Cap. 51 (pov. May)
No hospital
Jay estava do meu lado vendo um pouco de TV, como eu não estava com muita
vontade de ver futebol eu pedi para ele ir trocando de canal, até que ele para
em um canal de fofocas e a apresentadora do programa começou a falar.
“Parece que
a namoradinha preferida das prisoners acordou de seu coma. Será que agora Jay
vai cuidar melhor dela? Ou será que ele vai deixar ela escapar de novo? Porque nas
fotos do dia do acidente, Jay parecia bem transtornado, ele gritava
descontroladamente. Acho que ele só parou quando seu companheiro de banda Max
chegou. Que pena que Jay teve que ficar sem May, acho que é esse o nome da
menina. Mas será que ele ficou todo esse tempo sem nenhum carinho? Sem ver
nenhuma garota sequer? Nós conhecemos Jay. É bom sua namoradinha ficar de olhos
abertos e não sair de perto dele tão cedo, não é Jay.”
Eu desliguei
a TV antes de ver algo que fosse me deixar pior ainda, eu já estava com medo da
gravidez, agora estou com medo de Jay me deixar. Droga. Olhei para ele e seu
rosto estava pálido e olhos arregalados. Ele aprontou alguma coisa!
_Antes de
você vir com o interrogatório, vou falar o que aconteceu. – Jay começou a falar
interrompendo meus pensamentos. _Quando eu vi você naquele carro eu não sabia o
que fazer, a única coisa que eu sabia era que tudo aquilo foi minha culpa, te
ver daquele jeito toda suja de sangue, prensada naquele carro, eu só queria que
você acordasse e assim eu entrei em desespero, e sim, eu gritei e chorei,
enfim, fiquei desesperado, não queria que você morresse e me sentia culpado ao
extremo. – as lagrimas fluíam em meu rosto, por ouvir todas aquelas palavras
vinda dele, nunca imaginei que Jay poderia se sentir tão culpado. _E então você
foi internada, em coma, o tempo não passava, os dias se arrastavam você não
dava nenhuma resposta, eu nunca te deixava sozinha mais que alguns minutos, eu
ficava aqui te olhando, segurando sua mão, ouvindo musica, vendo TV, mas nunca
te deixava e você não acordava. – Jay pegou um pouco de folego e secou minhas
lagrimas com a palma da mão. _Acho que um mês se passou e eu não comia direito,
já não era o mesmo, tudo que eu queria era te ver acordada, mas você não reagia
e isso estava me deixando louco, eu tive um surto e sai, não avisei ninguém,
meu coração se apertou ao te deixar aqui sozinha, mas eu precisava sair beber,
eu precisava viver um pouco. – olhei para o rosto do meu anjo e ele estava
chorando, suspirei e lhe dei um beijo na testa. _Eu fui a um pub que eu
conhecia, achei que lá ninguém iria me encontrar e nem fazer alguma fofoca,
bebi varias cervejas, mas não me contentei e bebi mais, dancei e fiquei com uma
garota. – meu coração parou, meu corpo gelou e eu não conseguia me mexer. _Foi
apenas um beijo May, não significou nada pra mim, eu nunca mais a vi. – não posso
ouvir isso.
(Escute a
musica: http://www.youtube.com/watch?v=s38zyc3jDPM
)
Sai do
quarto e corri, minhas pernas tremiam e a dor era insuportável, mas mesmo assim
eu corri, Jay veio atrás de mim muito mais rápido, ele me agarrou pela cintura
e me abraçou, eu tentava me soltar, mas sua força era muito maior que a minha,
as pessoas do hospital nos olhavam atentos, meus olhos derramavam lagrimas. Eu queria
ir embora, queria fugir, Jay não tem direito de fazer algo assim para mim, ele
me puxou para dentro do quarto novamente e me colocou na cama, eu continuava
dando tapas em seu rosto, braços e barriga, não queria que ele me tocasse,
minhas veias queimavam de ódio, Jay mentiu pra mim e eu sabia, ele havia me
contado tudo.
_Eu sei que
esta com raiva de mim, mas você não pode me odiar mais do que eu já me odeio! –
Jay gritou.
_Eu não
estou com raiva! Eu estou com um ódio descomunal de você! – gritei também, e
sentia as lagrimas descerem por meu rosto descontroladamente.
_Eu sinto
muito! Não devia ter ficado com aquela garota, mas parecia que você jamais ia
acordar! – ele gritou novamente.
_Sai! – eu gritei.
_Agora!
_Não! Eu não
vou embora, não depois de você quase ter ido embora para sempre. – Jay disse
decidido.
_Então eu
vou embora. – falei me levantado e pegando um edredom.
_Você também
não, nunca mais você vai embora May, eu não vou deixar. – ele falou e me
segurou pelo braço.
_Mas eu vou
embora. – sua testa se franziu. _Em duas semanas Jay, eu vou embora.
_Não, não,
não. Você não pode me deixar sozinho May, você já deixou e é uma sensação horrível.
– ele me puxou e me abraçou fortemente.
_Não tem
jeito Bird, eu vou embora. – sussurrei em seu ouvido.
_Eu preciso
que você fique aqui, comigo. – Jay murmurou.
_Eu te amo.
Mas vou embora em breve. – falei e lhe dei um selinho.
_Te amo May.
– ele falou com as nossas testas coladas.
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