quinta-feira, 21 de março de 2013

Capitulo 17- I Just Can Not Love You


Cap. 17 (pov. May)
 Não sabia o que responder a ele, não tenho certeza do que sinto, prometi tentar, mas não prometi sair falando por ai “Eu te amo”, não sei quanto tempo fiquei estática, mas percebi que foi tempo suficiente para Jay buscar um copo de água para mim. Bebi um pouco, comecei a voltar normal, ele se sentou ao meu lado no sofá e pegou minhas mãos e as juntou.
_Esta melhor anjo? – ele me parecia preocupado e desapontado.
_Jay... Sinto muito. – me levantei e sai quarto a fora, não conseguiria falar com ele agora, eu estava com medo.
Desci até o hall do hotel, passando por Any e Max que estavam se beijando, acho que eles nem em viram, passei reto pela porta do hotel e sai para caminhar, o vento que colidiu com a minha pele foi como uma faca, cortante e gélida, Londres estava realmente fria, mas isso não me impediu de andar e chegar à praça perto do hotel, ela estava pouco iluminada, me sentei no mesmo banco que Jay me expulsara da primeira vez e ri com esse pensamento. Meu sorriso desapareceu quando voltei a pensar na frase que Jay havia me dito não que eu não tenha gostado, mas eu não estou preparada para amar ele, senti minhas lagrimas descerem pelo contorno de meu rosto, eu tremia de frio e soluçava, pois o choro foi se intensificando, me sentia cada vez mais gelada, mas eu estava imóvel. Eu não conseguiria voltar ao hotel, não conseguiria olhar para Jay. Meus pensamentos e lagrimas foram interrompidos por... flashes? Quando olhei a minha volta, paparazzi estavam me atacando com suas câmeras e perguntas do tipo “Esta chorando por causa de Jay?, “Ele já te largou?”, “Ele não te ama mais?”, me levantei rapidamente e corri o máximo que consegui, fui seguida por eles haviam cerca de 10 deles por todos meus lados, eu estava ficando sega com tantas luzes na minha cara, consegui ver que estava chegando ao hotel, eu havia corrido tanto que me faltava ar e o frio não ajudava em nada, quando alcancei a porta do hotel os paparazzi foram barrados e eu subi para meu quarto sem falar com ninguém, o gerente me ajudou a subir, eu estava desnorteada e sem rumo, eu chorava de medo, angustia e raiva. Quando o gerente me mostrou a porta do meu quarto ele saiu as pressas, deve ter ido ajudar os seguranças a não deixarem os paparazzi invadirem o hotel. Entrei com receio e encontrei um sala vazia, fechei a porta e fui escorregando de costas na mesma, me sentei no chão, abracei meu próprio corpo e voltei a chorar, eu não conseguia parar. Meu coração doía, e se daquelas perguntas a ultima fosse verdade, e se Jay não me amasse mais.
_Maria? Ai meu Deus, graças a Deus Maria, você esta bem, nós estávamos na sacada e vimos toda a correria, só percebi que era você pelo short, vem aqui. – Any me puxou para um abraço apertado. _Meu Deus. Max! Pegue edredons, May esta congelada, tudo vai ficar bem, eu prometo. – Any estava aflita, mas não me soltou de seu abraço até que Max chegou com os edredons.
_Jay... Onde ele esta? – perguntei em meio a lagrimas.
_Ele esta dormindo. Quando eu e Max voltamos para cá, Jay estava chorando e dormiu depois de tantas lagrimas, May sei que você esta assustada, mas o que houve? – Any agora me ajudava a me sentar no sofá.
_Nós... Ele, me dis... – fui interrompida por um Jay descabelado e com os olhos inchados devido ao choro, meu coração se despedaçou em mil pedaços quando o vi naquele estado, era tudo minha culpa, voltei a chorar quando nossos olhos se prenderam um ao outro.
_Não May, não chore, Max me ajude! – Any estava desesperada, não era para menos, eu parecia um bebe chorão, e Jay continuava estático. _Max! – ela gritou e se levantou. _Fique aqui, vou lá ao restaurante pedir uma xícara de chá, você precisa se esquentar, Jay ajude ela. – Any pediu paciente e ele se sentou ao meu lado me puxando para seu peito nu, ele estremeceu sentindo o quanto eu estava gelada.
_Pode me contar o que houve? – ele falou seco, me senti ainda pior, minhas lagrimas molhavam seu peito.
_Depois que... Você me disse aquilo... – respirei fundo me levantando e o encarando, ele me parecia muito mais triste agora. _Eu, precisava sair, queria andar um pouco e decidi ir aquela praça perto daqui. – mais uma vez tomei folego e sequei minhas lagrimas, ele estava estático escutando cada palavra minha. _Só que depois de um tempo, senti flashes e quando vi tinha muitos paparazzi me cercando, fazendo perguntas e aquilo me assustou de tal maneira que eu comecei a correr, eles não me deixavam andar, eu estava ficando sega com os flashes e então... – comecei a chorar mais uma vez e ele pegou minhas mãos em sinal de conforto. _E então, quando eu consegui entrar no hotel meu coração pesou mais do que quando eu estava lá fora. – Jay me olhou com duvida.
_Por que seu coração pesou May? Você não deveria estar feliz por voltar sem se machucar? – ele me perguntou calmamente respirando fundo, como se segurasse ao máximo seu choro.
_Por você, meu coração pesou por medo de te encarar novamente... Eu queria te dizer que também te amo, eu juro que queria, mas Jay é muito difícil pra mim me entregar assim a você. – minhas lagrimas insistiam em voltar à tona, não conseguia mais segurar tudo aquilo pra mim.
_Mas você me disse que tentaria. – eu assenti. _Não queria que você falasse que também me amava, eu sei que não é a hora pra você, mas eu não queria que você saísse correndo, nesse frio, com essas roupas. – Jay logo começou a chorar. _Sabe o quanto me doeu... Te ver correndo de mim? – ele respirou fundo tentando impedir as lagrima, uma atitude falha. _Quando te vi sair daquele jeito, eu não consegui me mover... Sabe a única coisa que eu consegui fazer? – neguei com a cabeça em prantos também. _Eu fui até o seu quarto me deitei em meio as suas cobertas e chorei sentindo seu cheiro misturado ao meu, pensei que você nunca mais voltaria para mim, me senti um nada por não ter coragem de te impedir, eu só queria... Eu... – Jay chorava tanto que não conseguia terminar sua frase.
_Tudo bem, eu te entendo. – o puxei para um abraço apertado, ele soluçava em meus braços. _Não vou mais embora, eu vou ficar, prometo agora me deixe cuidar de você, my little Jaybird. – ele deu um sorriso fraco e seguimos para meu quarto, onde deitamos em silencio e assim permanecemos, Jay de vez em quando fazia carinho em meu rosto, o vi fechar os olhos e dormir com uma expressão sofrida, me senti a pior pessoa do mundo. Eu deixei o homem que me ama em um estado deplorável, ele mesmo dormindo ainda chorava. Queria tanto não ter feito aquilo com ele. Por que eu fujo? 

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