – perguntei no meu tom mais baixo de voz.
_Estou
obrigada May. Será que ouviram nossa discussão? – ela em olhou com duvida.
_Provavelmente.
Você vai conversar com Max hoje? – falei e olhei ainda em meu colo.
_Eu preciso
falar com ele. – Any se levantou, foi ao banheiro lavar o rosto e voltou com
seu sorriso.
_Está feliz?
– ela fez que sim com a cabeça. _Se você esta feliz, eu estou feliz. Agora
vamos, fiz um café da manhã digno de famosos. – recebi uma gargalhada pelo
comentário.
_May fazendo
café da manhã? Sinal que não conseguiu dormir. – como ela pode me conhecer tão
bem? _Eu acertei não é?! – essa foi a minha vez de fazer sim com a cabeça.
_Depois você me conta, preciso de café da manhã, estou morrendo de fome. Só
espero que tenha sobrado pelo menos as migalhas pra mim (N/A: Galinha).
_Acho melhor
você correr então, eles estavam se matando por uma torrada. – falei rindo. E
Any saiu em disparada até a cozinha, chegando lá à mesma cena, todos brigando
pra comer mais.
Any foi
recebi por Max com um selinho demorado, Jay veio até mim e fez o mesmo, os
lábios dele tinham gosto de morango. Ele me puxou para a sala onde não tinha
ninguém. Sabia que ele queria conversar sobre a minha briga com Any.
_Por que
você e Any estavam gritando? – ai viu, eu não disse.
_Coisas de
primas, mas já esta tudo certo entre nós, sossegue e vai tomar café da manhã,
eu fiz panquecas, estão na geladeira, não contei pra ninguém, porque eu sei que
você gosta delas geladas. – falei e dei uma piscadinha, ele gargalhou, selou
nossos lábios.
_Tudo bem,
vou acreditar em você. E obrigada pelas panquecas, mas tenho certeza que agora
tem a 3ª guerra mundial na cozinha. – Jay saiu correndo e da cozinha pude ouvir
seu grito. _ Você é a melhor, amor. – por que amor? Por que? Fingi que não
escutei e subi para me trocar, já estava na hora de eu e Any irmos embora.
Tínhamos que falar com nossas mães pelo Skype. Elas precisam saber que estamos
bem. E o mais importante, eu preciso ficar longe de Jay.
Nenhum comentário:
Postar um comentário