Cap. 53 (pov. May)
Sai do banho
e no quarto dou de cara com Max e Nathan, me assustei um pouco, mas eles
pareciam tensos.
_Onde as
meninas estão? – perguntei.
_Esperando
no corredor, precisamos conversar com você. – Max disse com certo nervosismo em
sua voz.
_Mas eu
preciso por uma roupa. – falei parecendo meio obvia.
_Vai ser
rápido May. – foi à vez de Nath falar, ele não me parecia nada bem.
_Desembucha
a cara de vocês está péssima. – falei um pouco descontraída e me sentei na
poltrona, os dois pareciam inquietos andando de um lado para o outro do quarto.
_Precisamos
da sua ajuda. – Max falou me assustando de novo.
_Ajuda no
que? – perguntei curiosa, eu não estava no estado de ajudar ninguém, mas queria
saber o que eles queriam.
_Você tem
que ficar aqui, para que as meninas fiquem também. – Nathan se pronunciou
esperançoso assim como Max que os olhos chegavam a brilhar só de falar na ideia
de eu ficar e as meninas também.
_Ah!
Meninos... Como vou dizer isso pra vocês?! – falei suspirando, fiz sinal para
que eles se aproximassem e assim eles fizeram, sentaram no chão na minha
frente, tomei a mão de cada um. _Eu sinto muito... Sinto mesmo. – as lagrimas
desceram por meu rosto. _Mas... Eu não posso ficar, nem as meninas. E mesmo se
eu ficasse elas não poderiam ficar. – o olhar dos dois partiu meu coração e
assim as lagrimas ficaram mais pesadas. _Não posso ficar, e vocês não fazem
ideia de como meu coração e meu corpo dói só de pensar em ir embora. Eu não
tenho dormido tanto quanto queria, porque minha cabeça fica girando. – suspirei
e eles acariciaram minhas mãos. _Eu queria muito ficar, mas eu tenho meu
futuro.
_Nós
entendemos. – Max disse com a voz rouca, ele estava se segurando para não
chorar.
_Não! Eu não
entendo! – Nathan gritou e se levantou meu coração se despedaçou com a verdade
vinda dele. _Eu não entendo como vocês podem nos deixar tão facilmente!
_Fácil?! –
gritei incrédula com ele. _Nada do que estamos fazendo é fácil! – minha voz
continuava exaltada. _Você acha que eu não queria ficar aqui com Jay? Ter uma
vida com ele? Ser feliz ao lado dele? – perguntei para ele e vi seus olhos
derramarem lagrimas. _E até mesmo as meninas... Baby, você não sabe o que fala,
elas sofrem tanto quanto eu ou você.
_Não é
verdade! – Nath parecia não querer entender nosso lado, eu me sentia tão
culpada, não queria ver meu Baby daquele jeito. _Vocês querem ir! Vocês vão
embora e nunca mais vão querer ver a gente de novo! – ele gritou mais uma vez e
caiu sobre seus joelhos na minha frente, se entregando as lagrimas.
_Se acalme
Nathan, May não pode ficar tendo discussões. – Max o advertiu e abraçou o amigo
que estava aos prantos. _Olhe para ela, veja como ainda esta machucada e como
esta sofrendo, ela é a mais machucada nessa historia Nath. – ele disse e eu
puxei ambos para que colocassem a cabeça em minhas pernas cobertas por meu
roupão.
_Vai dar
tudo certo. – falei calmamente e eles assentiram. _Vamos continuar nos falando
esta bem?! – mais uma vez eles assentiram. _Quero que quando eu voltar para
Londres novamente vocês ainda me amem e ainda amem minha prima e minha amiga.
Vocês podem fazer isso por mim? – eles levantaram os olhares tristes para mim.
_Sim, eu
ainda vou amar você e sua prima. – Max falou primeiro com a voz embargada pelo
choro acumulado que agora descia por seu rosto.
_Eu vou amar
você e sua amiga para sempre. – Nathan falou depois e os dois me abraçaram.
_Eu sempre
vou amar vocês, nunca me esqueçam. – sussurrei e depois de nos soltar do abraço
sequei minhas lagrimas.
_Agora nós
estamos indo, eu fiquei sabendo que você tem um dia ocupado. – Max brincou se
levantando e secando as lagrimas indo direto para a porta.
_Eu também vou
indo. – Nath se levantou e me deu outro abraço. _Jay jamais vai te esquecer, ninguém
nunca vai esquecer você e suas companheiras. – ele murmurou e depois seguiu até
a porta. _Vocês são as melhores pessoas que já conhecemos! – ele gritou ao sair
porta a fora.
_Verdade! –
Max gritou saindo do quarto.
_O que eles
queriam? – Helo invadiu o quarto, seguida de Any, eu me levantei secando as
lagrimas e caminhei até elas.
_Eles nunca
vão nos esquecer. – falei e abracei as duas.
_Eu espero. –
Any murmurou tristemente.
_Qual é! Nós
somos as melhores pessoas que eles já conheceram isso deve valer alguma coisa! –
brinquei e as duas sorriram.
_Vale muito!
– Helo gritou sorridente.
_Agora...
Vamos dar um jeito em você May, temos que te deixar com cara de humana e tirar
essa sua cara de zumbi. – Any falou em um tom brincalhão.
_Nós vamos
conseguir né?! – perguntei.
_Te deixar
bonita sim. – Helo brincou me fazendo rir.
_Também...
Mas nós vamos conseguir viver sem eles não é?! – perguntei mais uma vez
parecendo meio triste.
_Sim! – Any gritou.
_Nós vamos! Sabe por quê? – Any falou.
_Por quê? –
eu e Helo falamos juntas.
_Porque nós
temos uma à outra, e o Brasil é enorme e lá a gente se vira bem. – Any falou
animadamente e eu senti verdade em suas palavras, tudo daria certo, se nós nos
mantivermos juntas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário