quarta-feira, 22 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Tem mais...

Então pessoal, só queria avisar que acabou a PRIMEIRA parte de I Wanna Stay, vai ter a continuação sim, podem ficar tranquilos. Mas por enquanto eu vou estar entrando em hiato, porque eu vou fazer outro site para postar a outra parte, mas será somente uma semana de hiato, nada demais, eu espero que vocês tenham gostado da primeira parte e leiam a segunda parte. Beijos e ....

Capitulo 65 - The End?


Cap. 65 (pov. May)
Já haviam se passado duas semanas, minhas malas estavam quase prontas, a casa mais parecia um velório, em ambos os quartos todos choravam, principalmente em meu quarto, não sabia que a dor de partir seria tão ruim. Jay estava sentado na cama, me observando colocar minhas ultimas peças de roupa na mala. Ele parecia desorientado, suas lagrimas banhavam seu belo rosto, seus olhos azuis mais pareciam um mar de esperanças mortas. Nesse tempo eu implorei para minha mãe me deixar ficar em Londres, mas não obtive sucesso, ela permanecia firme em sua escolha, eu deveria retornar ao Brasil. Fechei minha ultima mala e olhei atentamente meu Bird, ele estava tão lindo http://images5.fanpop.com/image/photos/30500000/Jay-McGuiness-jay-mcguiness-30559268-500-611.png mas sua feição era de luto, nada mais do que pura tristeza era vista em seu rosto. Eu permanecia firme, algumas lagrimas escapavam de meus olhos, mas nada que eu não conseguisse controlar, eu estava no controle da situação, eu sei que Any e Helo estarão sem forças hoje, elas vem lutando por duas semanas e sei que hoje elas vão desabar.
_Quando é seu voo? – Jay perguntou com sua voz rouca, tentando secar sem muito êxito suas lagrimas.
_Daqui três horas Bird. – falei no meu tom mais dócil, fui a sua direção me sentado no seu colo, o abracei forte e beijei seu pescoço, eu sentiria muita falta disso.
_Não. – ele falou tentando me levantar, mas eu agarrei sua camisa com força.
_Não diga... Não se afaste... Não agora. – falo como em um sussurro e seguro minhas lagrimas, ele me abraça forte e eu inalo seu cheiro.
_Sinto muito. – Jay fala aos prantos, eu tomo seu rosto em minhas mãos e lhe dou um beijo calmo.
_Se acalme Jay. – digo com nossas testas unidas. _Isso não vai acabar. Eu te amo.
_Eu te amo. – ele fala e eu me levanto de seu colo.
_Vou ver como as meninas estão. – falo firme e segurando minhas lagrimas, Jay tem seu rosto banhado por suas lagrimas, ele se levanta e pega minhas malas.
_Vou levar as malas para o carro. – sua voz é rouca e eu somente assinto.
Me aproximo do quarto de Nathan, onde Helo está com ele a ajudando a fazer as malas, ele assim como Jay está chorando, seus olhos estão vermelhos, Helo está de costa para a porta, mas quando ela nota minha presença, , larga suas roupas e corre para me abraçar aos prantos.
_Dói tanto May, parece que meu coração está sendo cortado em mil pedaços. – Heloisa fala em português para que Nath não entenda.
_Tudo vai ficar bem. – eu também falo em português. _Respire. – eu digo calmamente e ela relaxa, mas suas lagrimas são continuas quando ela solta de meu abraço.
_Eu acho que nada vai ficar bem. – Helo murmura. _Sinto que nada vai ficar bem, nós estamos indo embora! – ela grita e suas lagrimas aumentam. _Nós May, estamos deixando o amor! – mais uma vez ela grita e cai sobre seus joelhos, Nathan me olha confuso e se abaixa para abraça-la mais Helo recua e eu apenas aceno para ele continuar a arrumar as malas de Helo, me ajoelho pegando seu rosto em minhas mãos.
_Helo... – sussurro. _Se acalme... Eu sei que dói, acredite eu sinto essa dor. – eu falo calmamente secando suas lagrimas.
_Como você esconde algo tão doloroso? – Helo me pergunta e eu a ajudo a levantar do chão.
_Eu... Não sei. – digo om ternura e ela assente. _Agora acho melhor você voltar para o que você estava fazendo. – falo para ela, mas dessa vez em inglês. _Até daqui a pouco Nathan.
_Até May. – Nath diz com a voz falha.
Respirando fundo sigo para o quarto de Any, ela está fechando sua ultima mala, seus olhos fundos, seu choro descendo por seu rosto, Max estava sentado na cadeira ao lado da penteadeira, ele observava Any atentamente, seus olhos estavam vermelhos, mas não via lagrimas em seu rosto, eu via sofrimento em sua expressão, dor, eu sentia aquela dor, mas não a demonstrava, caminhei tranquilamente para dentro do quarto e me sentei na cama, Any me olhou e eu sorri para ela com ternura.
_Vou sair. – Max disse se levantando.
_Não! – Any gritou. _Desculpe... Fique não quero você longe. – ela pediu.
_Tudo bem. – Max falou se sentando novamente.
_Temos que sair daqui o mais rápido o possível. – falei com a voz firme. _No aeroporto vai ter fãs, paparazzi e repórteres, então... – fui interrompida pelo choro de Any, ela caminhou em minha direção e sentou de lado em minhas pernas, eu a embalei como um bebê, tentando acalma-la, Max observava tudo com aquela expressão que me cortava o coração.
_Por que dói tanto? – Any perguntou com a voz cheia de tristeza e rouca pelo choro.
_Eu não sei. – disse firme, segurando meu choro.
_Essa dor vai passar? – Any me perguntou amis uma vez.
_Vai sim, a dor passa. – afirmei para ela.
_Só a saudade que não passa. – Max falou e quando eu voltei para olha-lo suas lagrimas desciam livres por seu rosto, ele me parecia tão frágil.
_Vá abraçar Max. – sussurrei no ouvido de Any e assim ela foi para o colo dele.
Suspirei por um longo segundo e sai do quarto deixando os dois sozinhos, Siva e Tom não estavam em casa, eles tinham uma entrevista para gravar com Kelsey e Nareesha, mas eles juravam que estariam no aeroporto para se despedir. Desci as escadas e puder ver Jay sentado porta de entrada, ele observava o nada. Meu coração doía tanto, parecia que estavam esmagando ele sem dó nem piedade. Desci lentamente as escadas e fui em sua direção, ele olhou para cima me deu um sorriso torto, Jay havia secado suas lagrimas. Ele se levantou do chão e me abraçou forte.
_Eu já sinto sua falta. – ele murmura e me liberta de seu abraço.
_Eu também. – digo com a voz fraca, mas seguro minha vontade súbita de chorar.
_Estão todos prontos? – Jay grita da porta.
_Sim. – Nathan fala no topo da escada carregando as malas de Helo.
_Tudo pronto. – Max fala acompanhando Nathan, Any e Helo.
Estamos todos no mesmo carro, estávamos apertados, mas não queríamos nos desgrudar por nenhum minuto, Jay segurava o choro para dirigir, eu olhava as ruas de Londres, o dia estava nublado, nada bonito de se ver, parecia que Londres estava em luto, nós parecíamos estar em luto. Any chorava cada vez mais assim como Helo, Max e Nathan tentavam acalmam ambas, mas não obtinham sucesso. O carro parou na porta do aeroporto e já havia muitas fãs rodeando o carro, os paparazzi nos atacavam.
_Pelo menos minha roupa está bonita. – Any tentou ser engraçada, mostrando a roupa que vestia http://cdn04.cdn.justjaredjr.com/wp-content/uploads/pictures/2012/06/victoria-partme/victoria-justice-part-me-premiere-02.jpg antes de descer do carro.
_Eu agradeço também por estar com a roupa bonita, porque a minha cara não é das melhores. – Heloisa seguiu o mesmo caminho apontando sua roupa https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju6AsxJMV_RqwDXZTAudkcyMucslGPM3E7HNtBIWnFM7KrKYS6yt9hrTxc3TDXLyCOCkKKrp98p3HwrKvJrNGvsjBWM4IRVJCaKu-IA1caYCpjvtvope2c45YTDhvt7EBfN3jIEQXLGiU/s1600/t1.jpg e assim desceu do carro.
_Só reclamo da minha cara mesmo. – brinco e Jay da um sorriso torto para mim http://modoration.com/wp-content/uploads/2012/03/Debby-Ryan-Mirror-Mirror-Premiere-01.jpg eu desço do carro também.
O caminho até o local de embarque é tumultuado, acho que se os seguranças não fizessem nada estaríamos encrencados, Jay segurava firme minha mão, Helo e Nathan passaram rapidamente pela multidão, já Max e Any ficaram um pouco parados, pois Max tinha que tirar fotos com as fãs. Nos encontramos na porta de embarque depois de um tempo.
“Por favor, passageiros do voo 175, com destino ao Brasil, embarque pela porta três.”
Esse era nosso voo, nos encaramos por longos segundos e eu comecei as despedidas, abracei Max primeiro, depois Nathan e por ultimo Jay me olhou, eu estava tão perto dele, suas lagrimas fluíram rapidamente de seus olhos, meu pobre Jay não se aguentava em pé, eu o abracei com toda a força que tinha e selei nossos lábios em um beijo carregado de desespero.
_Então é isso? – ele perguntou se afastando de mim em prantos. _Você está indo mesmo?
_Sim Jay, eu estou indo. – falei firme, eu prometi a mim mesma que não choraria na sua frente.
_Adeus. – Jay falou me abraçando e eu tomei seu rosto em minhas mãos.
_Adeus? Isso é um até logo Bird. – disse convicta e ele esbanjou um belo sorriso.
_Eu te amo May. – ele falou.
_Eu te amo Jay. – falei e segui para a porta de embarque.
De lá pude ver Any beijando Max e ele chorando desesperadamente, Helo abraçava Nath com força e ele soluçava em seus braços, as duas choravam descontroladamente. Eles deram um ultimo beijo e elas vieram em minha direção, dei um breve aceno para os três e pude ver Jay quase cair por conta de seu choro compulsivo, Nathan e Max o seguraram, minha vontade era de voltar e dizer que iria ficar, mas eu não podia, me virei e segui com as meninas para dentro do avião.
 _É isso. – Any suspirou ao meu lado, estávamos sentadas assim, eu na janela, Any no meio e Helo na ponta.
_Acabou. – Helo sussurrou e começou a chorar.
_Não acabou. – disse firme. _Vai ficar tudo bem.
_Como você consegue ser tão fria? – Any me perguntou secando suas lagrimas. _Você chorou tão pouco May.
_Não sou fria, só não queria desabar na frente do Jay. – falei tomando folego, pronto minhas lagrimas estavam a ponto de sair, mas eu as engoli.
_Você pode chorar May. – Helo falou segurando minha mão olhei para ela e sorri torto.
_Não posso. – sussurrei. _Preciso ser forte por vocês.
_Pode sim! – Any gritou e alguns passageiros nos encararam, suas lagrimas começaram a descer de novo.
“Senhores passageiros, apertem os cintos, estamos prontos para decolar”.
Coloquei meus fones de ouvido e quando a musica começou não consegui mais segurar, um soluço forte me atingiu e eu me encolhi na poltrona, como uma criança eu chorava, lagrimas que eu guardava desde o dia em que eu acordei, meu coração estava estraçalhado, parecia que minha vida estava sem sentido, eu não aceitava voltar para a casa, sabendo que o único lugar onde eu me sentia em casa era com Jay. Deixei a musica falar por si e mergulhei naquelas palavras.
Aqui estou eu esperando, tenho que ir embora logo
Por que estou esperando?
Sabíamos que este dia chegaria
Sabíamos o tempo todo, como chegou tão rápido?
Essa é a nossa última noite, mas já está tarde
E estou tentando não dormir
Porque sei que quando eu acordar
Vou ter que ir embora
E quando a luz do dia chegar vou ter que ir
Mas essa noite vou te segurar bem de perto
Porque quando a luz do dia chegar nós vamos estar separados
Mas essa noite preciso te segurar bem de perto
Whoa whoa whoa
Aqui estou eu olhando para a sua perfeição
Em meus braços, tão linda
O céu está ficando perto e as estrelas estão queimando
Alguém tem que atrasar isso
Isso é muito difícil, porque sei que
Quando o sol chegar, vou embora
Este é o meu último olhar
Isso em breve será uma memória
E quando a luz do dia chegar vou ter que ir
Mas essa noite vou te segurar bem de perto
Porque quando a luz do dia chegar nós vamos estar separados
Mas essa noite preciso te segurar bem de perto
Whoa whoa whoa
Nunca quis parar porque não quero começar tudo de novo, começar tudo de novo
Estava com medo do escuro mas agora é tudo o que quero, tudo o que quero, tudo o que quero
E quando a luz do dia chegar vou ter que ir
Mas essa noite vou te segurar bem de perto
Porque quando a luz do dia chegar nós vamos estar separados
Mas essa noite preciso te segurar bem de perto
E quando a luz do dia chegar vou ter que ir
Mas essa noite vou te segurar bem de perto
Porque quando a luz do dia chegar nós vamos estar separados
Mas essa noite preciso te segurar bem de perto
Whoa whoa whoa
Era isso, o Brasil me aguardava, mas eu sabia que Jay estava me esperando voltar. Acho que é só questão de tempo.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Capitulo 64 - We Are Near The End


Cap. 64 (pov. May)
Estamos eu, Heloisa e Ana, sentadas no sofá, cobertas por nossas mantas, tomando uma bela xicara de café, assistindo um canal de fofocas, cada coisa que acontece com os famosos, nós rimos baixinho, ainda são 7:50 e a casa segue em silencio, acho que os meninos só acordaram bem mais tarde, o programa segue com boatos e fatos extremamente engraçados e estranhos, Any ri e se aconchega ao meu lado, Helo presta atenção em tudo que se passa na TV, até que aparece uma foto minha no hospital, é uma foto muito recente, me espanta eles terem-na tirado e eu nem ter percebido, Helo aumenta o volume da TV e nós três ficamos atentas ao que a apresentadora vai falar.
“May deu uma passada no hospital e muito bem vestida. Onde será que Jay a levou? Ela parece estar em forma, mas é claro seus machucados devido ao acidente. Pobre May... Mal acordou e já vai embora, isso mesmo queridas fãs do casal mais fofo dos tabloides, May vai abandonar seu Bird e parece que ele está aceitando a noticia”.
_Como ela sabe que eu vou embora? – pergunto surpresa e Any faz sinal de silencio.
“Jay vai estar completamente solitário... Acho que não por muito tempo.”
Uma foto de Jay beijando uma garota em uma boate me pega de surpresa, ele já havia se explicado, mas ver a foto é uma coisa chocante de se ver. Helo segurou minha mão em sinal de conforto.
“Mas não é só May que deve se sentir coagida, Jay está deixando um mulherão voltar para o Brasil, e ela parece gostar de festas assim como ele”.
Fotos minhas em baladas, raives e clubes aparecem. Onde será que eles conseguem essas fotos? Povo louco! Minha vida está completamente exposta na TV.
“Cuidado Bird! É melhor ficar de olho... Mas fique tranquilo, haverá paparazzi para vigia-la constantemente, mesmo no Brasil. E não vamos esquecer que com ela estarão Any e Helo, namoradas de Max e Nathan, que também voltaram para seu país. Desejamos felicidades para vocês, ou não”.  
_Mas... – falei boquiaberta.
_Que... – Any completou minha frase.
_Merda! – Helo grunhiu.
_Agora não vamos ter privacidade? – Any exalava raiva e eu não estava tão diferente dela.
_Acho que não! – Helo elevou um pouco a voz.
_Falem mais baixo, os meninos estão dormindo. – advertir, passei a mão e minhas coxas e me levantei. _Vou preparar o café. Alguma voluntaria? – as duas levantaram as mãos.
_May fazendo café... Sinal de perturbação. – Any falou e eu confirmei com a cabeça.
_Deve estar uma delicia. – Heloisa falou lambendo os lábios.
Realmente a mesa parecia bem apetitosa, nós três preparamos, panquecas, muffins, waffles, bolo de laranja, suco de laranja, café, chá, iogurte com calda de frutas, torradas, bacon, ovos mexidos, omeletes, enfim, tudo que uma mesa de café da manhã pode oferecer. Eu me sentia cansada, assim com Any e Helo, mas dormir era uma ideia que me passava longe, olhei para o relógio e nele marcava 8:00, eu queria tanto chamar os meninos para tomar o café antes que tudo esfriasse, mas fiquei com dó e me recusei a acorda-los.
_Que cheiro maravilhoso! – Jay exclamou na porta da cozinha, ele vestia uma calça de moletom e uma camiseta branca, sua cara amassada era tão adorável, eu sorri para ele e fui a sua direção lhe dei um beijo calmo. _Bom dia. – ele murmurou em meus lábios.
_Bom dia. – falei sorrindo. _Fiz suas panquecas. – disse o puxando para a mesa.
_Nem nos chama. – Max e fez de falso ofendido e me abraçou, ele assim como Jay vestia moletom, mas ele também estava com uma touca. _Que cheiro maravilhoso.
_Larguem meu chá! – Nathan gritou, me abraçou e rodopiou no ar, eu sorri para ele. _Bom dia. Eu amo acordar e ver esse café da manhã.
_Espero que vocês gostem, fizemos com amor. – falei e ele me olharam com duvida. _Any e Helo me ajudaram. – disse e eles assentiram.
_Eles estão comendo? – Any gritou na porta da cozinha.
_Acho que sim. – Helo brincou e Any lhe mostrou a língua.
_Cadê o resto da cambada esfomeada? – perguntei.
_Aqui! – Siva e Tom gritaram da porta de entrada e em poucos segundo já estavam na mesa devorando tudo.
_May que muffins deliciosos! – Siva murmurou com a boca cheia de muffins.
_O melhor é os waffles. – Tom falou e deu uma bela garfada em seus waffles.
_Tudo está uma delicia! – Nathan gritou maravilhado.
_Vou sentir falta disso. – Jay sussurrou, acho que somente eu escutei, pois ele falou tão baixo, quase inaudível.
_Eu também. – sussurrei ao pé de seu ouvido e passei as mãos por seus cachos.

Capitulo 63 - It's All So Difficult


Cap. 63 (pov. May)
A casa era puro silêncio, chovia lá fora, Jay estava deitado de costas para mim, minha cabeça viajava e não parava, meus pensamentos eram diversos, eu não queria ir, mas eu deveria ir, olho para meu celular, o horário é de 6:30 da manhã. Me desloco para fora da cama, devagar, com cuidado para não acordar meu Bird, alcanço uma manta e me enrolo nela, abro a porta lentamente e desço as escadas. O barulho da chuva é relaxante, quero ver de perto o pequeno temporal que se instalou em Londres, abro a porta da frente, minha bochecha congela com o vento gélido que me atinge, ainda está escuro, parecer ser madrugada, mas as pessoas já estão saindo de suas casas, me sento no balanço me encolhendo, a manta me protege bem do frio, mas não tanto quanto eu queria. Suspiro pesadamente ao me lembrar de que estarei partindo em poucos dias, isso é tão confuso, lembro que quando decidi vir para Londres, era somente para conhecer a cidade dos meus sonhos e tentar me fixar aqui, para que quando eu acabasse minha faculdade, eu voltaria para cá e moraria aqui. Os planos ainda seguem o mesmo, mas agora eu não estou deixando somente Londres, eu estou deixando Jay, o amor da minha vida. Algumas tabuas do assoalho rangem e quando me volto para a porta Any e Helo me observam quieta, ambas estão com mantas se cobrindo, faço menção para que elas se sentem ao meu lado e assim elas fazem, Any se senta ao meu lado e Helo ao lado e Any. Eu sorrio sem animo para elas.
_Eu amo a chuva. – Helo fala sem humor na voz, é apenas uma confissão pura.
_Eu também. – Any completa.
_Me lembro de que somente eu tenho insônia de nós três. O que estão fazendo acordadas? – falo com surpresa, pois somente eu não consigo dormir bem de nós três.
_Os tempos mudaram May. – Any brinca.
_Mesmo com toda minha agitação com Nathan ontem, eu mal preguei os olhos. – Helo diz sorrindo, graças a Deus eu não ouvi nada, pelo menos eu dormi um pouco de noite.
_E como vocês se agitaram! – Any reclamou e eu gargalhei. _Você tem que aprender a se controlar um pouco Helo, eu e Max ouvimos tudo. – Helo corou violentamente.
_Desculpa. – Heloisa sussurrou. _Estávamos empolgados... Mas você e o Max também, quase quebraram a casa. – não me aguentei e cai na gargalhada.
_Foi interessante as coisas ontem, não dava pra controlar. – Any confessou vermelha e eu não parava de rir, as duas olharam feio pra mim.
_Desculpa. – meu sorriso murchou, mas eu estava segurando para não rir de novo.
_Podemos parar de falar sobre isso? – Helo sugeriu.
_Eu também gostaria que parasse. – Any falou baixou, o barulho da chuva me acalmou como é bom sentir aquele aroma de terra molhada, o frio de Londres mesmo rigoroso é uma delicia.
_Escutem. – eu falo e aponto para a chuva. _Isso não relaxa vocês? – elas concordam com a cabeça. _Não faz vocês pararem de pensar sobre tudo? – mais uma vez elas concordam. _Isso me traz paz. – eu confesso.
_Me traz alegria. – Helo confessa sorrindo, um sorriso que ela não demonstrava há tempos.
_Me traz calmaria. – Any confessa também e eu vejo uma lagrima descer por seu rosto, a enxugo com meus dedos. _A chuva me faz pensar que tudo isso ainda vai ter algo bom no fim, eu tenho esperança que podemos seguir com isso, mesmo no Brasil. – ela suspira. _Que podemos ser feliz com os meninos, mesmo tão longe, a chuva deixa as coisas claras, mesmo que nubladas, a chuva mostra um lado bonito da tempestade.
_Isso foi profundo. – Helo murmura.
_Realmente, foi bem profundo e são apenas seis e pouco da manhã. – falo olhando para Any que enxuga algumas lagrimas.
_Eu só falei o que sentia. – Any puxou um pouco de folego. _O que vocês sentem agora? – ela perguntou atenta.
_Medo... – Helo sussurrou. _De perder Nathan, de perder Londres, de perder tudo, eu amo estar aqui, viver com ele... Mas meu pior medo é perder meu futuro. – ela confessa. _Não posso largar minha faculdade, eu preciso terminar o que eu lutei tanto para ter.
_E você May? – Any me pergunta e eu suspiro.
_Já sinto saudade. – falo com a voz embargada por lagrimas não derramadas. _Mas eu sei que é o certo eu ir para o Brasil e terminar minha faculdade, mas eu vou sentir falta de tudo. – digo e sinto um peso saindo de minhas costas.
_Vai dar tudo certo. – Helo fala e nós três nos abraçamos.
_Vamos para dentro, vou preparar um café para nós. Mais tarde eu preparo o dos meninos. – falo me levantando e as duas me seguem para dentro.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Capitulo 62 - I Make The Good Girls Are Bad


(N/A: Vamos ter um pov. da Any agora)
Cap. 62 (pov. Any)
Depois dos filmes e das panquecas, eu e Max decidimos ir dormir, mas os barulhos vindos do quarto de Nathan, estava me deixando um pouco com nojo daqueles dois, parece que nunca ouviram falar de motel. Max estava achando engraçado e isso parecia que estava o animando. Desde que May entrou em coma, nós só fizemos sexo umas duas vezes, acho que ele está com necessidades de homem, e pra falar a verdade eu também estou com necessidades, mas eu estava cansada do habitual.
_Da pra acreditar que só agora eles param? - Max perguntou rindo.
_Eu não via a hora para que isso acontecesse. - confessei emburrada, estava brava por Max nem perceber que eu havia colocado uma roupa bem sexy para ele desfrutar http://www.lojamodaintima.com/files/2011/07/rosa-marisa.jpg e ele estava parado na porta do nosso quarto ouvindo minha amiga gemendo.
_O que você tem Any? - ele perguntou, até que enfim ele saiu daquela porta e se sentou de frente para mim na cama.
_Você! - gritei e joguei um travesseiro na cara dele, que gargalhou. _Do que está rindo? Não tem graça Max! - gritei mais uma vez, cruzando meus braços.
_Está com ciumes Ana Paula? - ele perguntou todo convencido.
_Não mesmo. - falei e fiz beicinho.
_Você está! - ele gritou e começou a rir.
_Estou mesmo. - falei brava. _Poxa Max, olha a roupa que eu estou vestindo, mas você nem reparou, porque fica ouvindo minha amiga gemer. - murmurei, eu estou realmente com raiva dele.
_Desculpa Any. - ele se aproximou e me deu um selinho. _Você realmente linda. - Max disse passando a mão em meus braços.
_Pode parar, eu estou com raiva de você. - falei tirando suas mãos de mim e fui até a penteadeira que fiz Max comprar, me sentei na cadeira e comecei a pentear meus cabelos.
_Qual é Any?! - Max me seguiu e parou atrás da cadeira. _Agora eu quero ouvir... - ele se aproximou de mim e perto da minha orelha sussurrou. _Você gemendo.
_Não Max. - falei manhosa, ele sabia o efeito que tinha sobre mim, e para melhorar ele só estava de cueca box azul piscina.
_Vamos Any, eu sei que você quer. - ele falou safado e girou a cadeira me puxou para seus braços e sua língua invadiu minha boca com violência.
_Eu quero aqui. - sussurrei em seus lábios, ele se afastou de mim com o olhar confuso.
_Aqui? Como?  - Max perguntou e eu corei.
_Assim. - com certa vergonha me inclinei sobre a penteadeira, minhas mãos espalmadas por ela e minha bunda empinada.
_Any... - Max engoliu seco. _Tem certeza? - pude sentir a excitação em sua voz, fiz que sim com a cabeça.


+18 Indo para minha frente Max tomou minhas mãos, me puxando para seus braços ele me beijou com certa fúria, seu membro já roçava em minha intimidade, um gemido escapou de minha garganta no meio do beijo, Max me deu mais um beijo e logo depois mordeu meu lábio inferior. Rapidamente ele retirou minha camiseta e me colocou na posição que eu me encontrava anteriormente, com as mãos na penteadeira e a bunda empinada, devagar ele desceu minha calcinha, eu observava atentamente minhas reações no espelho, Max desceu um tapa em minha bunda, que me fez arfar, ele sorriu safado e puxou meu cabelo e deixou um beijo em minhas costas, me libertando Max retirou sua cueca e colocou um preservativo em seu membro, e sem ao menos esperar ele me penetrou tão forte que chegou a doer, Max estocava forte em minha intimidade, senti meu orgasmo chegar e me atingir como uma bomba, minha intimidade pulsava de desejo, meus olhos reviravam e o cabelo caia por meus ombros, Max não parava de investir, minhas pernas começaram a tremer e ele continuou sem parar suas estocadas, outro orgasmo me atingiu, me deixando esgotada, meu rosto estava em completo frenesi  Max agarrou meus seios e chegou ao seu ápice. -18
_Meu Deus. - falei sem folego, Max me carregava até a cama. _Foi muito safado. - falei rindo.
_Safado demais. - ele falou me colocando na cama e me cobrindo, seguiu para o banheiro e se desfez da camisinha.
_Eu gostei. - falei corando.
­_Eu também. - Max falou se deitando, me puxando para seu peito, onde adormeci rapidamente.

Capitulo 61 - Time To Change Things


(N/A: O pov. que eu vou colocar agora é o da Heloisa)
Cap. 61 (pov. Helo)
As panquecas de May alegraram a casa, Nathan só bebia seu chá em sua calmaria, nós estávamos na varanda sentados na escada que levava para a porta, Nath nos cobriu por uma manta, o vento frio que batia em meu rosto dava uma sensação de liberdade, meu Baby cantarolava em meu ouvido, eu sabia que ele estava triste por minha partida, mas não tinha jeito, estava de partida em menos de duas semanas e a dor de nossa separação seria terrível.
_Vou sentir falta de você. - ele falou, sua voz era falha e carregava lagrimas não derramadas.
_Sentirei mais ainda a sua. - sussurrei e uma lágrimas correu por meu rosto.
_Acha que nosso amor vai suportar tamanha distância? - sua pergunta me pegou desprevenida.
_Eu... Não sei. - confessei, nunca pensei que ele questionaria o meu amor por ele.
_Espero que ele sobreviva. - Nathan falou beijando o topo de minha cabeça.
_Você não faz ideia do quanto eu quero que ele sobreviva. - murmurei secando a lagrima.
_Helo... - Nath tomou folego. _Eu te amo.
_Também te amo. - falei e me virei para encara-lo, seu olhar transmitia tristeza e medo.
_Tenho medo de te perder. - ele falou como em um sussurro, colando nossas testas.
_E não vai. Nathan você não vai me perder. - falei firme e lhe selei os lábios em um beijo calmo.
_Vem. - ele me estendeu a mão. _Quero você, de corpo e alma. - seus olhos ferviam em pura excitação e paixão, apenas concordei com a cabeça, seguindo ele para dentro da casa, onde tudo parecia calmo, May e Jay estavam em seu quarto, assim como Max e Any. Subimos a escada correndo e quando finalmente chegamos até dentro do quarto de Nathan, ele me deu um beijo caloroso e fechou a porta.


+18 Ele me envolveu em seus braços e nos aproximou, seus lábios devoravam o meu com um fervor que jamais havia presenciado em Nathan, minhas mãos agarravam seus cabelos com certa ferocidade  Ele me empurrou para a cama e se deitou sobre mim, sua ereção já era vista com facilidade, meus quadris se mexiam em busca de mais contato com meu amor, Nathan tirou sua camisa e assim pude sentir o calor de seu corpo sobre o meu, ele agilmente retirou minha calça jeans e minha calcinha, depois partiu para retirar minha camiseta, eu estava somente de sutiã em baixo de um homem ardendo de desejo, ele sorriu malicioso e lambeu seus lábios, rapidamente Nathan retirou seu short e meu surpreendi ao ver que ele estava sem cueca, me contorci e retirei meu sutiã que não era bem vindo naquela hora, Nath distribuía beijos por toda extensão de meu pescoço e seios, meus gemidos eram audíveis  não estava aguentando mais aquela tortura, Nathan roçou seu membro em minha entrada que ansiava por ele e enfim me penetrou, rápido e forte, praticamente gritei pela surpresa e porque doeu um pouco, Nathan me beijou para abafar meus gemidos, seu ritmo era rápido e forte, ele não estava muito em seu normal e eu estava amando, meus olhos reviravam a cada uma de suas investidas, mais algumas estocadas e eu explodi em volta dele, minha intimidade pulsava em seu membro e Nathan ainda sim não parava com as investidas, eu estava esgotada, então eu senti seu liquido escorrer por minha intimidade, ele se deitou sobe mim sem quebrar nosso contato. -18
_Foi incrível. - falei sem folego.
_Tenho que admitir que foi mesmo. - ele falou rindo.
E acabamos dormindo assim, unidos, Nathan sobre mim, e mesmo com seu peso sobre meu corpo eu me sentia bem e segura com ele.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Capitulo 60 - It's Something in Your Way


(N/A: Pessoal esse vai ser um pov. do Jay para ele ter um ponto de vista)
Cap. 60 (pov. Jay)
Estamos na cozinha, eu e May, não consigo parar de olhar cada movimento seu, cada sorriso que estampa seu rosto, cada dancinha que ela faz enquanto estou cantando com ela. May parece que flutua, mal consigo ouvir o barulho da TV que vem da sala, eu só consigo ouvir a voz dessa bela mulher que eu vou deixar ir embora, não entendo como posso ser tão estúpido a ponto de deixa-la partir, mas como ela disse "É o futuro que á aguarda" e eu tenho que aceitar isso. Prometo a mim mesmo desde que ela entrou em coma que jamais irei perde-la, mesmo que indo morar de volta para o Brasil, eu tenho que preserva-la, tenho que manter seu amor por mim e meu amor por ela, não quero perder nossa ligação, é algo tão especial e bonito que é quase um crime perder nosso amor.
_Pensando no que? - May me pergunta colocando um prato de panquecas cobertas por uma calda de morangos que ela mesma preparou, o cheiro é maravilhoso, mas não é tão bom quanto o seu cheiro.
_Em você. - confesso, porque é verdade, eu só penso nela.
_Amo quando pensa em mim. - ela fala corando levemente, coloca um copo de chá gelado no balcão e espera que eu coma.
_Não vai se sentar? - pergunto, pois ela está em pé de frente para mim do outro lado da bancada, encostada na pia.
_Eu gosto de te olhar comendo. - ela brinca.
_Tudo bem. - falo e dou uma garfada nas panquecas, tem um gosto divino. _Meu Deus May, está uma delicia. - digo empolgado e ela sorri com certa vergonha.
_Obrigada, fiz o meu melhor. - ela diz, passando para o meu lado da bancada ela para atrás de mim e beija minhas costas. _Jay! - ela grita e eu me assusto.
_O que? - grito e acabo me engasgando com a panqueca.
_Droga! - ela grita dando leves tapinhas na minha costa, assim eu desengasgo.
_Estou melhor. - falou recuperando o folego. _Por que você gritou? - pergunto tomando um pouco do chá, está bom demais.
_Suas costas. - ela fala rindo.
_O que tem elas? - pergunto e ela continua rindo, escuto um barulho de celular e logo depois ela me mostra a foto, minhas costas marcada por causa das unhas de May.
_Vai demorar pra sair, desculpe Bird. - ela fala, parece que ela sente mesmo, eu gostei, assim me lembrarei dela.
_Tudo bem... Eu gosto. - confessei e ela riu dando de ombros.
_Que cheiro bom! - escuto Any gritar da porta da cozinha.
_Só tem pro Jay. - May adverte e Any faz careta.
_Tudo pro Jay. - ela fala com voz fina e irritante.
_Eu faço pra você. - May bufou se dirigindo para o fogão.
_Eu também quero! - Heloisa gritou do meu lado. Como essa menina chegou tão rápido até aqui?
_Alguém mais quer? - May perguntou gritando.
_Eu! Eu quero! - Max apareceu gritando e correndo na cozinha.
_Nathan! - May gritou.
_Eu só quero um chá... Quente! - Nath gritou e ela colocou a água para esquentar.
E a noite seguiu com todos comendo as panquecas de May, ela mesmo reclamando fez várias, assistimos mais dois filmes e fomos dormir bem tarde.

Capitulo 59 - Let's Make Love


Cap. 59 (pov. May)
Ficamos vendo o filme, mas eu não consegui ficar acordada, meu corpo estava cansado, esgotado por tantas emoções em um só dia, eu precisava relaxar e dormir. Levantei do colo de Jay, me despedi de todos que estavam na sala e segui para o quarto sozinha. Deitei e me cobri, não escutei nenhum barulho, pois estava no segundo andar da casa. Desliguei o abajur e assim cai no sono.
_May? - Jay me chamou, ainda estava de noite.
_Oi. - murmurei sonolenta.
_Só queria saber se você estava dormindo. - ele falou inocente, acho que ele tinha medo de eu entrar em coma novamente.
_Eu estou bem, venha para a cama. - pedi manhosa.
_O filme ainda não acabou. - Jay disse sorrindo.
_Mesmo assim, não quero dormir sozinha. - falei batendo no lado da cama que estava desocupado.
_O que você me pede que eu não faço. - ele zombou e deitou ao meu lado.
_Nada. - dei um selinho nele.
_Sentirei sua falta. - sua voz era melancólica.
_Eu também sentirei a sua. - murmurei. _Vai passar rápido você vai ver.
_Eu espero. - Jay confessou.
Ele estava sem camisa e com um short de moletom, Jay se deitou ao meu lado, me virei para olhar seu rosto, ele sorriu para mim, trilhei meus dedos por sua barba falhada, depois por seu pescoço, desci minha mão até seu peitoral, sua respiração estava acelerada, até que minha mão parou no cós de seu short, fiquei brincando com o elástico, Jay mordeu seu lábio inferior provocativo.
_Pensei que você estivesse cansada. - ele brincou, minha mão foi para seu volume crescente e ele arfou.
_Não para você. - falei em um tom brincalhão.


+18 Jay tomou meu rosto em suas mãos e selou nossos lábios cautelosamente, sentia a fragilidade naquele ato, eu queria recordar de seu gosto, de seu toque, eu queria recordar de Jay para sempre. O beijo se tornou mais envolvente, ele ficou sobre mim, em meio as minhas pernas, minhas unhas acariciavam sua nuca conforme o beijo se aprofundava. Suas mãos passeavam por meu corpo livremente, acho que ele também queria recordar de tudo que havia em mim, mordendo meu lábio inferior Jay fez com que eu arfasse de prazer, ele sorriu em meio ao beijo. Devagar ele me virou fazendo com que eu ficasse sobre ele, suas mãos ágeis e gentis me ajudaram a retirar minha blusa de frio, logo depois minha camisola, agora em seu colo apenas com minha calcinha, Jay me fitava com os olhos fervendo em pura luxúria e amor, sorri timidamente para ele. Não houve tempo para eu pensar e eu já estava em baixo dele novamente, uma mão dele em minha cintura me mantinha parada e a outra passeava por meus seios, costas e bunda. Ele se livrou de seus short e de sua cueca, o ajudei a tirar minha calcinha. Mais uma vez ele deitou sobre mim e selou nossos lábios, e devagar se afundou dentro de mim, gemi baixo, suas estocadas eram lentas e torturantes, ele assim com eu desejava que aquela noite durasse para sempre. Arranhei suas costas com certa força e o ouvi gemer, ele começou a se mover rapidamente e assim senti meu ápice chegar, minhas pernas bambearam e meu gemido foi alto dessa vez, eu estava esgotada e feliz, Jay se libertou dentro de mim, seu líquido quente me fez sentir completa, devagar ele saiu de dentro de mim e se deitou ao meu lado -18
_Vou sentir falta de fazer isso. - murmurei e Jay sorriu.
_Eu também, mas vamos ter que aguentar por seis meses. - ele falou pegando minha mão e segurando ela em seu peito.
_Acho que não vou conseguir dormir agora. - falei com certa vergonha.
_Somos dois. Que tal irmos lá em baixo e fazer algo para comermos? - ele sugeriu.
_Entendi... Eu vou fazer alguma coisa para comermos. - disse me levantando e colocando minhas roupas novamente.
_Isso mesmo. - Jay falou também se vestindo.
_Então vamos. - falei abrindo a porta e estendendo minha mão para ele.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Capitulo 58 - A Lovely Surprise


Cap. 58 (pov. May)
Chegamos em sua casa e lá fui recebida por Any, Helo, Nathan e Max, que estavam na sala vendo algum filme de terror, bom Nathan e Max estavam assistindo, Helo e Any estavam gritando e se escondendo no colo de seus namorados, ri daquela cena. Subi as escadas com Jay e me senti esgotada, eu estava realmente cansada de tudo, parecia que eu havia feito uma maratona, Jay abriu a porta de seu quarto e tudo estava arrumado, a cama parecia que não era desfeita a tempos, e uma fita de gravador que estava em cima da cama me deixou intrigada.
_É para você ouvir, todos falamos um pouco. – Jay falou me entregando a fita e o gravador.
_Sério vocês são fofos demais. – falei e abracei meu Bird.
_Eu vou te deixar ouvir sozinha, quando terminar pode trocar de roupa, eu vou estar na sala vendo filme com o resto do pessoal. – Jay falou e assim me deixou sozinha.
Coloquei a fita no gravador e antes de soltar o play, troquei de roupa, estava desconfortável http://www.mixtepijamas.com.br/img_upload/1345559308_6802%20-%20Melina.jpg , me senti melhor quando troquei de roupa, me sentei na cama encostada nos travesseiros e assim soltei o play.
“_May! – Nathan gritou.
_Sai daqui Nathan, a primeira gravação é minha! – Jay gritou e eu sorri.
_Tudo bem, mas depois sou eu! – Nathan falou mais uma vez.
_Como que se fala nesse negócio? – Jay perguntou e eu não aguentei e comecei a gargalhar.
_Você é muito burro! – Siva gritou com ele.
_Calado! Vem me ajudar Nathan! – Jay gritou para Nath.
_Jay, você é muito burro, já esta gravado. – Nathan falou e eu ouvi um tapa.
_Isso vai ter volta! – Jay gritou. _Tudo bem, vamos começar, droga já esta gravando. – Jay falava e eu ria cada vez mais.
_Por que você não grava um vídeo como todo mundo? – Max gritou.
_Porque eu não sou todo mundo! – Jay revidou.
_Jay para de falar besteira e fala logo, todo mundo quer falar! – ouvi Tom brigando com ele.
_Se vocês calarem a boca eu começo. – Jay falou e houve um silencio significativo. _May... Sinto sua falta, já faz um mês e meio e você não acorda, eu fiz coisas erradas que podem te machucar quando você acordar, mas a única coisa que eu quero é que você acorde e que você volte para mim, eu sinto muito sua falta. – Jay falou.
_Principalmente na cama! – Tom gritou e eu sorri.
_Cala a boca que eu ainda não terminei... Eu te amo. – Jay falou por fim.
_Agora é a minha vez. – Nath disse brincalhão. _Oi May, todos estamos loucos para você acordar logo, sua amiga Heloisa gosta de mim, parece que eu finalmente encontrei alguém, quando você acordar vera o quanto eu a faço feliz, lhe amo. – Nathan brincou mais uma vez e eu ouvi risos, em sorriso se alargou.
_Cai fora que agora sou eu Baby. – Max reclamou e eu ouvi outro tapa. _Isso é pelo Jay! – ele gritou e pude ouvir Nath xingar os dois. _Então senhorita Maria, acho que já esta na hora de você acordar, Jay aprontou, mas eu acho que ele já deve ter confessado, bom... Todos sentimos sua falta, principalmente o Bird, ele não fala muito mas eu sei que ele está mal, Any também chora toda noite, é ruim ver ela desse jeito. – ele suspirou. _Eu confesso que choro às vezes, mas ninguém vê então acorde logo, te amo ainda May.
_É hora do TomTom. – Tom chegou gargalhando e eu sorri com o som de sua risada escandalosa. _May! Acorda logo, essa casa está chata sem você e seu café da manhã magico. – ele continuou rindo. _Te amo pequena grande mulher.
_Isso foi confuso Tom. – Siva reclamou.
_É pra ser confuso. – Tom retrucou, mais um tapa escapou e eu ri.
_Pra você largar mão de ser idiota. – Seev disse brincalhão. _May, que saudades de você, e dos meus muffins, sem o Jay em casa eu passo necessidades por conta dos meus muffins, mas tudo bem, porque eu sei que você só esta com preguiça de acordar, e também sei que vai acordar logo, sinto sua falta, amo  você demais menina.
_Agora que todos falaram eu vou desligar. – Jay falou.
_Então desliga. – Tom falou.
_Eu... Não sei desligar. – Jay falou e todos gargalharam, principalmente eu.
_Burro. – Max disse.
_Vem desligar então. – Jay sugeriu.
_Também não sei. – Max confessou e de novo houve gargalhadas.
_Incompetentes, é só apertar esse botão. – Nathan falou e depois a fita acabou.”
Desci correndo para a sala e pulei no colo de Jay, lhe dei um abraço apertado, levantei e dei um abraço em Nathan e Max, Any e Helo pareciam não entender o porquê de eu estar daquele jeito. Sorri para elas e me ajeitei no colo do meu Bird, que beijou meu cabelo.

Capitulo 57 - False Alarm


Cap. 57 (pov. May)
À volta para a casa foi totalmente diferente, Jay tinha a expressão de puro sofrimento, eu permanecia calada e quase não me movia, o silencio se instalou sobre o carro e parecia que não iria embora tão cedo, minha vontade era de tocar meu Bird e lhe dar um beijo repleto de paixão, mas sua surpresa acabou me ferindo e ferindo muito a ele também.
_Não faça isso. – supliquei em um sussurro.
_Fazer o que? – ele murmurou com voz chorosa.
_Me ferir mais do que já estou ferida. – disse com a voz embargada pelo choro compulsivo.
_Eu também estou ferido May. – Jay falou frio e quando olhei para seu rosto, as lagrimas corriam livres por sua barba mal feita.
_Não é só você que vai ficar sem a pessoa que ama! – gritei me surpreendendo e surpreendendo ele, que freio bruscamente e parou no acostamento.
_Eu sei! – ele gritou. _Você está ferida, eu estou ferido! – sua voz permanecia elevada. _Mas é você quem está indo embora! – suas palavras me cortaram ao meio e as lagrimas eram tão compulsivas para mim que eu mal conseguia falar, Jay secava as lagrimas dele com certa raiva, mas elas não sessavam.
_E você acha que isso não me machuca? – gritei com ele novamente. _Eu quero ficar! – respirei fundo. _Eu quero tanto ficar. – minha voz saiu como um apelo sussurrado.
_Então fique. – Jay respirou fundo e tomou meu rosto em suas mãos. _Fique aqui, por mim, não posso te ver partir de novo. – sua expressão era sofrida, ele sabia que eu não poderia ficar. _Não depois de tudo... Depois de eu quase te perder pra sempre. – Jay colou nossas testas e seus olhos me encaravam suplicantes.
_Eu... – me separei dele. _Não posso Jay. – o encarei, meu maior arrependimento, eu via nele toda a dor que eu guardava para mim, eu chorava em sua frente, mas ele jamais veria minha real dor, eu não deixaria. _Tenho meu futuro, você sabe que eu vou voltar. – tentei tranquilizar ele.
_Espero que volte mesmo. – ele tentou ser brincalhão, lhe dei um sorriso torto. _Só... Eu tenho medo que você me esqueça, que nunca mais volte. – Jay me parecia tão verdadeiro em suas palavras, mal ele sabia que aquele também era meu medo.
_Não diga uma coisa dessas. – o repreendi. _Jamais vou te esquecer, voltarei o mais breve o possível, não dará tempo de você senti minha falta. Eu prometo. – falei secando minhas lagrimas e o encarando.
_E eu prometo jamais te esquecer Maria, vou te esperar o tempo que precisar, e quando você voltar eu estarei aqui, te esperando, para te amar... Para sempre. – suas ultimas palavras foram sussurradas.
_Jay, eu prometo pensar em você todos os dias, e quando eu voltar, vou ser recebida por você, para ser amada e te amar, para sempre. – disse com um tom de voz firme e alegre, parecia até que estávamos fazendo um pacto, para a eternidade.
_Eu te amo. – Jay falou e me beijou calorosamente.
_Eu te amo. – falei em meio ao beijo, que mais parecia que era a nossa única salvação, as coisas foram ficando mais quente, então eu interrompi o beijo, Jay resmungou em desaprovação. _Calma... Vamos fazer isso em casa. Mas antes preciso que me leve no hospital, tenho alguns exames que preciso pegar.
_Tudo bem, eu espero mais um pouco, tenho uma surpresa para você em casa, acho que você vai amar e rir muito. – ele disse dando partida no carro e seguindo pela estrada. _Não é melhor pegar o exame amanhã de manhã?
_Eu aguardo curiosamente essa surpresa. – disse sorrindo para ele. _Preciso ver esse resultado hoje, não vou conseguir dormir sem ver esse exame. – eu quero saber se estou gravida, mas não vou compartilhar isso com você.
_Vamos passar no hospital então. – Jay falou e assim seguimos rumo ao hospital.
Na porta do hospital Jay estacionou e ficou me esperando dentro do carro, eu queria ver primeiro o exame, caso o resultado fosse mesmo à gravidez, me dirigi até a secretaria, uma enfermeira que cuidou do meu caso me acompanhou até o setor onde a enfermeira que recolheu meu sangue me esperava com o resultado nas mãos, ela sorriu para mim e me entregou o envelope, meu coração batia rapido e minhas mãos tremiam, abri o envelope rapidamente e procurei o resultado nas pequenas letras, quando o encontrei meu sorriso se alargou e a felicidade explodiu dentro de mim, dizia “Negativo para gravidez” eu soltei um gritinho histérico, mas ao mesmo tempo me sentia melancólica, um filho com Jay seria um sonho, mas não nesse exato momento da minha vida. A enfermeira me acompanhou até outro setor e lá me deu outra vacina para prevenir a gravidez. Fui para fora do hospital e Jay ainda me esperava dentro do carro, entrei no mesmo, ele me olhou desconfiado e seu olhar caiu para o papel em minhas mãos, droga, eu deveria ter jogado fora.
_Que exame é esse May? – ele me perguntou em um tom de curiosidade.
_Nada demais, vamos para a casa? – tentei desconversar e amassei o papel.
_Se não é nada demais... Me fala. – Jay pediu e permaneceu com o carro parado.
_Eu realmente quero ir para a casa. – falei fazendo beicinho amassando mais o papel em sinal de nervosismo.
_Diz logo May, nós veríamos aqui por nada, que exame é esse? – ele falou com certo tom de impaciência.
 _Tudo bem. – suspirei. _Eu achei que estava gravida, então fiz um teste de sangue e nele deu negativo para gravidez, ponto final, agora eu gostaria realmente de ir para casa. – disse de uma só vez.
_Nossa... Você não está gravida mesmo? – Jay perguntou, ele parecia desapontado.
_Não Jay, eu não estou gravida. Você gostaria que eu estivesse? – perguntei pasma.
_Sim, por que não? Seria demais ter um filho, ainda mais com você. – ele falou com a maior naturalidade e deu partida no carro saindo do hospital.
_Eu também quero ter filhos com você, mas não agora, seria uma irresponsabilidade. – falei um pouco brava com ele.
_Não fique brava, eu só curti a ideia de ter um filho. – Jay tentou me tranquilizar.
_Vou esquecer isso, eu já tomei outra dose da vacina, não vou engravidar. – falei sorrindo para ele, assim seguimos para a sua casa, onde minha surpresa me aguardava.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Capitulo 56 - Do Not Hurt Me Anymore


(Agora é o pov. da May, mostrando o passeio deles)
Cap. 56 (pov. May)
Jay dirigia atento e às vezes pegava minha mão, eu cantarolava musicas aleatórias, ele sorria para mim, eu brincava com seus cachos e beijava sua bochecha. O caminho até o lugar era cheio de arvores e algumas casas que mais pareciam cabanas, eu nunca havia visto um lugar daqueles em panfletos sobre Londres, começou a escurecer e o tempo foi passando, nós não chegávamos nunca no lugar e eu já estava impaciente.
_Já vamos chegar. – ele falou me acalmando.
_É que está demorando muito. – reclamei manhosa.
_Você ainda sente dores? – Jay me perguntou.
_Muitas. – suspirei. _Mas eu estou bem.
_Ótimo. Porque chegamos. – ele falou animadamente.
_É lindo Jay. – falei maravilhada, o lugar era simplesmente perfeito. http://farm5.static.flickr.com/4026/4287298431_ae87c0409f_o.jpg
_Achei que você gostaria de jantar em um lugar calmo. – ele disse estacionando o carro ao lado da cabana, o lugar era maravilhoso, o ar parecia magico, tudo era perfeito e lindo, desejei que estivesse de manhã para ver aquele lugar perfeitamente.
_Vamos embora hoje? – perguntei com um olhar de esperança, eu queria muito ver o nascer do sol daquelas janelas.
_Infelizmente sim, você não deveria nem ter vindo para cá, mas eu queria muito te mostrar meu refugio. – ele falou e saiu do carro, logo ele estava abrindo a minha porta e me ajudando a descer.
_Eu deveria ter pegado outra roupa. Essa daqui não é muito confortável. – disse apontando para a minha roupa.
_A roupa está perfeita, ou você acha que eu deixei as meninas te vestirem assim para nada?! – Jay brincou e me ajudou a chegar à porta da casa.
Quando fui abrir a porta um garçom estava do lado de dentro, levei um pequeno susto, Jay me conduziu para uma mesa que ficava no meio de uma saleta que ao lado tinha um piano, me encantei com cada detalhe daquele lugar, Jay sumiu da minha visão e voltou com um suco de uva, sorri para ele.
_Você não pode beber, e eu não quero beber sozinho, nos resta esse suco. O jantar já está vindo. – ele falou me acomodando na cadeira e se sentado ao meu lado, a mesa era de madeira maciça redonda, não muito grande, ela me permitia ficar ao lado do meu amor.
_O que vamos ter para comer? Eu estou faminta. – perguntei divertida e ele sorriu.
_Teremos massa, macarronada e depois muitas frutas. – ele falou segurando minha mão.
_Amo macarrão Bird. – brinquei com ele, selamos nossos lábios e quando nos separamos o garçom segurava nossos pratos.
Comemos tanto que eu quase não aguentava comer minhas frutas, Jay me parecia triste e eu sabia o porquê, me sentia culpada por ter que deixa-lo. Segurei suas mãos e olhei no fundo de seus olhos.
_Eu te amo tanto, vou sentir tanto a sua falta Jay. – murmurei segurando as lagrimas que teimavam descer por meu rosto.
_Eu também te amo, e ninguém sentira tanto a sua falta quanto eu. Não quero que você vá embora. – seu pedido saiu como um sussurro.
_Você vai me esperar? – perguntei secando minhas lagrimas.
_Eu vou sempre estar aqui, te esperando. – Jay disse beijando meu rosto.
_São só seis meses até que eu volte. – falei animada e ele me olhou confuso.
_Como assim seis meses? May, você não vai fazer faculdade? – ele me perguntou curioso.
_Vou te explicar... Quando estudamos no Brasil, temos férias de dois meses no meio do ano, e depois férias de três meses no fim do ano. Vou estar aqui antes mesmo que você perceba. – disse tentando tranquiliza-lo.
_Isso é melhor do que pensei, achei que só te veria no fim do ano. – Jay parecia surpreso.
_Mesmo assim... – suspirei. _Vou sentir tanto a sua falta. – lhe dei um selinho.
_Tenho sua surpresa ainda. – Jay falou com nossas testas coladas, ele se levantou e foi direto para o piano, o segui e parei ao seu lado, então ele começou a tocar, e meu coração se despedaçou ao entender que musica era.
Fique
Não implorarei pra você ficar
Vá, sim, eu ficarei bem
Não me matará assim
Oh, oh
Ao menos é o que eu digo
Não, você não precisa saber
As feridas que me machucam mais
Porque eu nunca mostrarei
O quão profundo elas vão
É por isso que estou dizendo a você
Toda vez que você tem que ir
Eu não acho que você saiba
É como uma apunhalada no meu coração
Toda vez que você tem que ir
Não acredito que corta tão fundo
É como uma apunhalada no meu coração
Apunhalada, apunhalada, apunhalada, apunhalada
É como uma apunhalada no meu coração
Apunhalada, apunhalada, apunhalada,apunhalada
É como uma apunhalada no meu coração
Forte, pensei que eu era forte
Essas cicatrizes se curam
Eu acho que estava errado
Oh, oh
E eu fui longe de mais
Tentar, eu sei que eu deveria tentar
A continuar com minha vida
Mas está passando essa noite
Alguns amores podem sobreviver
É por isso que estou te dizendo
Toda vez que você tem que ir
Eu não acho que você saiba
É como uma apunhalada no meu coração
Toda vez que você tem que ir
Não acredito que os cortes são tão fundos
É como uma apunhalada no meu coração
Apunhalada, apunhalada, apunhalada, apunhalada
É como uma apunhalada no meu coração
Apunhalada, apunhalada, apunhalada, apunhalada
É como uma apunhalada no meu coração
As últimas palavras que eu diria
É que mais ninguém
Pode acabar com essa dor
É por isso que estou dizendo
Toda vez que você tem que ir
Eu não acho que você saiba
É como uma apunhalada no meu coração
Apunhalada, apunhalada, apunhalada, apunhalada
Não acredito que os cortes são tão fundos
É como uma apunhalada no meu coração
Apunhalada, apunhalada, apunhalada, apunhalada
É como uma apunhalada no meu coração
Apunhalada, apunhalada, apunhalada, apunhalada
É como uma apunhalada no meu coração
Toda vez que você tem que ir
Eu não acho que você saiba
É como uma apunhalada no meu coração
Toda vez que você tem que ir
Não acredito que os cortes são tão fundos
É como uma apunhalada no meu coração
Quando ele terminou a musica, eu estava ao seu lado, aos prantos, eu machuquei meu Jay, o meu único amor, e eu iria embora, sua dor só será curada quando eu voltar definitivamente, até lá, ambos sofreremos a ausência um do outro.

Capitulo 55 - Do Not Forget Us


(Vou por o pov. da Any para mostrar como foi à surpresa do Max e do Nathan)
Cap. 55 (pov. Any)
Nenhuma palavra foi trocada dentro do carro desde que saímos do hospital, Helo estava comigo na parte de trás do carro e na frente Max e Nathan pareciam tensos, Max que estava dirigindo às vezes olhava para Nathan e sua expressão era triste. Quando chegamos a casa deles senti um alivio, mas ainda sim eu me sentia estranha, por não receber uma palavra sequer de Max. Descemos do carro e Nath abraçou Heloisa de lado e Max dez o mesmo comigo, me senti melhor com aquele contato e quando abrimos a porta da casa havia um cartaz enorme que estava sendo segurado por Nareesha e Kelsey que dizia “Sentiremos falta de vocês”, eu não sabia o que dizer, abracei Max e depois olhei para Helo que estava aos prantos nos braços de Nathan que permanecia firme.
_Se vocês nunca mais voltarem, a gente vai para o Brasil sequestrar vocês! – Tom gritou, me abraçou e rodopiou comigo, comecei a rir em seus braços.
_E eu quero que vocês sempre, me ouviram sempre! Entrem no Skype, Facebook e Twitter! – Seev falou alto e correu para abraçar Helo que gritou de felicidade, seu sorriso estava enorme, mesmo com as lagrimas que ainda caiam de seus olhos.
_Eu que não admito vocês esquecerem a gente! – gritei e todos vieram abraçar a mim e a Heloisa, nós riamos e brincávamos uns com os outros.
_A gente nunca vai esquecer de vocês meninas! – Nareesha gritou da cozinha enquanto trazia alguns petiscos e cerveja para nós.
_Jamais! Vocês são loucas demais para se esquecer! – Kelsey gritou sentando no colo de Tom que estava na poltrona.
Todos estavam sentados, eu no colo de Max na outra poltrona, Helo no colo de Nathan no sofá e ao lado deles Siva e Nareesha estavam sentados um do lado do outro com as mãos dadas. Nós já havíamos bebido varias cervejas e comido quase tudo, riamos de coisas feitas por nós quando nos conhecemos, tudo parecia normal, nem parecia uma despedida. Max mexia em meus cabelos e Nath brincava com os cachos de Heloisa, aqueles dois são perfeitos um para o outro, alias todos somos perfeitos juntos, cada um completa a falha de cada um, só que essa perfeição estava com os dias contados e não teria nada para deter nossa separação. As horas se passaram e assim Nareesha e Seev foram para seu quarto, Tom e Kelsey foram dar uma volta. Mais uma vez o silencio se instalou entre nós.
_O que vai ser da gente? – Helo perguntou e todos nos entreolhamos.
_Não sei. – falei sincera.
_Precisamos estabelecer o que vamos ser, e o que vamos fazer enquanto vocês não voltam. – Nathan falou. _Vocês vão voltar, não é?! – ele perguntou com certo receio.
_Claro que vamos voltar Baby. – Helo o tranquilizou.
_E o que seremos enquanto estivermos longe um do outro? – Max falou depois de muito tempo em silencio.
_Namorados. – disse decidida. _Ou vocês querem terminar com a gente ver no que vai dar? – perguntei com medo da resposta deles.
_Definitivamente quero continuar ser seu namorado. – Max disse e me abraçou forte.
_E você Nathan. Ainda quer ser meu namorado? – Heloisa perguntou com a voz falha.
_Claro que sim, quero que todos saibam que mesmo a distancia ainda estamos juntos Helo. – Nath falou e depois deu um selinho em Helo.
_Mas... E como vai ser para a gente sair? Eu vou ser uma universitária Baby, eu e May vamos morar na mesma casa, Any vira nos visitar. Como fica a nossa vida social? – Heloisa perguntou, eu gostei dela ter perguntado sobre isso, já que nós adoramos baladas, shows e festinhas.
_Vai ser como qualquer casal, vocês vão ligar para nós, avisar que vão sair e com quem vão. Simples. – Max falou parecendo normal.
_Simples? – falei irônica. _Não vai ser simples, eu tenho ciúmes e eu sei que você também tem ciúmes.
_Eu sei. – Max suspirou. _Vai ser um pouco difícil, eu não vou ver o que você vai estar fazendo, mas eu vou confiar em você, assim como você terá que confiar em mim .
_Tudo bem. – murmurei.
_Na verdade, vocês vão ver o que vamos fazer, já que os paparazzi amam perseguir May, ela sempre esta nas revistas, lembram que mesmo em coma saia fotos dela. –Heloisa falou em um tom brincalhão.
_É verdade. Foi engraçado eles falando que ela já havia acordado, e nós irmos correndo para o hospital, achando que era verdade. – falei rindo e Max me acompanhou.
_Demais, eu sai de pijamas, nem acredito que na hora que cheguei no hospital fui barrado. – Nathan falou gargalhando.
_Ainda bem que ela acordou de verdade agora. – falei.
_Sim. – todos falaram.
_Eu tenho mais uma duvida. – Heloisa falou. _Nós normalmente temos férias de dois meses em junho e julho, será que nós poderíamos vir para cá? – ela fez um olhar pidão.
_Vocês devem vir para cá. – Nathan falou. _E isso é uma ordem. – ele disse rindo.
_Tudo bem capitão. – Helo ironizou.
_Estamos resolvidos. – Max disse. _Espero que May e Jay, se acertem também.
_Todos queremos isso. May às vezes é muito radical. – falei.
_E como é, da ultima vez que eles tiveram uma discussão ela entrou em coma. – Helo falou.
Tomara mesmo que aqueles dois se acertem, May merece felicidade, eu sei que vai ser difícil essa relação a distancia, mas eles têm que tentar.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Capitulo 53 - You Need To Help Us


Cap. 53 (pov. May)
Sai do banho e no quarto dou de cara com Max e Nathan, me assustei um pouco, mas eles pareciam tensos.
_Onde as meninas estão? – perguntei.
_Esperando no corredor, precisamos conversar com você. – Max disse com certo nervosismo em sua voz.
_Mas eu preciso por uma roupa. – falei parecendo meio obvia.
_Vai ser rápido May. – foi à vez de Nath falar, ele não me parecia nada bem.
_Desembucha a cara de vocês está péssima. – falei um pouco descontraída e me sentei na poltrona, os dois pareciam inquietos andando de um lado para o outro do quarto.
_Precisamos da sua ajuda. – Max falou me assustando de novo.
_Ajuda no que? – perguntei curiosa, eu não estava no estado de ajudar ninguém, mas queria saber o que eles queriam.
_Você tem que ficar aqui, para que as meninas fiquem também. – Nathan se pronunciou esperançoso assim como Max que os olhos chegavam a brilhar só de falar na ideia de eu ficar e as meninas também.
_Ah! Meninos... Como vou dizer isso pra vocês?! – falei suspirando, fiz sinal para que eles se aproximassem e assim eles fizeram, sentaram no chão na minha frente, tomei a mão de cada um. _Eu sinto muito... Sinto mesmo. – as lagrimas desceram por meu rosto. _Mas... Eu não posso ficar, nem as meninas. E mesmo se eu ficasse elas não poderiam ficar. – o olhar dos dois partiu meu coração e assim as lagrimas ficaram mais pesadas. _Não posso ficar, e vocês não fazem ideia de como meu coração e meu corpo dói só de pensar em ir embora. Eu não tenho dormido tanto quanto queria, porque minha cabeça fica girando. – suspirei e eles acariciaram minhas mãos. _Eu queria muito ficar, mas eu tenho meu futuro.
_Nós entendemos. – Max disse com a voz rouca, ele estava se segurando para não chorar.
_Não! Eu não entendo! – Nathan gritou e se levantou meu coração se despedaçou com a verdade vinda dele. _Eu não entendo como vocês podem nos deixar tão facilmente!
_Fácil?! – gritei incrédula com ele. _Nada do que estamos fazendo é fácil! – minha voz continuava exaltada. _Você acha que eu não queria ficar aqui com Jay? Ter uma vida com ele? Ser feliz ao lado dele? – perguntei para ele e vi seus olhos derramarem lagrimas. _E até mesmo as meninas... Baby, você não sabe o que fala, elas sofrem tanto quanto eu ou você.
_Não é verdade! – Nath parecia não querer entender nosso lado, eu me sentia tão culpada, não queria ver meu Baby daquele jeito. _Vocês querem ir! Vocês vão embora e nunca mais vão querer ver a gente de novo! – ele gritou mais uma vez e caiu sobre seus joelhos na minha frente, se entregando as lagrimas.
_Se acalme Nathan, May não pode ficar tendo discussões. – Max o advertiu e abraçou o amigo que estava aos prantos. _Olhe para ela, veja como ainda esta machucada e como esta sofrendo, ela é a mais machucada nessa historia Nath. – ele disse e eu puxei ambos para que colocassem a cabeça em minhas pernas cobertas por meu roupão.
_Vai dar tudo certo. – falei calmamente e eles assentiram. _Vamos continuar nos falando esta bem?! – mais uma vez eles assentiram. _Quero que quando eu voltar para Londres novamente vocês ainda me amem e ainda amem minha prima e minha amiga. Vocês podem fazer isso por mim? – eles levantaram os olhares tristes para mim.
_Sim, eu ainda vou amar você e sua prima. – Max falou primeiro com a voz embargada pelo choro acumulado que agora descia por seu rosto.
_Eu vou amar você e sua amiga para sempre. – Nathan falou depois e os dois me abraçaram.
_Eu sempre vou amar vocês, nunca me esqueçam. – sussurrei e depois de nos soltar do abraço sequei minhas lagrimas.
_Agora nós estamos indo, eu fiquei sabendo que você tem um dia ocupado. – Max brincou se levantando e secando as lagrimas indo direto para a porta.
_Eu também vou indo. – Nath se levantou e me deu outro abraço. _Jay jamais vai te esquecer, ninguém nunca vai esquecer você e suas companheiras. – ele murmurou e depois seguiu até a porta. _Vocês são as melhores pessoas que já conhecemos! – ele gritou ao sair porta a fora.
_Verdade! – Max gritou saindo do quarto.
_O que eles queriam? – Helo invadiu o quarto, seguida de Any, eu me levantei secando as lagrimas e caminhei até elas.
_Eles nunca vão nos esquecer. – falei e abracei as duas.
_Eu espero. – Any murmurou tristemente.
_Qual é! Nós somos as melhores pessoas que eles já conheceram isso deve valer alguma coisa! – brinquei e as duas sorriram.
_Vale muito! – Helo gritou sorridente.
_Agora... Vamos dar um jeito em você May, temos que te deixar com cara de humana e tirar essa sua cara de zumbi. – Any falou em um tom brincalhão.
_Nós vamos conseguir né?! – perguntei.
_Te deixar bonita sim. – Helo brincou me fazendo rir.
_Também... Mas nós vamos conseguir viver sem eles não é?! – perguntei mais uma vez parecendo meio triste.
_Sim! – Any gritou. _Nós vamos! Sabe por quê? – Any falou.
_Por quê? – eu e Helo falamos juntas.
_Porque nós temos uma à outra, e o Brasil é enorme e lá a gente se vira bem. – Any falou animadamente e eu senti verdade em suas palavras, tudo daria certo, se nós nos mantivermos juntas.