Cap. 1 (pov. May)
A única
coisa que me vinha a cabeça era os faróis alto do caminhão antes de atingir meu
carro, logo depois do clarão só existia a escuridão para mim, e um nome ecoava
em minha mente “Jay”, esse nome não parava de ser repetido por minha mente,
mesmo que eu não lembra-se de onde conhecia esse nome, ele tinha um efeito
surreal em mim. Mas a sensação de estar em coma era horrível (sim, eu sabia que
estava em coma, eu sentia que não estava morta), a única coisa que eu queria
era acordar e dizer a todos que eu estava viva e bem, mas era impossível para
mim.
Durante o
tempo em que eu estava naquela situação, flashes de memória me atingiam e cada
vez mais o nome dele “Jay” ficava mais forte e chegava a ser gritado em meu
subconsciente. Eu comecei a me concentrar e
tentar organizar minha mente, enquanto não acordava. Isso foi me
ajudando para me manter viva e bem. Consegui organizar uma parte de minha
mente, e é essa parte que vou descrever á vocês.
Bom, acho
que vou começar com a minha apresentação. Meu nome é Maria Carolina, mas a
maioria das pessoas me chama de May, eu tenho 18 anos e desde os meus 16 anos,
eu desejo viajar para a cidade dos meus sonhos “Londres”, não era apenas uma
cidade para mim, era como se a minha vida pertencesse àquela cidade magnifica.
Então desde os meus 16 anos comecei a trabalhar e reunir minhas economias para
a viajem. Como eu não parava de falar sobre ir para Londres, minha prima Ana
Paula “Any” decidiu ir comigo, vamos passar 3 semanas lá, eu sei que é pouco,
mas é meu sonho.
Hoje é dia
21/12/2014, dia da melhor viajem da minha vida, sei que quero ir para Londres
para me encontrar (mas tem outro motivo que me faz querer ir para Londres, mas
o coma não me deixa lembrar, ainda). Eu já estava no aeroporto com a minha
família esperando a Any que sempre se atrasa (N/A: E COMO DEMORA, XESUS),
quando ela finalmente chegou, começou todo aquele chororô típico de mãe.
_Ai filha,
vou morrer de saudades, você mal saiu de casa e já vai viajar pra tão longe. - minha
mãe já começou o drama.
_Mãe são só
3 semanas, e eu nem vou morar tão longe de casa, são só 2 horas de casa até
onde vou morar. - eu falava isso e já ia me afastando para entrar no avião. Vai
que ela muda de ideia e não me deixa embarcar.
Enquanto
isso a minha tia quase estrangulava a Any com o abraço.
_Não vai
filha, não vai. Vou morrer de saudades, 3 semanas é muita coisa. - minha tia
falava enquanto chorava, abraçava (lê-se estrangulava Any) e a beijava.
_Calma mãe,
vai passar rápido, nem é tanto tempo assim. - aproveitando o mesmo esquema que
eu fiz, Any já foi entrando no avião e do portão de embarque ela gritou _TE AMO
MÃE, DA UM BEIJO NO PAI, TCHAU.
_Ufa! Pensei
que ela ia acabar me arrastando de volta para a casa. - Any dizia enquanto se
sentava do meu lado com expressão de alivio.
_hahahahaha.
- Any me encarou brava. _Mals, mas é que você tinha que ver seu desepero para
sair do abraço dela hahahahahaha, foi HILARIO. - ela me encarou por um tempo e
logo teve seu mini ataque de riso.
_hahahahahaha,
eu sei, ela quase me matou sufocada, xesus, ela não me soltava nunca, hahahaha,
ainda bem que meu pai não pode vir, seria muito pior. - concordei com ela,
vocês não tem noção de como meu tio sufocaria Any na hora de do embarque.
Pouco tempo
depois Any já estava dormindo e eu como uma boa prima tirei varias fotos dela.
De algum jeito eu não consegui dormi e decidi ver uns filmes, eu assisti “Os
mercenários, O despertar e Pânico 4”. Quando já estávamos quase chegando,
acordei Any carinhosamente com um leve tapa na testa, o que a deixou bem brava,
diga-se de passagem, mas logo a raiva se tornou afobação quando o avião tocou o
chão. Sim, estávamos em Londres nossa cidade dos sonhos. E eu já estava
chorando e com o coração acelerado. Any não parava de falar que queria conhecer
o One Direction, uma banda que ela ama, e ficava mencionando outra banda, o
nome era The Wanted (eu não entendi o porquê de eu ficar tão feliz ao ouvir o
nome dessa banda, eu acho que eu gosto dessa banda), pegamos um taxi e seguimos
rumo ao hotel.
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